{"id":12428,"date":"2025-08-14T15:52:34","date_gmt":"2025-08-14T18:52:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/?p=12428"},"modified":"2025-09-11T15:57:28","modified_gmt":"2025-09-11T18:57:28","slug":"a-iminente-tributacao-dos-dividendos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/a-iminente-tributacao-dos-dividendos\/","title":{"rendered":"A iminente tributa\u00e7\u00e3o dos dividendos"},"content":{"rendered":"\n<p>A tributa\u00e7\u00e3o dos dividendos \u00e9 um tema recorrente h\u00e1 muito tempo no Brasil, independentemente do vi\u00e9s ideol\u00f3gico dos governos. Em fun\u00e7\u00e3o disso, diversos projetos tramitaram no Legislativo. No entanto, com o comando do pa\u00eds nas m\u00e3os de um presidente de esquerda, o tema avan\u00e7ou com mais for\u00e7a,&nbsp;<strong>com real possibilidade de ser aprovado ainda neste ano<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os defensores dessa tributa\u00e7\u00e3o, sua implementa\u00e7\u00e3o seria necess\u00e1ria para compensar a &#8220;ren\u00fancia fiscal&#8221; resultante da imprescind\u00edvel e justa atualiza\u00e7\u00e3o da tabela do Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica, que j\u00e1 acumula uma impressionante defasagem&nbsp;<strong>superior<\/strong>&nbsp;a 150%. Assim, para compensar, ou ao menos amenizar, essa grande injusti\u00e7a, a mira arrecadat\u00f3ria volta-se aos&nbsp;<strong>dividendos<\/strong>&nbsp;percebidos pelos empres\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 fundamental salientar que, at\u00e9 1995, o lucro distribu\u00eddo aos s\u00f3cios era tributado em 15% de Imposto de Renda. Tornou-se isento em 1996, quando foi criado o adicional de Imposto de Renda, que onera as empresas em mais 10% sobre todo o lucro que exceder R$ 20 mil por m\u00eas. Contudo,&nbsp;<strong>a carga tribut\u00e1ria das empresas continua a aumentar ano ap\u00f3s ano<\/strong>, uma vez que o par\u00e2metro de R$ 20 mil permanece inalterado at\u00e9 hoje, mesmo com uma infla\u00e7\u00e3o acumulada de quase 500% no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a parte do lucro distribu\u00edda aos s\u00f3cios j\u00e1 foi, de fato, tributada de forma pesada e voraz. As empresas contribuem significativamente para a arrecada\u00e7\u00e3o, por meio de diversos tributos como IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ISS, ICMS e IPI, entre outros \u2014 todos fundamentais para sustentar a m\u00e1quina p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto de lei que atualmente avan\u00e7a no Congresso \u00e9 o PL 1087\/2025, que precisa ser aprovado ainda neste ano para entrar em vigor a partir de janeiro de 2026. Embora o texto ainda possa sofrer altera\u00e7\u00f5es, a proposta prev\u00ea que as retiradas de lucros dos s\u00f3cios acima de R$ 50 mil mensais estar\u00e3o sujeitas \u00e0&nbsp;<strong>incid\u00eancia de Imposto de Renda na fonte, com al\u00edquota de 10%<\/strong>. Esse valor retido poder\u00e1 ser compensado na declara\u00e7\u00e3o de ajuste anual do IRPF.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e1 prevista uma tributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima de 10% quando a soma anual dos rendimentos percebidos (pr\u00f3-labore, lucros, alugu\u00e9is etc.) ultrapassar R$ 1,2 milh\u00e3o. O imposto pago durante o ano ser\u00e1 descontado, mantendo-se uma al\u00edquota final de 10%. Caso o valor pago ao longo do ano seja superior a isso,&nbsp;<strong>n\u00e3o haver\u00e1 novo recolhimento e muito menos devolu\u00e7\u00e3o<\/strong>. J\u00e1 para os rendimentos anuais entre R$ 600 mil e R$ 1,2 milh\u00e3o, a al\u00edquota ser\u00e1 progressiva, variando de 0% a 10%, conforme o montante recebido.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, no que se refere ao Imposto de Renda da pessoa f\u00edsica, o projeto prop\u00f5e isen\u00e7\u00e3o integral para rendimentos mensais de at\u00e9 R$ 5 mil e isen\u00e7\u00e3o parcial para rendimentos de at\u00e9 R$ 7 mil. Importante destacar que as dedu\u00e7\u00f5es com instru\u00e7\u00e3o, por dependente e o desconto da declara\u00e7\u00e3o simplificada&nbsp;<strong>permanecer\u00e3o nos mesmos patamares atuais<\/strong>, sem qualquer reposi\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, j\u00e1 passou da hora de&nbsp;<strong>mudar o foco&nbsp;<\/strong>da discuss\u00e3o. N\u00e3o podemos insistir em buscar solu\u00e7\u00f5es sempre pela via da arrecada\u00e7\u00e3o, sem enfrentar o verdadeiro gargalo do pa\u00eds:&nbsp;<strong>o tamanho e o custo do Estado<\/strong>. O Brasil precisa de uma gest\u00e3o mais eficiente e de um gasto p\u00fablico mais respons\u00e1vel, n\u00e3o de mais impostos sobre quem j\u00e1 carrega a grande parte do peso do sistema tribut\u00e1rio. Com menos Estado e mais gest\u00e3o, teremos mais desenvolvimento!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.jornaldocomercio.com\/cadernos\/jc-contabilidade\/2025\/08\/1212399-a-iminente-tributacao-dos-dividendos.html\">Jornal do Com\u00e9rcio<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tributa\u00e7\u00e3o dos dividendos \u00e9 um tema recorrente h\u00e1 muito tempo no Brasil, independentemente do vi\u00e9s ideol\u00f3gico dos governos. 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