Nos 99 anos da ACI, secretário Marcos Troyjo tratou sobre o Brasil na economia mundial e o acordo com a União Europeia

Novo Hamburgo/RS – O que fazem as Nações terem sucesso? O questionamento do economista Marcos Prado Troyjo, secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, foi a base para a palestra comemorativa aos 99 anos da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha. Realizada na terça-feira (22), no Salão Social da Sociedade Ginástica, em Novo Hamburgo, e com cerca de 500 participantes, o palestrante falou sobre “O Brasil na economia mundial e o acordo com a União Europeia”.

“O Brasil sempre privilegiou o mercado interno e tratou o comércio internacional como alternativa, e é preciso utilizar o comércio exterior como alavancagem para o crescimento econômico”, destacou Marcos Troyjo, ao citar o último ano, 1998, segundo expôs, em que o Brasil e a China tiveram o mesmo PIB (Produto Interno Bruto). “Há 21 anos tínhamos a mesma riqueza e aqui começa uma dinâmica de aclive para os chineses e um voo baixo para os brasileiros”, exemplificou, ao enumerar países como a Alemanha, Chile, Singapura, Coreia do Sul, Espanha e China, que multiplicaram suas riquezas. “Todos eles tiveram uma dose de avanço institucional. Mas só instituições que funcionem não servem para explicar este retumbante crescimento da China, por exemplo. Todos estes países tiveram elevadas doses na importação e exportação, no motor de suas economias, criando estratégias com o comércio internacional”, pontuou ele.

O acordo realizado entre Mercosul e União Europeia, na avaliação do secretário, é o maior e mais significativo efetivado até então. “Falta apenas o parlamento europeu, em Bruxelas, aprovar. E vem novos acordos por aí, com o Canadá, México, Coreia do Sul e Singapura”, antecipou ele. Marcos Troyjo também ressaltou a corrida por padrões, a importância dos modelos de legislação utilizados pelos países, as medidas que são adotadas, a Inteligência Artificial (IA), o 5G e, principalmente, saber navegar por estes padrões. É a economia 4.0. “Resumindo, é a agregação de valor, com altíssima tecnologia, em todos os setores. O capital não é mais o fator preponderante, mas sim o talento, a reengenharia reversa (estratégia de gestão de negócios, focando na vocação e especialização)”, reforçou.

Na explanação do secretário, no Brasil, a diretriz para a abertura da economia passa, obrigatoriamente, pelas reformas estruturais. A sua afirmação aconteceu horas antes do plenário do Senado aprovar, em segundo turno, o texto-base da reforma da Previdência, uma das ações que, segundo ele, é o caminho para o crescimento do país.

Entre as tendências mundiais, citou o Grupo dos Sete (G7), formado pelos países mais industrializados do mundo, composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, sendo dominado pela dinâmica econômica do Grupo do E7, os países emergentes integrado por China, Índia, Brasil, Rússia, Indonésia, México e Turquia. “A cada ciclo de dez anos, o mundo tem um vencedor. Na última década foram os países asiáticos. Em 2020 fecha novo ciclo e veremos o resultado”.

O patrocínio do evento que marcou os 99 anos da ACI foi de Carburgo Volkswagen, Conexo, Merkator Feiras e Eventos, Objetiva Administradora de Condomínios – Há 22 Anos especialista no que faz, Rech Informática – Sistemas de Gestão, Sicredi Pioneira RS, com apoio de Couromoda, Imobiliária Vila Rica, Killing, Protector Sistemas de Segurança, Sicoob Ecocredi, Solange Neves Advogados Associados, Unicred Região dos Vales e Unimed Vale do Sinos, e colaboração de Fabio Winter & Lu Freitas Image Maker e Stratosom Sonorizações.

De Zotti Comunicações
Fotos: Fabio Winter & Lu Freitas Image Maker
Em 23/10/2019