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IR 2013: como diminuir a mordida do Leão ao declarar venda e aluguel de imóveis

28, março, 2013 Sem comentários

As negociações imobiliárias podem fazer com que os impostos a pagar sejam bastante altos. De modo geral, quem vende um imóvel deve pagar 15% de IR sobre o lucro da operação (preço de venda menos preço de compra). Porém, observando pequenos detalhes é possível diminuir a mordida do Leão.

De acordo com a advogada tributária do escritório Vigna Advogados e Associados, Marina Damini, é possível reduzir o lucro ao declarar, por exemplo, benfeitorias realizadas no imóvel.

“Declarar gastos com reforma e benfeitoria, desde que comprovadas através de documentos fiscais, diminuem a base de cálculo sobre o ganho de capital sobre venda futura do imóvel, consequentemente, haverá menos imposto a ser recolhido”, explica. Ainda neste sentido, vale colocar também os gastos com corretagem.

Observar o ano em que o imóvel foi comprado também faz diferença. Casas e apartamentos adquiridos até 1969 estão isentos de IR. Já os imóveis comprados entre 1970 e 1988 estão sujeitos a um percentual de redução sobre o ganho de capital, que varia conforme o ano de aquisição da propriedade.

A isenção de IR na venda de imóveis também é válida para aqueles vendidos por até R$ 440 mil, desde que seja o único imóvel do proprietário e este não tenha realizado nenhuma transação imobiliária nos últimos cinco anos.

Já para os imóveis comprados por meio de financiamento bancário o correto, dizem os especialistas, é declarar as prestações pagas e não o valor total do imóvel. Além de diminuir o valor total do seu patrimônio, essa medida ajuda a valorizar a propriedade, já que, se ao quitar o empréstimo o proprietário optar pela venda, os juros pagos no financiamento também serão considerados como valor da propriedade, o que diminuirá o ganho de capital e, consequentemente, a mordida do leão.

Aluguel

Casais com imóveis alugados também podem reduzir o imposto incidente sobre os recebimentos. Neste caso, o “pulo do gato” é dividir o valor recebido.

“Se a esposa é do lar e o marido possui rendimentos tributáveis vale fazer uma declaração para ela e colocar os rendimentos com aluguéis nessa declaração, e assim aliviar a declaração dele”, ensina a coordenadora de Imposto de Renda da H&R Block, Eliana Lopes.

Fonte: Infomoney

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IR: veja alguns dos erros mais comuns que levam à malha fina

21, março, 2013 Sem comentários

Não é só sonegação que faz contribuintes caírem na malha fina. Erros ao lançar dados na declaração anual de ajuste do Imposto de Renda também podem fazer com que o contribuinte tenha de prestar ainda mais contas ao Fisco. Segundo um levantamento feito pela Confirp Consultoria Contábil, entre os equívocos mais comuns, está o lançamento de valores nas fichas de “Rendimentos Tributáveis” diferentes dos que foram relacionados nos informes de rendimento fornecidos pelas fontes pagadoras.

A consultoria relacionou os oito erros mais frequentes dos contribuintes. Entre eles, está também o não preenchimento da ficha de “Ganhos de Capital” quando há venda de bens e direitos. Ou seja, ao vender um imóvel, por exemplo, e ter lucro nesta transação, o contribuinte deverá recolher o Imposto de Renda por meio de programa específico da Receita Federal, o GCap. Depois de lançar os dados da venda neste programa e recolher o imposto, o contribuinte conseguirá relacionar essas informações na declaração anual do IR.

“É preciso baixar o programa (GCap) no site da Receita Federal, preenchê-lo e exportar as informações para o programa do IR”, diz o diretor-executivo da Confirp, Richard Domingos. O especialista lembra que o imposto deve ser recolhido até o último dia útil do mês seguinte à data do recebimento do lucro. Ou seja, se o contribuinte deixar para recolher o imposto – referente a um lucro apurado em 2012 – durante o prazo de declaração do IR (até 30 de abril de 2013) pagará multa.

Por exemplo, se um imóvel foi vendido em fevereiro do ano passado, o Imposto de Renda deve ter sido recolhido pelo GCap até o último dia útil de março de 2012. Se o recebimento for parcelado, é preciso pagar imposto na mesma proporção em que o contribuinte for recebendo os valores. “Na declaração de agora, o que resta apenas é informar o pagamento que já deve ter sido feito”, diz Domingos. O imposto sobre o lucro é sempre de 15%.

No caso de bens imóveis, apenas está dispensado de recolher o imposto quem vender um imóvel por menos de R$ 35 mil ou se o imóvel for o único do contribuinte e o valor da venda for inferior a R$ 440 mil. Também está isento aquele contribuinte que vender um imóvel residencial e adquirir outro em até 180 dias por um valor igual ou superior ao valor da venda. Se comprar por um valor inferior, terá de recolher imposto sobre a diferença.

Outro erro comum, segundo a consultoria, é não abater comissões de imobiliárias ou corretores de aluguéis recebidos de pessoas físicas. Isso ocorre com contribuintes que colocam imóveis para alugar por meio da administração de uma imobiliária, que fica com um percentual do aluguel recebido. “Muitas pessoas não abatem o valor da comissão e deixam de se beneficiar porque vão pagar imposto sobre valor maior ou ter uma restituição menor”, diz Domingos, que lembra que ao lançar o valor da comissão, passa a ser responsabilidade das imobiliárias recolher o imposto sobre suas atividades.

Domingos também afirma que é preciso lançar o valor das comissões na ficha de “Pagamentos Efetuados”, em linha específica, para ficar comprovado o que se pagou à corretora.

