{"id":3426,"date":"2016-06-28T10:45:11","date_gmt":"2016-06-28T13:45:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/?p=3426"},"modified":"2016-06-28T10:45:11","modified_gmt":"2016-06-28T13:45:11","slug":"somos-a-media-das-pessoas-que-nos-cercam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/somos-a-media-das-pessoas-que-nos-cercam\/","title":{"rendered":"Somos a m\u00e9dia das pessoas que nos cercam"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.catho.com.br\/carreira-sucesso\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/5-pessoas.jpg\" width=\"215\" height=\"215\" \/>A B\u00edblia, os prov\u00e9rbios chineses e tantas outras men\u00e7\u00f5es populares, confirmam o que nossos pais e av\u00f3s nos diziam -de uma forma mais did\u00e1tica &#8211; quando \u00e9ramos adolescentes: menino (a),\u00a0<em>diga-me com quem andas e direi quem tu \u00e9s.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0No empreendedorismo, na psicologia e na administra\u00e7\u00e3o, existe a m\u00e1xima \u2013 cunhada pelo brilhante escritor e palestrante americano Jim Rohn &#8211; \u00a0que afirma o seguinte:\u00a0<em>n\u00f3s somos a m\u00e9dia das cinco pessoas que mais passamos o tempo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas essas afirma\u00e7\u00f5es refletem uma \u00fanica coisa: somos seres influenci\u00e1veis, n\u00e3o importa o quanto cacarejemos que tomamos nossas pr\u00f3prias decis\u00f5es, seguimos nossos pr\u00f3prios caminhos, tra\u00e7amos nossos pr\u00f3prios destinos. De uma forma ou de outra, as influencias est\u00e3o presentes em nossas vidas, mesmo sem percebermos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E n\u00e3o h\u00e1 nada de errado nisso. \u00c9 absolutamente natural. O ponto aqui \u00e9 levantar as seguintes quest\u00f5es:\u00a0<strong>o que voc\u00ea quer para sua vida e com que tipo de pessoas voc\u00ea se acompanha?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nota<\/strong>: Importante mencionar que o termo\u00a0<em>tipo de pessoas<\/em>\u00a0n\u00e3o \u00e9, de forma alguma, discriminat\u00f3rio. Trata-se apenas de uma refer\u00eancia para entender o contexto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dito isso, vamos colocar as coisas de um modo pr\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um exemplo cl\u00e1ssico \u00e9 do sujeito que come\u00e7a em um novo emprego e entra (como se diz) \u201ccheio de g\u00e1s\u201d. Quer mostrar servi\u00e7o, mostrar seu valor. Mais \u00e0 frente, come\u00e7a a se associar com alguns funcion\u00e1rios mais antigos. Passam a almo\u00e7ar juntos, fazer as pausas para o cafezinho e at\u00e9 sair para um\u00a0<em>happy hour<\/em>\u00a0depois do expediente. Nada demais nisso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O problema \u00e9 quando esses veteranos s\u00e3o do tipo \u201ct\u00f4 nem a\u00ed\u201d. Vivem reclamando da empresa, do sal\u00e1rio, do chefe, fazem mais pausas do que trabalham, atrasam ou faltam constantemente e usam desculpas esfarrapadas para justificar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto est\u00e3o na empresa, esses vampiros de entusiasmo t\u00eam uma miss\u00e3o: recrutar bons funcion\u00e1rios para fortalecerem a sua \u201ccausa\u201d, sempre com um discurso na base \u201ccola em mim que voc\u00ea vai brilhar\u201d. A amizade \u00e9 um la\u00e7o forte, que liga as pessoas de uma maneira poderosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aquele novato, que come\u00e7ou com uma tremenda garra de vencer, vai se adequar aos padr\u00f5es dos novos companheiros, se n\u00e3o carregar consigo valores bem firmes de profissionalismo e car\u00e1ter. Isso \u00e9 absurdamente comum, especialmente entre os menos experientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se de uma modela\u00e7\u00e3o que acontece de maneira gradual e sutil. Sem perceber, o sujeito \u00e9 engolido pelo turbilh\u00e3o de sanguessugas corporativos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lembro que quando era gestor de uma grande empresa e recebia novos funcion\u00e1rios, meu primeiro discurso era de alerta: procurem n\u00e3o se associar \u00e0s pessoas que n\u00e3o t\u00eam interesse em somar. Infelizmente, nem sempre me davam ouvidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Mas n\u00e3o \u00e9 somente nas empresas que vemos exemplos desta natureza. Nossos amigos, familiares e colegas s\u00e3o mais influentes do que possamos imaginar. Pode bater o p\u00e9 o quanto quiser. Pouco a pouco, com um coment\u00e1rio aqui, outro acol\u00e1, ou mesmo com mensagens diretas, vamos nos deixando dominar pela filosofia, conceitos e valores do meio que convivemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quer ver um exemplo cl\u00e1ssico? O nativo dos pampas ga\u00fachos se muda para uma cidade do Nordeste. Um ano depois, ele j\u00e1 est\u00e1 falando com o sotaque local.\u00a0<em>\u00d4xente bichin<\/em>! E vice-versa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fato \u00e9 que o ser humano pertence a uma esp\u00e9cie sujeita a est\u00edmulos. Por que voc\u00ea acha que raramente algu\u00e9m consegue bons resultados quando resolve fazer exerc\u00edcios f\u00edsicos em casa, especialmente se est\u00e1 cercada de gente sedent\u00e1ria? E que acontece com esse mesmo individuo quando passa a frequentar uma academia, repleta de pessoas que t\u00eam o mesmo objetivo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro exemplo? Muitos calouros de Universidades Federais (principalmente), iniciam o primeiro per\u00edodo cheios de expectativa e motiva\u00e7\u00e3o para aprender as disciplinas dos cursos que optaram. Alguns meses depois, est\u00e3o fumando um baseado nos jardins do campus, vestindo uma camiseta do Che Guevara e cantando Pra N\u00e3o Dizer que N\u00e3o Falei das Flores (Geraldo Vandr\u00e9).