Livros e o ser humano moderno

Daniel Antonio de Campos
Vice-presidente de Serviços da ACI-NH/CB/EV

Em um mundo abundante de redes sociais e seriados, onde os dados estão cada vez mais disponíveis, tem sido raro encontrar leitores apaixonados e assíduos dos livros. E me refiro a eles por serem incomparáveis no poder de imersão e reflexão.

Por mais que um Documentário ou Post contenha informações sobre um assunto, geralmente são rasos. Nossa pressa em querer fazer e saber de tudo não permite mais que alguns minutos de foco, pulando tópicos superficialmente.

Por outro lado, os livros proporcionam mergulho: vivermos outras vidas, épocas e lugares, sentindo com maior profundidade. Através deles podemos dialogar com grandes homens da humanidade – mesmo vividos em outros séculos; eternizamos pensamentos relevantes.

Participo de clubes de leitura, com curadoria de escritores diversos. São formas de ampliar nossa compreensão de mundo e jeitos de viver, abrandar preconceitos e entender o outro. Também gosto de ler obras locais sempre que viajo – na tentativa de assimilar hábitos e formação de quem ali vive (melhor ainda sendo no idioma original, já que a tradução transporta trejeitos do tradutor).

Por fim, livro é arte e permite navegarmos por mundos criados (na imaginação, que por vezes acabam sementes para o real); além da beleza no arranjo e composição da escrita, harmonia das palavras e formas de texto – que por consequência nos inspiram a escrever.

Apaixonado por livros e pelas meditações que possibilitam, cheguei a ler 100 em um mesmo ano – o que hoje entendo exagero, já que cada obra precisa ser apreciada com carinho em seu tempo – levo mais que isso atualmente para as grandes obras e suas reflexões.

Que seu 2020 seja de muitas leituras e profundidade!