Confira oito dos principais erros cometidos pelos contribuintes, segundo os especialistas:

1- Lançar valores na ficha de Rendimentos Tributáveis diferentes dos que constam nos informes de rendimento;

2- Lançar valores de Rendimentos Tributados Exclusivamente na Fonte na ficha de Rendimentos Tributáveis;

3- Não preencher a ficha de Ganhos de Capital quando são vendidos bens e direitos;

4- Não preencher a ficha de Ganhos de Renda Variável quando o contribuinte opera em bolsa de valores;

5- Não relacionar informações de dependentes nas fichas de Rendimentos Tributáveis, Não Tributáveis e Exclusivos na Fonte;

6- Não relacionar nas fichas de Bens e Direitos, Dívidas e Ônus, Ganho de Capital, Renda Variável valores referentes aos dependentes;

7- Não relacionar valores de aluguéis recebidos de pessoa física na ficha de Rendimentos Recebidos de Pessoa Física;

8- Não abater comissões relacionadas a aluguéis recebidos na ficha de Rendimentos Recebidos de Pessoas Físicas;

O contribuinte está obrigado a fazer a declaração do IR em 2013 se:

1- recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 24.556,65

2- recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil

3- obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas

4- relativamente à atividade rural:

a) obteve receita bruta em valor superior a R$ 122.783,25.

b) pretenda compensar, no ano-calendário de 2012 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio anocalendário de 2012;

5 – teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil.

6- passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nesta condição se encontrava em 31 de dezembro;

7- optou pela isenção do Imposto sobre a Renda incidente sobre o ganho de capital proveniente da venda de imóveis residenciais por ter aplicado o capital na aquisição de outro imóvel localizado no País, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias contados da venda do primeiro imóvel

Confira quem está dispensado da declaração:

1- Quem participa de sociedade conjugal ou união estável, e tenha os bens comuns declarados pelo outro cônjuge ou companheiro, não precisará fazer a declaração desde que o valor total dos seus bens privativos não exceda R$ 300 mil

2 – Caso conste como dependente em Declaração de Ajuste Anual apresentada por outra pessoa física, na qual tenham sido informados seus rendimentos, bens e direitos, caso os possua

3- Contribuintes ou dependentes que, em 31 de dezembro de 2012, tinham saldo de conta corrente bancária e demais aplicações financeiras com valor unitário de até R$ 140; tinham bens móveis – exceto veículos automotores, embarcações e aeronaves, bem como os direitos -, cujo valor unitário seja inferior a R$ 5.000; tinham um conjunto de ações e quotas de uma mesma empresa, negociadas ou não em bolsa de valores, bem como ouro ou outro ativo financeiro, em que valor seja inferior a R$ 1.000; dívidas cujo valor seja igual ou inferior a R$ 5.000.

Fonte: Terra Economia

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Veja casos que compensa declarar IR, mesmo não estando obrigado

21, março, 2013 Sem comentários

Fazer a declaração de Imposto Renda pode ser vantajosa e garantir um dinheiro extra para algumas pessoas que não estão obrigadas a entregar o documento. Quem alerta é o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos.

“Muitas vezes os contribuintes tiveram valores tributados, com isso se torna interessante a apresentação da declaração, pois pegarão esses valores de volta como restituição, reajustado pela taxa de juros Selic (…) Caso o contribuinte não declare, estará perdendo um valor que é dele por direito, sendo que o governo não lhe repassará mais este dinheiro”, ressalta.

Vantagem

De acordo com a Receita Federal, devem declarar IR aqueles que receberam, durante o ano de 2012, rendimentos brutos tributáveis superiores a R$ 24.556,65. Entretanto, explica o diretor executivo, antes de deixar a declaração de lado, caso não tenha recebido montante igual ou superior a este valor, o contribuinte deve levar em conta se teve imposto retido na fonte por algum motivo.

Segundo ele, isto é comum, por exemplo, quando a pessoa recebe um valor mais alto em função de férias, quando há valores relativos à rescisão trabalhista, no caso de desemprego, ou mudança de trabalho. “O caso mais comum são pessoas que perderam emprego ou iniciaram em um novo o meio do período e que tiveram retenção na fonte no período”, explica.

De olho nos documentos

Na prática, para saber se vale ou não a pena declarar IR, mesmo não se enquadrando nos quesitos da obrigatoriedade, o contribuinte, se assalariado, deve observar atentamente os seus holerites e o comprovante de rendimentos, a fim de verificar se houve valores retidos na fonte.

Alguém que, por exemplo, recebeu entre R$ 3.271,39 e R$ 4.087,65 no ano passado, teve um percentual retido na fonte, visto que, para esta faixa de valores, se emprega a alíquota de 22,5%. Entretanto, caso a pessoa tenha recebido este salário por cerca de três meses, por exemplo, e não tenha arranjado outro emprego até o fim do ano passado, na somatória total do ano ela não terá atingido os R$ 24.556,65, mas terá valores a restituir.

Compra relevante

Outra situação onde é interessante o contribuinte apresentar a declaração, mesmo não sendo obrigado, é quando ele guarda dinheiro e com o tempo realiza uma compra relevante, como a de um imóvel. Neste caso, alerta Domingos, a entrega do documento não resultará em grana extra, mas poderá evitar que o contribuinte corra o risco de cair na malha fina, por conta da grande variação patrimonial.

“Uma pessoa que não está obrigada a declarar por receber R$ 23.500 no ano pode guardar anualmente bons valores, caso queira, com este dinheiro, adquirir um imóvel ou outro bem, mas perante a Fazenda há a possibilidade de dificuldade com relação à sua variação patrimonial”, finaliza.

Fonte: Infomoney

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Está com pouco dinheiro? Existem boas opções de investimentos para você

28, fevereiro, 2013 Sem comentários

Não dispor de uma quantidade elevada de recursos não é um empecilho para se tornar um investidor

Não dispor de uma quantidade elevada de recursos não é um empecilho para se tornar um investidor. Existem no mercado diversas aplicações que podem render mais do que a poupança – que piorou ainda mais depois das novas regras, e garante um retorno real (descontada a inflação) muito próximo de zero  - e que oferecem segurança ao investidor. Outras têm uma segurança menor e oscilam mais, mas também devem ser analisadas antes de você decidir onde vai investir seu dinheiro.

