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Como escolher entre poupança e Tesouro Direto

Com novas regras da poupança e taxa de juros mais baixa, caderneta se destaca no curto prazo, e títulos públicos, no médio prazo

Cofrinho

Investidor precisa ficar mais atento para escolher a aplicação mais vantajosa para “guardar” dinheiro.

Agora que a poupança se tornou uma aplicação pós-fixada quando a Selic estiver igual ou inferior a 8,5% ao ano, resta uma dúvida para o investidor: entre poupança e títulos públicos, as aplicações no Tesouro continuam sendo a melhor opção? E em que contexto?

Dentre as aplicações de renda fixa pós-fixadas existentes no mercado hoje, as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) e os CDBs de grandes bancos são as únicas comparáveis à poupança nos quesitos liquidez, conservadorismo e até segurança – seja pela garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), no caso de poupança e CDBs, seja pela garantia do governo, no caso dos títulos públicos.

Mas nos bancos grandes, nem sempre o pequeno investidor encontra um CDB de liquidez diária que remunere acima de 90% do CDI. Se for este o caso, a saída será o Tesouro Direto. É como investir em um fundo DI, mas a taxas bem menores, o que não corrói a rentabilidade. O título que equivaleria à poupança é a LFT, papel pós-fixado, indexado à Selic e o mais conservador dentre todos os títulos públicos disponíveis ao investidor individual.

Então é possível que, em alguns cenários, direcionar o dinheiro poupado para as LFTs seja mais vantajoso do que aplicá-lo na poupança, onde essa quantia seria submetida às novas regras. Comparando-se a LFT com a nova poupança, para cenários de Selic igual ou inferior a 8,5%, a LFT é em geral mais vantajosa para aplicações de prazo superior a seis meses. Até seis meses, porém, a poupança ainda se sai melhor, devido à isenção de IR.

Mas é preciso ficar atento aos custos de se aplicar via Tesouro Direto. Algumas corretoras não cobram taxa de administração, restando apenas os custos de 0,3% ao ano de taxa de custódia obrigatória, e de 0,1% de taxa de negociação, a cada nova compra de títulos. Se esses forem os únicos custos, o Tesouro Direto sempre será mais vantajoso que a poupança para prazos maiores que seis meses; e em cenários de Selic realmente baixa, a vantagem aparece quando o prazo for maior que 12 meses.

Poupança X LFT

Cerca de 70% das contas poupança existentes no Brasil têm até 1.000 reais aplicados; 52% do total têm até 100 reais apenas. Fica fácil imaginar que, para boa parte dos brasileiros, a poupança é a única aplicação financeira. E mesmo para aqueles que diversificam seus investimentos, é essencial ter uma parcela de seu patrimônio investida em uma aplicação de curto prazo, conservadora e de alta liquidez.

É a parcela do seu patrimônio voltada para emergências e para objetivos de curto prazo. Se você vender um imóvel hoje e decidir usar o dinheiro para comprar outro imóvel daqui a seis meses, certamente será na poupança que você vai aplicar esse dinheiro. É a forma mais barata e fácil de “guardar” dinheiro e ainda ganhar um troco com a rentabilidade.

De certa forma, a LFT pode funcionar como substituta da poupança. O grau de segurança e conservadorismo é semelhante, e o título pode ser vendido antes do término do prazo sem impacto na rentabilidade. A liquidez não é exatamente diária, mas é alta: toda quarta-feira, o Tesouro faz leilão de títulos, e o investidor que estiver precisando do dinheiro pode vender seus papéis.

Fonte: Exame

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