{"id":2759,"date":"2015-10-05T10:59:16","date_gmt":"2015-10-05T13:59:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/?p=2759"},"modified":"2015-10-05T10:59:16","modified_gmt":"2015-10-05T13:59:16","slug":"como-nao-se-tornar-o-dinossauro-do-escritorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/como-nao-se-tornar-o-dinossauro-do-escritorio\/","title":{"rendered":"Como n\u00e3o se tornar o dinossauro do escrit\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" alt=\"\" src=\"http:\/\/vocesa.uol.com.br\/orinoco\/media\/\/images\/raw\/2015\/09\/30\/maquina-de-escrever.jpg\" width=\"448\" height=\"298\" \/>Boa parte de seus bens ficar\u00e1 obsoleta at\u00e9 o fim deste ano. Pense em sua TV, em seu computador ou em seu celular. No momento em que voc\u00ea est\u00e1 lendo esta reportagem, algum lan\u00e7amento est\u00e1 transformando seu aparelhinho rec\u00e9m-comprado em pe\u00e7a de museu. Trata-se de uma estrat\u00e9gia deliberada da ind\u00fastria chamada obsolesc\u00eancia programada. Faz parte do plano de neg\u00f3cios de fabricantes de telefones, de roupas ou de carros prever o envelhecimento de seus pr\u00f3prios produtos para que consumidores sintam a necessidade de comprar novos modelos e assim manterem-se atualizados. Pode parecer mal\u00e9fico, mas, segundo o guru do marketing Philip Kotler, \u00e9 competi\u00e7\u00e3o pura: num mercado livre, sempre aparece algu\u00e9m capaz de fazer um produto ou servi\u00e7o melhor.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Nenhuma consultoria inventou ainda a obsolesc\u00eancia programada de pessoas, mas a sensa\u00e7\u00e3o de estar defasado na carreira incomoda muitos profissionais. &#8220;O mercado est\u00e1 mais exigente, e mesmo as pessoas competentes est\u00e3o sendo demitidas&#8221;, diz Yvete Piha Lehman, professora do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da Universidade de S\u00e3o Paulo. &#8220;Isso tudo gera uma ansiedade no profissional e uma press\u00e3o para que ele se mantenha inteirado o tempo todo.&#8221;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O que outrora conferia status de sabedoria hoje \u00e9 visto como ind\u00edcio de caducidade. &#8220;At\u00e9 dez anos atr\u00e1s, passar dos 40 significava ganhar respeito e reconhecimento dos colegas&#8221;, diz Yvete. &#8220;Hoje, n\u00e3o h\u00e1 mais garantias.&#8221; Embora exista uma valoriza\u00e7\u00e3o recente de profissionais veteranos em diversas \u00e1reas onde h\u00e1 escassez de m\u00e3o de obra qualificada, as empresas contratam e promovem rapidamente jovens para substituir os mais velhos com o objetivo de reduzir despesas. Segundo dados do Dieese, as pessoas com at\u00e9 29 anos j\u00e1 ocupam 33% dos postos de trabalho formais.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Segundo Tom Chatfield, autor do livro Como Viver na Era Digital, trata-se de um engano tra\u00e7ar uma linha entre as gera\u00e7\u00f5es. &#8220;Existem jovens com pouco conhecimento digital e pessoas mais velhas que dominam esse universo&#8221;, afirma. No entanto, o autor brit\u00e2nico diz que &#8220;a press\u00e3o que os trabalhadores sofrem \u00e9 para que eles mesmos cuidem da pr\u00f3pria carreira e do desenvolvimento de suas habilidades&#8221;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Tradicional ou conservador s\u00e3o palavras que o publicit\u00e1rio Marcelo Ponzoni, de 47 anos, s\u00f3cio da ag\u00eancia Rae, MP, de S\u00e3o Paulo, n\u00e3o usa nunca para se definir. Marcelo lembra quando ouviu, pela primeira vez, a palavra Twitter, cerca de sete anos atr\u00e1s. Achou o site estranho, o conceito esquisito, mas tratou de fazer um perfil na rede social. &#8220;O que quer que fosse aquilo, eu queria participar&#8221;, diz. Hoje, de posse de dois iPads (um fica em casa e o outro no trabalho), um iPhone e outros produtos da Apple, Marcelo combate a ansiedade de ficar desatualizado fazendo perguntas. &#8220;Pergunto tudo, o tempo todo, para todo mundo&#8221;, diz. O mais aporrinhado com as quest\u00f5es de Marcelo \u00e9 seu filho de 16 anos, que diariamente \u00e9 questionado sobre as novidades que est\u00e3o em seu radar. Os funcion\u00e1rios da ag\u00eancia tamb\u00e9m n\u00e3o escapam. &#8220;Aproveito que sou chefe e todo mundo tem de me responder&#8221;, afirma Marcelo, brincando. &#8220;O maior problema da minha gera\u00e7\u00e3o \u00e9 que as pessoas acham que precisam mostrar que sabem de tudo&#8221;, diz Marcelo. &#8220;Elas t\u00eam medo de perguntar e mostrar que s\u00e3o ignorantes em alguns assuntos.&#8221;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Mania de sabe tudo<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A mais importante medida para um veterano n\u00e3o se transformar num dinossauro de escrit\u00f3rio \u00e9 manter a conex\u00e3o com os mais jovens. &#8220;Quem ficou para tr\u00e1s n\u00e3o percebe sua situa\u00e7\u00e3o. O grupo em que essa pessoa est\u00e1 inserida \u00e9 que percebe e emite sinais. \u00c9 preciso ficar atento a eles&#8221;, diz B\u00e1rbara Olivier, gerente da consultoria em educa\u00e7\u00e3o LAB SSJ, de S\u00e3o Paulo.