De acordo com o economista e especialista em investimentos, Richard Rytenband, pessoas com uma quantidade pequena de recursos disponível para investir (de mil a cinco mil reais) devem, primeiramente, se basear em dois pilares conceituais de investimento. “O primeiro pilar é investir em conhecimento. Estudar e aprender quais são os tipos de investimento existentes e quais são os riscos e benefícios de cada um deles. O segundo pilar é pensar em maneiras de aumentar os ganhos, seja com novos trabalhos ou até com o investimento em um negócio próprio. O importante é não acomodar-se com uma quantidade baixa de dinheiro”, explicou.

Tesouro Direto
Após investir nesses dois pilares, segundo o economista, as melhores opções nesse momento para esse público-alvo estão no mercado de renda fixa, mais precisamente em títulos pós-fixados com vencimentos de curto prazo.

As melhores opções para quem dispõe de poucos recursos estão no mercado de renda fixa
As melhores opções para quem dispõe de poucos recursos estão no mercado de renda fixa

“Como há expectativas de um movimento de alta na taxa Selic (taxa básica de juros) e de contínuo crescimento da inflação, os títulos pós-fixados são os mais indicados, principalmente para o investidor com poucos recursos, afinal, eles oferecem mais segurança e não expõe a grandes perdas”, pontua.

O título pós-fixado do Tesouro Direto aliado à variação da taxa Selic é a LFT (Letra Financeira do Tesouro). Este título pode ser adquirido facilmente pela internet e o único prerrequisito é a abertura de conta em uma corretora autorizada a negociá-lo. Além das LFTs, o Tesouro também conta com os títulos pós-fixados aliados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a NTN-B e a NTN-B Principal, e os prefixados NTN-F e LTN, que só são recomendados com a Selic em viés de baixa.

Os preços entre os títulos do Tesouro variam bastante, mas são acessíveis. Confira na tabela a seguir, com base no dia 22 de fevereiro:

Título   Vencimento   Taxa de Compra (a.a.)   Preço Unitário Dia – Compra
Indexados ao IPCA - - -
NTNB Principal 150519 15/15/2019 3,62% R$ 1.810,22
NTNB Principal 150824 15/08/2024 3,97% R$ 1.445,59
NTNB 150535 15/05/2035 4,02% R$ 2.937,30
NTNB Principal 150535 15/05/2035 4,11% R$ 924,73
Prefixados
LTN 010116 01/01/2016 9,01% R$ 782,34
LTN 010117 01/01/2017 9,24% R$ 712,14
NTNF 010123 01/01/2023 9,41% R$ 1.052,86
  Indexados à Taxa Selic   - - -
LFT 070317 07/03/2017 -0,02% R$ 5.511,79

É válido lembrar que o preço de cada opção da tabela representa o valor de um título inteiro, mas o investidor pode optar por comprar apenas uma fração dele. A quantidade mínima de compra é a fração de 0,1 título, ou seja, 10% do valor, desde que o valor seja maior do que R$ 30.

O investidor também não pode esquecer-se de colocar na conta os valores das taxas e do Imposto de Renda. “Como é pouco dinheiro, os custos de transação, corretagem e até tarifas bancárias, insignificantes para grandes investidores, influenciam muito e fazem a diferença nesses casos. É importante colocar no papel cada um dos valores para ver se o investimento é viável”, aconselhou Richard.

Renda Variável
Segundo Rytenband, os Fundos de Índice, chamados de ETFs, constituem a melhor opção dentro do mercado de renda variável para quem dispõe de poucos recursos. “Os custos compensam e com certeza é uma boa opção. Vale fazer uma análise, estudar sobre e investir.”

Cada  ETF representa o “espelho” de um determinado índice de ações e esta pode ser uma alternativa interessante para investidores com pouco dinheiro dentro do mercado de renda variável, pois, pagando uma única taxa de corretagem, você consegue investir em ativo que replica um índice inteiro, ao invés de gastar uma grande quantia com os custos de ações individuais. No entanto, é importante lembrar que esses são ativos de renda variável e que não fornecem a mesma segurança e nem a rentabilidade garantida dos investimentos em Renda Fixa.

Todos os ETFs são compostos por 10 ações no mercado normal. No BOVA11, por exemplo, ETF do Ibovespa, o investidor precisaria de apenas 630 reais para aplicar nas dez cotas, sendo ainda permitida a negociação no mercado fracionário, com a quantidade mínima de uma ação, no valor de 63 reais.

Neste tipo de investimento também devem ser levadas em consideração e colocadas nas contas a taxa de custódia, corretagem e administração.

Por fim, para investir em ETFs também é preciso de uma conta em corretora, assim, podendo ser negociada a qualquer momento, no entanto, o investidor não tem como saber quanto o dinheiro vai render em um certo período de tempo, afinal, se trata de um mercado de renda variável.

Em relação a investir diretamente em ações, esta pode não ser uma boa ideia para quem tem pouco dinheiro disponível. Isso porque as taxas cobradas pelas corretoras não compensam para aplicações de baixo valor – você precisaria ter um lucro elevado penas para pagar o que gastou com taxas de corretagem e custódia.

Fundos de investimento
Os fundos imobiliários também podem ser uma boa opção para pequenos investidores, pois permitem o investimento no mercado imobiliário (comprando cotas de fundos que investem em grandes prédios comerciais, shoppings, galpões, etc) por um valor bastante acessível e por meio da bolsa de valores.  O valor das cotas varia em cada fundo, mas, normalmente, nas emissões iniciais, a cota sai por R$ 100. Comprar apenas uma não vale a pena por conta das taxas, mas o investidor pode adquirir, por exemplo, 50 cotas por R$ 5 mil.

