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Nov
30
2017

Blockchain: a inovação mais disruptiva desde a invenção da Web

Permitindo uma troca de informações segura e confiável sem intermediadores, a tecnologia do blockchain já ganhou usos que vão além da troca de pagamentos

Quando a primeira criptomoeda, o bitcoin, foi lançada, em 2009, a ideia era permitir que pagamentos on-line fossem feitos com dinheiro eletrônico diretamente de pessoa a pessoa (o chamado peer-to-peer), sem que a transação passasse por qualquer banco ou instituição financeira. Ao encontrar popularidade, no entanto, o método encontrou um problema: a falta de uma autoridade – que, em cenários de transações normais, podem garantir a veracidade das transações entre duas partes – abria caminhos para fraudes. Dessa forma, a comunidade da criptografia precisou concentrar esforços em um sistema que suportasse a moeda e desse segurança aos pagamentos.

A solução encontrada foi o uso de um servidor que funciona como um banco de dados: ele registra cada nova transação feita e armazena os dados em blocos, criando uma cadeia de informações que não pode ser alterada ou apagada, o blockchain. Com o uso do blockchain, os peers recebem todas as informações em tempo real e têm a garantia de que não há fraudes nas transações.

Permitindo uma troca de informações segura e confiável sem intermediadores, a tecnologia do blockchain logo chamou a atenção da comunidade financeira internacional, que viu vantagens além das que foram propostas por seus criadores. É o que explica o professor da FGV EAESP Eduardo Diniz: “Sem nenhuma intenção de “revolucionar” o sistema do qual fazem parte, as atuais empresas do setor financeiro veem o blockchain como uma maneira eficiente de cortar custos e aumentar a segurança em suas operações, automatizando várias camadas de autorização”.

O professor explica que o blockchain não precisa envolver pagamentos: ele pode funcionar como um livro de registros (algo que na comunidade financeira é conhecido como ledger). E são muitas as atividades comerciais sociais que dependem de algum mecanismo que valide registros. “De cartórios a sistemas de registros de transações comerciais, todas essas atividades estão sendo ameaçadas pelo potencial disruptivo do blockchain“, afirma o professor da FGV.

Esse novo uso da tecnologia, denominado de Blockchain 2.0 (o Blockchain 1.0 é o “original”, para sistemas de pagamentos), já pode ser visto em algumas aplicações. Na Holanda, por exemplo, algumas cidades trabalham com a criação de aplicativos desenvolvidos em blockchain para gerenciar a cadeia de contratos imobiliários. Já nos EUA, o serviço postal do tem um grupo de trabalho em blockchain desenvolvendo um mecanismo seguro para monitorar suas entregas.

O professor Eduardo Diniz explica, entretanto, que a maioria das aplicações do blockchain 2.0 está em fase experimental, e “não há ainda como saber o que vai se consolidar como solução efetiva”. Mas ele acredita que estamos assistindo à emergência de uma nova tecnologia disruptiva que “tem elementos para provocar o maior impacto na sociedade e no mundo dos negócios desde o aparecimento da Word Wide Web no início dos anos 1990″.

Fonte: Administradores