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Para ter certeza de que nunca ficar\u00e1 para tr\u00e1s, Lucyval de Souza Torres, de 46 anos, coordenador de reten\u00e7\u00e3o de tributos fiscais da operadora Claro, de S\u00e3o Paulo, busca se antecipar \u00e0s tend\u00eancias. Uma de suas estrat\u00e9gias \u00e9 trocar de celular tr\u00eas vezes ao ano. &#8220;Gosto de ter o que \u00e9 mais novo no mercado&#8221;, diz Lucyval. Essa necessidade constante de atualiza\u00e7\u00e3o j\u00e1 quase rendeu problemas conjugais. Durante as \u00faltimas f\u00e9rias em fam\u00edlia, na praia de Pipa, no Rio Grande do Norte, o sinal fraco de internet no quarto obrigava Lucyval a escapulir, enquanto a mulher tomava banho, para ler os e-mails, ver as postagens dos amigos no Facebook e Instagram e checar as mensagens do aplicativo Whastapp perto da recep\u00e7\u00e3o, onde o telefone funcionava melhor. Segundo Lucyval, esse foi o jeito que ele encontrou para se manter em dia com os jovens.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Como ocorre com produtos que ficam velhos logo ap\u00f3s o lan\u00e7amento, alguns profissionais come\u00e7am a se preocupar em evitar a obsolesc\u00eancia antes mesmo de amadurecer. O estudante carioca de ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o Leonardo Miguel, de 23 anos, j\u00e1 sofre dessa ansiedade. &#8220;Fico na sala de aula pensando que o que estou aprendendo ali j\u00e1 n\u00e3o servir\u00e1 para nada&#8221;, afirma Leonardo. Para Rosa Farah, coordenadora do N\u00facleo de Pesquisa da Psicologia em Inform\u00e1tica da PUC de S\u00e3o Paulo, a paranoia com atualiza\u00e7\u00e3o faz parte de um processo de adapta\u00e7\u00e3o ao mundo atual. &#8220;Nos pr\u00f3ximos anos, as pessoas conseguir\u00e3o encontrar um ponto de equil\u00edbrio&#8221;, diz Rosa. O melhor a fazer \u00e9 usar o medo de ficar para tr\u00e1s a seu favor. O fil\u00f3sofo canadense Marshall McLuhan (1911-1980) costumava dizer que obsolesc\u00eancia n\u00e3o era o fim, era apenas o in\u00edcio de alguma coisa. Se seu conhecimento est\u00e1 ficando velho, aprenda algo novo.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Virou f\u00f3ssil?<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O jeito mais f\u00e1cil de descobrir se voc\u00ea est\u00e1 ficando para tr\u00e1s \u00e9 prestar aten\u00e7\u00e3o nos sinais abaixo<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&#8211; Um ou v\u00e1rios de seus colegas o chamam carinhosamente de &#8220;tio&#8221; ou &#8220;mestre&#8221;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&#8211; Seu chefe n\u00e3o o escolheu para um projeto porque ele achou que seria &#8220;desgastante&#8221; ou &#8220;estressante&#8221; demais para voc\u00ea. Um jeito delicado de dizer que voc\u00ea perdeu o pique.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&#8211; Pares e subordinados usam com frequ\u00eancia a frase &#8220;Voc\u00ea est\u00e1 aqui h\u00e1 tempo demais&#8221; em encontros casuais ou durante conversas e reuni\u00f5es.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&#8211; Usam os adjetivos &#8220;tradicional&#8221;, &#8220;conservador&#8221; ou &#8220;antigo&#8221; para se referir \u00e0 sua pessoa ou a seu trabalho.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Fontes: especialistas<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">7 h\u00e1bitos para se manter atual<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">1) O Conhecimento n\u00e3o est\u00e1 restrito \u00e0 sala de aula<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">2) Aquela velha desculpa de &#8220;n\u00e3o tenho tempo&#8221; n\u00e3o funciona mais. Hoje, ningu\u00e9m precisa se adaptar aos hor\u00e1rios e \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o das universidades para estudar. Sites como Coursera e Khan Academy oferecem cursos gratuitos online.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">3) Cursos superfocados tamb\u00e9m ajudam<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">4) Ningu\u00e9m precisa voltar para a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o sempre que surgir um software novo. Cursos ad hoc, com finalidades espec\u00edficas, s\u00e3o mais pr\u00e1ticos e r\u00e1pidos. Certificados de conclus\u00e3o desse tipo de treinamento valem com uma estrela a mais no curr\u00edculo.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">5) Construa ecossistemas de talento<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">6) Todo mundo sempre tem alguma coisa a aprender com os colegas da empresa. Mas fora do ambiente de trabalho tamb\u00e9m existem pessoas talentosas que podem ensinar muito. &#8220;A dica \u00e9: aprenda com todo mundo que est\u00e1 a seu redor&#8221;, diz B\u00e1rbara Olivier, da consultoria LAB SSJ.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">7) Trabalhe com o desemprego. Perder o trabalho nunca \u00e9 bom, mas esse per\u00edodo livre pode ser muito bem aproveitado. &#8220;Alguns treinamentos ou at\u00e9 cursos de revis\u00e3o de l\u00ednguas podem ser feitos em um m\u00eas&#8221;, diz B\u00e1rbara. &#8220;\u00c9 garantia de estar um passo \u00e0 frente dos concorrentes nos processos seletivos.&#8221;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Fonte: Voc\u00ea S.A.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Boa parte de seus bens ficar\u00e1 obsoleta at\u00e9 o fim deste ano. 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