Apenas como exemplo, as cotas do fundo BB Progressivo II, que investe em agências do Banco do Brasil e é um dos fundos mais líquidos da bolsa, estão precificadas a R$ 124,95 (cotação da última terça-feira -26). Se comprar 50 cotas, o investidor desembolsaria R$ 6.250 e teria acesso ao portfólio de imóveis do fundo, que é composto de agências e prédios comerciais locados para o banco estatal.

Entre as principais vantagens dos fundos, além da necessidade de baixo investimento, está o fato de a rentabilidade ser isenta de Imposto de Renda para pessoa física (com algumas exceções), o que faz uma grande diferença especialmente no cenário atual, de juros baixos e prêmios menores na maioria dos investimentos.

Além dos fundos imobiliários, os outros tipos de fundos (ações, multimercados e até alguns de renda fixa) também podem valer a pena para investidores que possuem poucos recuros, afinal, existem diversas aplicações que não exigem um tíquete de entrada tão elevado. Neste caso, o mais importante é pesquisar a taxa de administração e o histórico do fundo, para ver se vale a pena fazer a aplicação.

A (nem tão) boa e velha Poupança
Segundo o professor de economia do Ibmec, Gilberto Braga, dependendo do perfil do investidor com poucos recursos, a caderneta de poupança pode ser uma opção, apesar do seu baixo rendimento.

“Mesmo com os valores baixos, a caderneta de poupança pode ser vantajosa para quem não dispõe de muitos recursos, pelo fato de que com ela não se tem risco. Ela protege o recurso, é livre de IR, oferece praticidade na hora do resgate e tem a garantia do Governo contra quebras. Nenhum outro ativo oferece o mesmo grau de segurança. Apesar do baixo rendimento, pode ser o mais recomendado para este perfil de investidor, mas claro que existem exceções, portanto, outras opções”, concluiu.

Fonte: Infomoney

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8 dicas para transformar cartões de visita em networking

28, fevereiro, 2013 Sem comentários

Confira o que você deve fazer para tornar seus contatos profissionais mais efetivos para a sua carreira, segundo Caio Arnaes, da Robert Half

 - Crédito: ThinkStock

Manter uma pilha de cartões de visita na sua mesa de trabalho não é sinônimo de networking. Colecionar estes pequenos pedaços de cartolina não vai trazer benefícios para a sua carreira profissional a menos que você saiba o que fazer com eles.

“Não é só ter cartões de visita, tem que manter os contatos ativos”, diz Caio Arnaes, gerente sênior da Robert Half. Mas, como transformar estes cartões em contatos de carreira mais efetivos? Confira as dicas do especialista:

1) Foco e planejamento são essenciais
A rede de contatos profissionais deve ser criada tendo em vista o seu objetivo profissional. “O primeiro passo é construir o networking em cima do mercado em que você atua ou que deseja atuar”, diz Arnaes. Deseja subir alguns degraus na sua carreira dentro do mercado em que você já atua?

Invista nos contatos dentro deste grupo de atuação. Quer mudar de rumo na vida profissional? Aposte nos relacionamentos com as pessoas que já estão inseridas no mercado que você está de olho. “Foco resolve muita coisa”, lembra Arnaes. Por isso planeje-se antes de fazer suas conexões para que elas estejam mais alinhadas às suas metas.

2) Participe de eventos regularmente
De que adianta ir a uma reunião, trocar um monte de cartões, enfiá-los no bolso e nunca mais encontrar essas pessoas? “A gente costuma falar que quem não é visto não é lembrado”, diz Arnaes.

O especialista recomenda que os profissionais participem, com certa regularidade, de eventos do mercado em que atuam. “Vá a jantares, reuniões e mantenha contato com essas pessoas”, diz ele.

3) Lembrar para ser lembrado: crie vínculos
Conheceu uma pessoa que você considera um contato importante pra sua carreira? Tente criar um vínculo com ela. “Encaminhe uma notícia sobre o setor em que ela atua, diga que ao ler lembrou-se dela e pergunte o que ela acha da reportagem”, sugere Arnaes.

Essa pessoa vai se sentir lembrada por você e, de acordo como especialista, as chances de ela se lembrar de você – quando surgir alguma oportunidade ou algo relevante para a sua atividade profissional – aumentam. Mas, cuidado! Envie mensagens personalizadas, evite mandar um e-mail para dezenas de destinatários, porque isso não vai causar uma boa impressão.

“Há pessoas que exageram, mandam a mesma mensagem para uma lista de 70 e-mails e isso não é bem visto e causa uma imagem negativa”, diz. Nestes moldes, a possibilidade desse e-mail nem ser lido e acabar na pasta de lixo eletrônico é enorme, pense nisso, antes de clicar no botão enviar.

4) Não aposte na sua rede apenas quando precisar dela
Movimentação de mercado baseada em networking é algo que acontece muito, diz Arnaes. “Conheço vários profissionais que mudaram de posição a partir da rede de contatos”, diz ele. Mas, a regra de ouro para fazer networking do jeito certo – e assim ter uma rede capaz de ajudá-lo a atingir seus objetivos – é mantê-la ativa mesmo quando não precisa dela.

Do contrário, você pode ficar com fama de interesseiro. “Não pode deixar para fazer networking apenas quando você está de olho em novas oportunidades profissionais do mercado”, explica Arnaes. A sua agenda de telefones deve ser construída pouco a pouco, ao longo de toda a sua vida profissional. Não perca contato com ex-chefes e colegas de trabalho, procure colegas de faculdade e de pós-graduação, mande mensagens, use as redes sociais para encontrar essas pessoas.

5) Saia do mundo virtual
“Se formos montar uma escala, o melhor é encontrar pessoalmente, em segundo lugar vêm o contato telefônico e, por fim, mensagens eletrônicas”, destaca Arnaes. Redes sociais são ótimas ferramentas para encontrar as pessoas, no entanto, levar estes contatos do ambiente virtual para o real é importante. Um bate papo em um café é bem mais proveitoso do que uma simples mensagem via LinkedIn.