\u00a0<em>Vem, vamos embora, que esperar n\u00e3o \u00e9 saber.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o estou questionando se \u00e9 certo ou errado. \u00c9 o que \u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O funcionamento deste mecanismo \u00e9 muito simples de entender.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se associe a gente pregui\u00e7osa que voc\u00ea vai se tornar um sujeito que prefere o apocalipse zumbi a levantar da cama ou sair para dar uma caminhada na esquina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se associe aos que cultivam pensamentos de pobreza e escassez e voc\u00ea vai se tornar um sujeito que acha que o mundo \u00e9 s\u00f3 injusti\u00e7a, que n\u00e3o existe esperan\u00e7a, oportunidades, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se associe \u00e0s pessoas desleixadas, que \u00e9 poss\u00edvel que em um futuro pr\u00f3ximo, voc\u00ea passe a viver em um local semelhante ao lix\u00e3o municipal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, experimente se associar a pessoas otimistas, bem sucedidas, disciplinadas, organizadas e voc\u00ea vai notar uma diferen\u00e7a extraordin\u00e1ria nos rumos que sua vida vai tomar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E antes que algu\u00e9m questione: \u00e9 claro que existem exce\u00e7\u00f5es. Elas existem para quase tudo na vida, certo O problema \u00e9: voc\u00ea se considera uma exce\u00e7\u00e3o? Jura?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nossa mente \u00e9 t\u00e3o mold\u00e1vel \u2013 para o bom e para o mau \u2013 que nem percebemos que caminhos tomamos, at\u00e9 j\u00e1 estarmos naufragados em uma po\u00e7a de frustra\u00e7\u00e3o, tristeza e arrependimentos. Ou, no melhor (ou pior) dos casos, estamos cientes sobre as situa\u00e7\u00f5es que nos metemos, e atribu\u00edmos nossas condi\u00e7\u00f5es \u00e0 vida (\u00e9 assim mesmo), ao governo ou ao poder sat\u00e2nico das trevas infernais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como driblar essa armadilha? Pode parecer duro demais o que vou dizer aqui, mas a melhor forma de n\u00e3o cair nesta roubada \u00e9 fugir. Ou melhor dizendo, se afastar de gente que te arrasta para a lama da mediocridade. Entendo que nem sempre \u00e9 poss\u00edvel um distanciamento f\u00edsico, quando voc\u00ea divide o mesmo teto, mas existe a alternativa de refor\u00e7ar o outro lado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como assim?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se existem pessoas pr\u00f3ximas, que te estimulam (at\u00e9 sem querer) a pensamentos e comportamentos pouco eficientes, procure companhias que podem te levar a uma condi\u00e7\u00e3o inversa. Pouco a pouco, \u00e9 at\u00e9 poss\u00edvel que voc\u00ea passe a influenciar positivamente \u00e0queles que remavam para o lado inverso. Eu, pessoalmente, conhe\u00e7o diversos exemplos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E se n\u00e3o tiver ningu\u00e9m pr\u00f3ximo? O que eu fa\u00e7o? Bom, neste caso, voc\u00ea pode reduzir suas horas de televis\u00e3o e mergulhar em livros com conte\u00fado relevantes e estimulantes. Mas, c\u00e1 entre n\u00f3s, duvido muito que n\u00e3o exista em seu meio, algu\u00e9m que pode te ajudar a crescer. Basta prestar aten\u00e7\u00e3o, que voc\u00ea vai encontrar. N\u00f3s vemos o que estamos preparados para ver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lembre-se sempre de uma frase simples, que utilizei incont\u00e1veis vezes para alertar pessoas do meu c\u00edrculo profissional e pessoal:\u00a0<em>\u00e9 muito mais f\u00e1cil puxar para baixo do que para cima.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>As m\u00e1s companhias s\u00e3o como um mercado de peixe; acabamos por nos acostumar ao mau cheiro\u00a0<\/em>(Prov\u00e9rbio Chin\u00eas)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>N\u00e3o vos enganeis. As m\u00e1s companhias corrompem os bons costumes\u00a0<\/em>(1Corintios 15,33)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Quem anda com os s\u00e1bios ser\u00e1 s\u00e1bio, mas o companheiro dos tolos sofre afli\u00e7\u00e3o\u00a0<\/em>(Prov\u00e9rbios 13,20)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Administradores<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A B\u00edblia, os prov\u00e9rbios chineses e tantas outras men\u00e7\u00f5es populares, confirmam o que nossos pais e av\u00f3s nos diziam -de uma forma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3457,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"iawp_total_views":0,"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-3426","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-campal"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3426","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3426"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3426\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3426"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3426"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3426"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}