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Meditação tem o mesmo efeito de remédios para a ansiedade, sugere estudo

Levantamento conduzido pela Universidade de Georgetown observou que participantes tiveram redução significativa de transtorno psiquiátrico ao praticarem mindfulnes

A prática de mindfulness pode ser tão eficaz quanto o uso de medicação para aliviar a ansiedade, mostra uma nova pesquisa. O estudo foi realizado pela Universidade de Georgetown (EUA) e publicado na revista JAMA Psychiatry

Os pesquisadores descobriram que pessoas que passaram oito semanas fazendo meditação experimentaram uma diminuição na ansiedade correspondente àquelas que receberam escitalopram, um medicamento psiquiátrico frequentemente prescrito sob a marca Lexapro. 

Uma escala de sete pontos foi usada para avaliar a ansiedade entre 208 participantes, sendo que sete representava ansiedade extrema. Tanto no grupo de medicação quanto no de mindfulness, a pontuação média após o tratamento caiu de um nível moderado para um nível leve de ansiedade. 

Prática de meditação utilizada no estudo envolveu exercícios de respiração, escaneamento corporal e movimento consciente — Foto: Pexels

Prática de meditação utilizada no estudo envolveu exercícios de respiração, escaneamento corporal e movimento consciente — Foto: Pexels

Aqueles que passaram pela intervenção de mindfulness participaram de uma aula semanal de 2,5 horas com um professor, completaram exercícios diários em casa por 45 minutos e estiveram em um retiro por um dia, cinco ou seis semanas após o curso. 

Ambos os grupos começaram o estudo com pontuações iniciais semelhantes (4,44 no grupo de mindfulness e 4,51 no grupo de medicação). Portanto, a mudança mostrou que os tratamentos são igualmente eficazes.

“Práticas de atenção plena, como exercícios respiratórios, têm sido usadas para tratar a ansiedade há muito tempo, mas este é o primeiro estudo mostrando como podem ser eficazes em comparação com tratamentos padrão para transtornos de ansiedade“, disse a principal autora do estudo, Elizabeth Hoge, que também é psiquiatra e diretora do Programa de Pesquisa em Distúrbios de Ansiedade da Universidade de Georgetown, em nota ao jornal The Washington Post

Ela acredita que a descoberta ajuda a apoiar o uso da meditação como uma intervenção viável, especialmente para as pessoas que não se sentem à vontade para se consultar com um psiquiatra ou que experimentam efeitos colaterais negativos da medicação. 

“Ainda não podemos prever quem se dará melhor com qual tipo de tratamento”, destacou Hoge. “Mas não há nada que diga que você não pode fazer as duas coisas ao mesmo tempo”. 

Os tratamentos de mindfulness usados ​​no estudo incluíram exercícios de consciência da respiração, que envolvem prestar atenção à respiração enquanto permitimos que os pensamentos surjam e passem pela mente antes de deixá-los ir. Os participantes também praticaram exercícios como escaneamento corporal – que significa prestar atenção em diferentes partes do corpo –, e movimento consciente, que inclui alongar o corpo em diferentes posições e perceber quais sensações isso causa.

Fonte: Valor

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