6) Qualidade vale mais do que quantidade
Mil conexões no LinkedIn impressionam quem visitar o seu perfil. Mas, não significam muita coisa se não passarem de conexões virtuais. É certo também que gerenciar mil contatos não é tarefa das mais simples.

“Você não vai conseguir nem trabalhar”, diz Arnaes. Uma rede mais enxuta pode ser muito mais efetiva do que mil conexões inativas no seu perfil. É claro que ninguém está dizendo para você não aceitar pedidos de conexão, mas não descuide dos contatos que fazem mais sentido para o seu atual momento profissional.

“Dentro deste grupo de mil conexões, você deve pensar com quais pessoas você deve manter um relacionamento mais próximo”, aconselha Arnaes.

7) Organize seus contatos
Encontrar um relatório no meio da bagunça de uma mesa de trabalho pode ser uma tarefa hercúlea. Achar um contato importante no meio de milhares de emails na sua caixa de entrada, dezenas de cartões de visita empilhados ou em meio a milhares de conexões no LinkedIn também.

Por isso, priorize e organize seus contatos. Crie subgrupos no LinkedIn para aqueles com os quais deseja manter um contato mais próximo. Arrume os cartões de visita de modo que aqueles que considera mais importantes fiquem mais visíveis. Crie subpastas no software de gerenciamento de emails que você utiliza.

8) Crie uma rotina
Separar um determinado período de tempo para visitar a sua rede de contatos é uma boa estratégia. “As pessoas têm a tendência de procrastinar, estabelecer uma rotina evita isso”, diz Arnaes. A frequência com que você deve parar para checar como anda a sua rede de contatos é você quem vai estabelecer.

“Vai depender da intensidade e da quantidade de contatos”, lembra Arnaes. Ao investir um tempo para esta atividade, você pode perceber que está há mais seis meses sem conversar com um ex-colega e descobrir que hoje ele está trabalhando na empresa dos seus sonhos. Que tal ligar para ele e marcar um café?

Fonte: Você S.A.

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Brasileiro só poupa metade do que precisa para se aposentar

28, fevereiro, 2013 Sem comentários

http://vocesa.abril.com.br/imagens/brasileiro-so-poupa-metade-precisa-se-aposentar-630x247.jpg

Segundo pesquisa do HSBC, brasileiro acredita que a aposentadoria vai durar 23 anos, mas também crê que o dinheiro vai acabar 11 anos antes do previsto

Os brasileiros preveem que sua aposentadoria durará 23 anos, mas acreditam que suas economias acabarão em 12 anos, ou seja, 11 anos antes do tempo que consideram que permanecerão aposentados. Essa constatação foi feita a partir de uma pesquisa do HSBC sobre aposentadoria realizada com 15 mil pessoas de 15 países, sendo mais de mil entrevistados brasileiros.

Segundo a pesquisa, o brasileiro começa a economizar para a aposentadoria quatro anos antes da média mundial, mas 64% dos entrevistados nunca pouparam para a aposentadoria. Pelo estudo também é possível dizer que os brasileiros se preocupam mais com o curto prazo do que com o longo prazo.

Se tivessem que escolher entre poupar para as férias ou guardar o dinheiro para a aposentadoria, 49% afirmaram que escolheriam economizar para as férias, 43% poupariam para a aposentadoria e 8% não souberam responder. Aproximadamente 59% consideram inadequada sua preparação para a aposentadoria; 41% declararam que não fazem o suficiente; e 19% admitiram que não estão nem se preparando. Uma parcela de 38% dos entrevistados afirma que poupa regularmente.

Dentre os que nunca pouparam para a aposentadoria, 42% justificam que não o fazem por causa do alto custo de vida e 24% responderam que não poupam porque nunca pensaram nisso.


Quando chegar a hora

Os brasileiros acreditam que poderão viver confortavelmente durante a aposentadoria com 70% da sua renda atual. Ao se aposentar, 51% dos brasileiros disseram que pretendem passar mais tempo com a família e os amigos e 50% afirmaram que irão viajar. Questionados sobre os receios na aposentadoria, as principais preocupações mencionadas foram ter condição para pagar assistência médica e as dificuldades financeiras e parte dos entrevistados também disse que se preocupa em ter problemas de saúde. O receio de dificuldades financeiras é o principal motivo para poupar para a aposentadoria segundo 45% dos entrevistados. E 22% dos entrevistados também disseram que poupam pela percepção de uma baixa qualidade de vida de familiares já aposentados.

Planejamento financeiro

A pesquisa também abordou os temas planejamento financeiro e consultoria profissional. Segundo os resultados, 42% dos entrevistados pouparam mais depois de começar a se planejar, seja formal ou informalmente, sendo que entre os que tiveram assessoria profissional, a porcentagem sobe para 58%. A previdência pública é considerada por 37% dos entrevistados uma importante fonte de renda na aposentadoria. Em média, as pessoas ouvidas pelo estudo consideram que a previdência pública comporá 31% de sua renda na aposentadoria.

Despreparo no Brasil e no mundo
O estudo do HSBC revelou que a falta de planajeamento não é um problema apenas entre os brasileiros. Segundo a pesquisa, quase metade dos entrevistados em 15 países não está preparada para enfrentar sua aposentadoria de maneira adequada. E alguns dos países com maior renda no mundo, como o Reino Unido, a França, o Canadá e a Austrália são os menos preocupados com a aposentadoria.

Fonte: Você S.A.

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Pesquisa aponta que compras por impulso estão relacionadas à baixa autoestima e à insatisfação com a aparência

28, fevereiro, 2013 Sem comentários

Apesar de se considerar preparado, pesquisa revela que o brasileiro não sabe lidar com o próprio dinheiro: 85% faz compras por impulso e 74% admite não ter qualquer investimento

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) divulgou uma pesquisa que aponta que a maioria dos brasileiros realizam compras por impulso motivados pela ansiedade e insatisfação com a própria aparência. O levantamento foi realizado com 646 consumidores de todo o Brasil.

