Aeroporto Salgado filho, de Porto Alegre, continua suspenso por tempo indeterminado

Terminal teve operação suspensa em 3 de maio após o desastre climático no Rio Grande do Sul

Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, continua com operação suspensa por período indeterminado, afirmou uma fonte ao Valor. O tema voltou ao noticiário após o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), ligado à Força Aérea Brasileira (FAB), ter publicado um comunicado (NOTAM), no dia 26, informando a suspensão até o dia 10 de julho. 

O terminal teve operação suspensa em 3 de maio após o desastre climático no Rio Grande do Sul. A reabertura, entretanto, tem sido alvo de dúvidas e incertezas, em meio à dificuldade de se realizar uma vistoria em razão da água das enchentes ainda não ter baixado. 

O comunicado emitido no dia 26 pelo DECEA substituiu um outro do dia 22 — que jogava a proibição de pousos até o dia 7 de agosto. Mas fontes consultadas pelo Valor explicaram que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou a proibição de pousos no terminal por tempo indeterminado. 

A determinação veio por meio da Portaria nº 14.654, de 20 de maio de 2024. Ainda conforme fontes, as aeronaves não poderão pousar na pista enquanto a Anac não revogar esta portaria. 

O Valor teve acesso ao ofício enviado pela Anac ao Decea solicitando a suspensão por tempo indeterminado. O Decea, entretanto, tem feito a suspensão com datas fixas, que precisarão ser postergadas enquanto a Anac não revogar a portaria em questão. 

Voos comerciais na Base de Canoas

Enquanto o terminal da capital não é liberado, as companhias aéreas do país começaram a se organizar para operar voos comerciais na Base de Canoas.

O primeiro foi na segunda-feira (27), operado pela LatamAzul e Gol começam a operação no dia 1º de junho. No total, vão ser 35 voos por semana. 

O embarque é feito em shopping da região, e os passageiros são levados de ônibus ao terminal. A autorização para voos comerciais em Canoas veio da movimentação do Ministério de Portos e Aeroportos e da Anac.

Segundo as aéreas, a operação é fundamental para viabilizar o atendimento às vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul. Com voos comerciais, as cargas podem ser transportadas na barriga dos aviões de passageiros, o que reduz a necessidade dos voos cargueiros, que são mais caros.

Fonte: Valor Economico