O estudo foi encomendado para testar o grau de conhecimento do consumidor sobre finanças e conclui que, apesar de se considerar preparado, o brasileiro não sabe lidar com o próprio dinheiro: 85% da população faz compras sem planejamento e 74% não possui qualquer investimento fixo, como a caderneta de poupança, por exemplo.

Faz compras sem planejamento?

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Fonte: SPC Brasil

O levantamento mostra o quanto que fatores puramente emocionais interferem negativamente nas contas do consumidor: quatro em cada dez entrevistados (43%) admitem fazer compras por impulso em momentos de ansiedade, tristeza ou angústia. Na avaliação do SPC Brasil, este tipo de consumo descontrolado revela ser um mecanismo de compensação para suprimir carências que nada têm a ver com o universo material.

Entre os que fazem compras movidas por impulsos emocionais, a ansiedade por um evento que se aproxima (festas, jantares e viagens, por exemplo) é o motivo mais decisivo entre consumidores de classes A e B. Por outro lado, a baixa autoestima (insatisfação com a própria aparência) é a razão mais citada entre consumidores das classes C e D. “Na busca pelo prazer imediato ou para exibir um estilo de vida que não condiz com a própria renda, o comprador se alivia momentaneamente, sem se importar com o futuro do próprio bolso”, diz a economista do SPC Brasil Ana Paula Bastos.

Quando questionados se pedem algum desconto ao fazerem compras a vista, a maioria (85%) respondeu que sim. Apesar deste comportamento maduro, o brasileiro ainda peca na hora de fazer compras a prazo: a maior parcela dos consumidores (37%) só observa se o valor mensal da parcela cabe no próprio bolso e não leva em consideração a taxa de juros embutida no financiamento. “Esse comportamento é ainda mais marcante nas classes C e D (42% contra 30% nas A e B), porque são consumidores que estão aprendendo a lidar com o crédito e que têm costume de fazer compras ─ principalmente as de maior valor ─ parceladas”, explica a economista Ana Paula Bastos.

O que considera mais importante ao parcelar uma compra?

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Fonte: SPC Brasil

Eles não poupam

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Fonte: SPC Brasil

O estudo também revela o imediatismo do consumidor brasileiro: quatro em cada dez entrevistados (42%) gastam tudo o que ganham e não conseguem poupar qualquer quantia. Considerando somente consumidores das classes C e D, este percentual é ainda maior, chegando a 53% ante 28% nas classes A e B. “Isso se deve a menor renda disponível nas classes C e D, impossibilitando estas pessoas de guardarem um pouco de seus salários, depois de pagar as contas primárias como aluguel, água, luz e telefone”, explica a economista.

Em uma situação hipotética de perda total das fontes de rendimentos, 30% dos consumidores admitiram quem não conseguiriam manter o atual padrão de vida nem por um mês, enquanto 35% conseguiriam mantê-lo de um a três meses. 17% deles conseguiriam por quatro a seis meses e 10% entre sete e dozes meses. Apenas 7% da população conseguiria manter-se firme nessa situação por mais de um ano.

Eles não investem

A maioria (74%) dos entrevistados também admite não possuir qualquer tipo de investimento fixo como a caderneta de poupança. Na visão do SPC Brasil, o baixo percentual de investidores entre os consumidores é reflexo da falta de conhecimento do brasileiro sobre como e onde aplicar o próprio dinheiro. “Apesar de a pesquisa apontar que 72% dos entrevistados se consideram aptos a fazer a administração das finanças de casa, o que se percebe é que o brasileiro não tem noções básicas de orçamento doméstico e não sabe lidar com o próprio dinheiro”, afirma a economista.

Importância da educação financeira

Para o SPC Brasil, o atual cenário econômico e social brasileiro revela uma melhoria do padrão de vida da população, impulsionado por fatores como alta empregabilidade, aumento da renda média e amplo acesso ao crédito. A combinação desses fatores fez emergir no Brasil uma nova classe média, ou seja, o país presencia a ascensão de uma parcela significativa da sociedade ao mercado de consumo.

O novo padrão de consumo que se estabeleceu em decorrência destas mudanças vai além das necessidades consideradas primárias e abrange produtos e serviços que no passado se limitavam um percentual restrito de consumidores. “Daí surge à importância da educação financeira como forma de contribuir ativamente para aumentar o nível de consciência financeira, reduzindo a inadimplência e possibilitando um mercado mais transparente e com vantagens para todos que utilizam o crédito”, alerta a economista.

Fonte: Administradores.com

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O que você aprende (de verdade) administrando seu dinheiro

28, fevereiro, 2013 Sem comentários

Talvez você tenha lucro, talvez não. Mas o aprendizado provavelmente será mais valioso que qualquer porcentagem em um extrato

Deixe-me dizer logo de cara: a maior parte desses livros considerados “Finanças Pessoais” não passa de auto-ajuda equivocada. Quanto mais popular a ideia, mais gente viu a oportunidade de escrever e dar conselhos sobre ações, opções, etc. sem ter um bom domínio do tema. Pior, sem experiência e risco suficiente investido ali.

O que quero dizer com isso? Comprei minhas primeiras ações quando a Vale abriu seu capital. Com o tempo, montei uma carteira e abandonei a passividade que costumamos ter com nosso dinheiro.

Eu poderia dizer que, financeiramente, isso é bom e assim por diante, mas esse não é o ponto. Aliás, um ponto que passa despercebido nessa onda de “fique rico sozinho” que vemos nas livrarias: investir de forma ativa me tornou um melhor administrador.

Quando você sai da caderneta de poupança e compra Letras do Tesouro, quando abandona um fundo que o administrador decide por você e passa a colocar o dinheiro em suas escolhas, está aprendendo a fazer análises, a tomar decisões e a se responsabilizar por elas.

Uma coisa é você ler uma análise (ou um livro) de alguém dizendo que o investimento XYZ é bom. Outra é você colocar o próprio dinheiro. O benefício não ocorre só quando você acerta e ganha mais dinheiro. Perder dinheiro assumindo responsabilidade pelas próprias decisões é uma bela lição. O famosos investidor Ken Fisher chama o mercado financeiro de “O Grande Humilhador”. E isso é bom. Se todas as pessoas com dicas certeiras para ficar ricas seguissem o que pregam, com o tempo muitas delas seriam humilhadas pelo mercado, e nada melhor que um pouco de humildade para esse tipo de arrogância.

Investir constrói caráter. Como assim? Lembro quando comecei a vender as ações que tinha da Petrobras. Me perguntaram, do outro lado da linha, se eu realmente tinha certeza, já que todas as corretoras recomendavam a empresa. Sim. Eu achava que o governo e a empresa não estavam sendo justos com pequenos acionistas como eu. Vendi, as ações subiram mais um pouco (um período que me deixou meio triste por ter errado), mas então veio a conclusão: as ações despencaram. Uma coisa é dizer que alguma política é errônea. Outra é colocar o próprio dinheiro na linha de fogo com base na sua opinião.

E é isso que falta aos tais gurus de auto-ajuda financeira. Assumir responsabilidade pode não te deixar mais rico. Mas se você acha que a economia vai mal e continuar comprando ações, há um problema em sua postura. Se você diz que as empresas no Brasil dão lucros absurdos mas não compra ações, também está sendo contraditório. Fazer discursos é fácil, difícil é assumir responsabilidade pelos resultados disso.

No início do ano passado eu estava passando na Avenida Paulista quando vi uma turma daquelas que gostam de protestar: megafones, bandeiras e toda a panafernália usual. Lembro que gritavam contra os lucros dos bancos, o capitalismo, FMI e sei lá mais o quê. Após o protesto, foram todos em fila tomar um sorvete no McDonalds. Troquei de celular e infelizmente acho que a foto se perdeu, mas fiquei pensando na contradição: não só a ação da Itaúsa, controladora do Itaú na época custava menos de R$10,00, como o pessoal na fila não via a inconsistência entre seus discursos e atos. Se os bancos davam tanto dinheiro, porque não ficar sócio deles, baratinho?

Costumo dizer que o mundo dos investimentos é a melhor aula que você pode ter sobre administração. Você aprende a analisar, formar opiniões e melhor, assumir uma postura de “faça o que eu digo e faça o que eu faço”. É muito fácil dar opiniões, análises, inventar modelos sem se comprometer com o resultado (aliás, esse é o meu maior problema com a maioria dos que se dizem “consultores” – dão opinião mas não assumem risco nenhum, mas isso fica para outro texto).

Por isso, pegue aquele dinheiro que está estacionado em um fundo daqueles que você não sabe o que tem dentro, ou daquele curso que você está pensando em fazer, ou de qualquer canto, e comece a assumir responsabilidade por sua vida financeira. Talvez você tenha lucro, talvez não. Mas o aprendizado provavelmente será mais valioso que qualquer porcentagem em um extrato.

Fonte: Você S.A.

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10 dicas para navegar nas redes sociais sem perder a produtividade

28, fevereiro, 2013 Sem comentários

Levantamento aponta que 45,2% dos jovens usam as redes sociais no trabalho. Desse percentual, 42% permanecem conectados por cerca de uma hora diariamente. Além disso, um terço dos entrevistados reconheceu que a atividade pode atrapalhar na produtividade

Frequentemente discutimos se é possível ser produtivo no trabalho e ainda utilizar as redes sociais ao mesmo tempo. Será que é realmente prejudicial passar algum tempo no Facebook ou Twitter? Recentemente a Page Talent, unidade de negócios da Page Personnel dedicada ao recrutamento de estagiários e trainees, decidiu pesquisar o assunto entre os jovens. O levantamento feito pela empresa apontou que 45,2% usam as redes sociais no trabalho. Desse percentual, 42% permanecem conectados por cerca de uma hora diariamente. Além disso, um terço dos entrevistados reconheceu que a atividade pode atrapalhar na produtividade.

Para que você consiga ficar conectado sem prejudicar o seu trabalho sugiro dez ações que ajudarão a salvar seu tempo.

1 – Seja seletivo nas suas redes
Quantidade de redes não é qualidade. Para que participar de redes sociais que não são relevantes? O ideal é focar nas principais, na qual seus amigos e interesses estão localizados.

2 – Cancele e-mails de notificações
Todas as redes permitem configurar o aviso de recebimento de e-mails, o melhor é cancelar todos, assim você comanda a rede e acessa quando quiser. Caso contrário, vai ser difícil controlar a vontade de saber o porquê você foi “taggeado” na foto da seu amigo.

3 – Determine um foco nas redes
Quem tenta agradar a gregos e troianos ao mesmo tempo se complica com um dos lados. Crie uma estratégia para cada rede que você tiver. Por exemplo, se for utilizar o Twitter para fins profissionais, não misture com assuntos pessoais. Muitas empresas utilizam as redes sociais na hora de contratar um profissional e vai pegar muito mal se tiver fotos suas bêbado depois da balada. Mantenha coerência no perfil que você definir, com fotos, textos e comentários.

4 – Determine horários
Não sou contra ver seu Facebook durante o horário de expediente, sou contra o abuso desse uso. Caso queira acessar as redes no trabalho para fins pessoais, utilize seus horários antes ou após o expediente e seu horário de almoço. Eu costumo ver e responder minhas redes no final do dia, em casa.

5 – Siga poucas pessoas, mas relevantes
Para que seguir gente que não tem nada a ver ou que o conteúdo se tornou irrelevante? Faça uma dieta de pessoas que você segue, repare nos próximos dias quem não tem agregado valor e simplesmente deixe de seguir esta pessoa.

6 – Utilize agregadores
Existem sites e softwares que permitem centralizar suas redes sociais ou atualizar a partir de um único post.

7 – Seja relevante nas suas redes
As pessoas gostam de seguir pessoas que fornecem um conteúdo relevante, na medida certa e com periodicidade. Aquele chato que posta muito e de uma vez só, acaba perdendo seguidores. E o que publica posts dizendo que acordou de mau humor também não agrega.

8 – Aproveite seu tempo de espera
Eu gosto muito de atualizar minhas redes quanto estou no aeroporto ou esperando para começar um evento. Aproveitar esse tempinho é muito válido desde que seu celular ou tablet estejam habilitados para tal. Existem centenas de softwares para esses dispositivos que mandam muito bem.

9 – Rede social não requer “real time answer”
Não sinta-se obrigado a responder uma mensagem na mesma hora em que a pessoa te enviou. Se fosse urgente de verdade, ela encontraria outra forma de falar com você. Se você cria esse péssimo hábito de responder assim que chega, além de acostumar mal as pessoas, vai perder muito tempo desnecessariamente.

10 – A vida existe lá fora
Não é porque a vida social se tornou digital que você vai se esconder atrás de um computador em seus relacionamentos. É preciso reservar um tempo para estar junto com os amigos e família presencialmente.

Fonte: Você S.A.

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Em três anos, declaração do IR pelo cidadão pode acabar

28, fevereiro, 2013 Sem comentários

O sócio da Trevisan Gestão & Consultoria (TG&C), Vagner Jaime Rodrigues, prevê que em três anos os brasileiros (registrados como pessoa física) não precisarão mais se preocupar com a declaração do Imposto de Renda (IR) da forma como acontece hoje, e a própria Receita Federal verificará todas as informações do IRPF e enviará um documento para cada cidadão mostrando quanto ele deve ou tem para receber de restituição. Este cenário pode proporcionar um melhor controle do fisco e maior arrecadação, o que é favorável para as contas públicas.

“De acordo com as informações prestadas de todos os cartórios dos quais foram registrados compras de imóveis de um contribuinte, por exemplo, somadas aos dados disponibilizados pela empresa na qual trabalha, o fisco vai poder cruzar e calcular todas essas informações e repassar para a pessoa física quanto ela deve ou quanto é a restituição”, explica Jaime Rodrigues.

A opinião do especialista toma como base o anúncio recente do secretário da Receita, Carlos Alberto Barreto, de que a declaração do IRPF neste ano, cujas mudanças foram anunciadas ontem, será a última de forma simplificada. A partir de 2014, os envio das informações do tributo ao fisco devem ser feitas previamente.

Mudanças

Com relação às mudanças anuais, o sócio da TG&C comenta que alterações, como com relação ao valor mínimo de renda adquirida ao longo do ano, ainda serão reajustados, “mas grandes mudanças não acontecerão mais”. Esse foi caso das alterações na declaração de 2013.

Segundo a Receita, neste ano, está obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 24.556,65 ou rendimentos isentos cuja soma seja superior a R$ 40 mil. Também tem que declarar quem teve ganho de capital na alienação de bens ou direitos ou que realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias e de futuros.

Quanto à atividade rural, está obrigado o contribuinte que obteve receita bruta superior a R$ 122.783,25; pretenda compensar, no ano-calendário de 2012 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2012; teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil; passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nesta condição se encontrava em 31 de dezembro; ou optou pela isenção do Imposto sobre a Renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, em 180 dias contados da celebração do contrato de venda.

Os valores para dedução também foram ajustados. Para dependentes, o valor passou de R$ 1.889,64 para R$ 1.974,72. Para gastos com educação, o abatimento é de R$ 3.091,35. A dedução de despesas com empregada doméstica é de R$ 985,96, informou a Receita.

Também houve mudança em relação a doações para os Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente (nacional, distrital, estaduais e municipais). O contribuinte poderá fazer a doação no momento da declaração. “Ele escolhe na declaração para qual fundo quer doar e a Receita passa esse valor”, explicou o supervisor nacional do Imposto de Renda do fisco, Joaquim Adir. Quem não fez doações durante o ano, poderá doar até 3% do imposto devido por meio da declaração. Aqueles que já fizeram doações durante o ano não poderão exceder o limite global de 6%. De acordo com o supervisor do fisco, o programa informará os valores que as pessoas podem doar.

Ele informou que o download do programa de declaração está disponível a partir do dia 25 de fevereiro, às 8h. Os contribuintes têm de 1º de março até 30 de abril para enviar os dados ao fisco.

A Receita espera a entrega de 26 milhões de declarações neste ano. Em 2012, um total de 25.244.122 contribuintes enviou a declaração. “O número de declarantes cresce porque há crescimento de empregos e de ajuste dos valores recebidos pelas pessoas”, afirmou Adir. Quem não entregar a declaração está sujeito à multa com valor mínimo de R$ 165,74 e máximo de 20% do Imposto de Renda devido.

Jaime Rodrigues afirma que o número aumentou também porque como muitos dissídios foram superiores a inflação de 2012 (fechada em 5,84%) e o reajuste do rendimento mínimo para a obrigatoriedade da declaração ter aumentado 4,5% fez com que mais pessoas tenham que enviar as informações do imposto.

Adir destacou ainda, como novidade este ano, a possibilidade de o contribuinte importar dados da declaração do ano anterior relativos a pagamentos efetuados. Ao abrir o programa, segundo ele, o contribuinte poderá fazer essa opção, que puxará os dados de escolas, médicos e planos de saúde, por exemplo. Será necessário atualizar apenas o valor. “Isso ajuda porque todo ano temos os mesmos tipos de gastos”, disse.

Fonte: DCI

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