{"id":3698,"date":"2016-12-13T14:47:26","date_gmt":"2016-12-13T17:47:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/?p=3698"},"modified":"2016-12-13T14:47:26","modified_gmt":"2016-12-13T17:47:26","slug":"crescimento-global-e-bom-para-emergentes-diz-willcox-do-j-p","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/crescimento-global-e-bom-para-emergentes-diz-willcox-do-j-p\/","title":{"rendered":"Crescimento global \u00e9 bom para emergentes, diz Willcox, do J.P."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" alt=\"Anna Carolina Negri\/Valor\" src=\"http:\/\/www.valor.com.br\/sites\/default\/files\/crop\/imagecache\/media_library_small_horizontal\/0\/0\/755\/494\/sites\/default\/files\/gn\/16\/12\/foto13fin-201-jp-c3.jpg\" width=\"240\" height=\"157\" \/><br \/>\nO cen\u00e1rio de d\u00f3lar forte e juros mais altos esperado para os EUA no governo de Donald Trump, que para os mercados\u00a0emergentes sempre foi associado a not\u00edcia ruim, pode ter seus efeitos limitados. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de Chris Willcox, executivochefe global do J.P. Morgan Asset Management, que administra US$ 1,5 trilh\u00e3o em ativos. &#8220;N\u00e3o estou dizendo que esse\u00a0quadro tornou\u00ad-se automaticamente bom para os mercados emergentes e que n\u00e3o haver\u00e1 dor, mas provavelmente j\u00e1 n\u00e3o \u00e9\u00a0algo t\u00e3o ruim como foi no passado e dever\u00e1 ser suplantado pelo crescimento maior na economia global&#8221;, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Willcox, que conversou com o Valor em visita r\u00e1pida ao Brasil, que foi sede da confer\u00eancia anual sobre\u00a0investimentos do J.P. na Am\u00e9rica Latina no fim de novembro, todo esse ajuste importante de pre\u00e7os mostrou, entre\u00a0outros fatores, que o mercado n\u00e3o acreditava na vit\u00f3ria de Trump. E \u00e9 resultado da interpreta\u00e7\u00e3o de que o novo governo\u00a0americano vai gastar mais, seja pela via do aumento dos investimentos em infraestrutura ou pelo corte de impostos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Espera-\u00adse, segundo o executivo, uma explos\u00e3o fiscal, e isso pode significar, pelo menos para os EUA \u00ad uma das maiores\u00a0economias, com influ\u00eancia sobre o resto do mundo \u00ad uma mudan\u00e7a no equil\u00edbrio entre as pol\u00edticas fiscal e monet\u00e1ria, essa\u00a0\u00faltima usada h\u00e1 cerca de dois a tr\u00eas anos pelos bancos centrais para fazer com que as economias reagissem. Nesse\u00a0contexto, diz, \u00e9 fact\u00edvel esperar a volta a um mundo potencialmente mais inflacion\u00e1rio, o que exigir\u00e1 alta de juros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais crescimento, diz Willcox, explica a rea\u00e7\u00e3o positiva dos mercados desenvolvidos, com a bolsa subindo, especialmente\u00a0as a\u00e7\u00f5es do setor financeiro, que tamb\u00e9m ganham com juro maior e a perspectiva de menor regula\u00e7\u00e3o. Para os emergentes,\u00a0reconhece ele, n\u00e3o surpreende que os mercados tenham apresentado uma rea\u00e7\u00e3o negativa \u00e0 vit\u00f3ria de Trump. &#8220;Mas n\u00f3s\u00a0continuamos bastante positivos no longo prazo, porque no fim das contas acreditamos que o mundo precisa de\u00a0crescimento.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na vis\u00e3o de Willcox, se as principais economias do mundo crescerem, isso ser\u00e1 positivo para os emergentes, com destaque\u00a0para produtores de commodities (que ganham com pre\u00e7os mais altos), at\u00e9 porque eles t\u00eam uma economia muito mais\u00a0saud\u00e1vel do que h\u00e1 10 ou 15 anos. Hoje, o d\u00f3lar forte j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 um grande problema, uma vez que boa parte dos\u00a0emergentes, argumenta, tiveram uma redu\u00e7\u00e3o importante da d\u00edvida em moeda estrangeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele lembra ainda que mesmo para os emergentes importadores l\u00edquidos de energia, que sofriam com a alta do d\u00f3lar e,\u00a0consequentemente, dos pre\u00e7os de combust\u00edveis, o efeito tende a ser limitado. Hoje, com a oferta maior de petr\u00f3leo no\u00a0mundo, os pre\u00e7os est\u00e3o muito menores, diz.\u00a0&#8220;Os emergentes j\u00e1 v\u00eam convivendo com um d\u00f3lar forte h\u00e1 algum tempo. Trata-\u00adse de ajustar a economia&#8221;, acrescenta. A\u00a0expectativa, segundo Willcox, \u00e9 que os ativos sofram com a &#8220;reprecifica\u00e7\u00e3o&#8221; e um per\u00edodo de incertezas no curto prazo,\u00a0mas a confian\u00e7a pode ser renovada a depender das perspectivas para o governo Trump. A guinada para um mundo mais\u00a0protecionista, pondera, \u00e9 um ponto de aten\u00e7\u00e3o que deve ser acompanhado de perto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mesmo racioc\u00ednio vale para o Brasil. &#8220;Dada a percep\u00e7\u00e3o de caos no pa\u00eds neste ano, especialmente no campo pol\u00edtico, \u00e9\u00a0f\u00e1cil se esquecer disso&#8221;, afirma. Mas, acrescenta, quando se analisa o que era a economia e o que \u00e9 hoje, o Brasil tem todas\u00a0as condi\u00e7\u00f5es para ser bem\u00ad-sucedido, como avan\u00e7os em termos de desenvolvimento social, recursos naturais e at\u00e9 um\u00a0volume importante de reservas internacionais para amortecer choques externos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Willcox destaca ainda que os problemas do pa\u00eds foram diagnosticados, entre eles o crescimento orientado pelo consumo, e\u00a0parte das solu\u00e7\u00f5es apresentadas, como as t\u00e3o necess\u00e1rias reformas para a retomada da economia. &#8220;O Brasil apenas\u00a0necessita de boas pol\u00edticas e lideran\u00e7as. Temos esperan\u00e7a de que o pa\u00eds ter\u00e1 uma economia de sucesso&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanto que o J.P. Morgan mant\u00e9m seus planos de crescimento para a Am\u00e9rica Latina, onde est\u00e1 h\u00e1 15 anos e tem US$ 135\u00a0bilh\u00f5es em ativos, e para o Brasil, cujo escrit\u00f3rio \u00e9 mais recente, desde 2011. A regi\u00e3o \u00e9 parte pequena no neg\u00f3cio global, conta Willcox, mas vem crescendo. Hoje, s\u00e3o dois escrit\u00f3rios, um no Brasil e outro no Chile, al\u00e9m de um ponto nos\u00a0Estados Unidos dedicado exclusivamente a atender clientes da regi\u00e3o, e o banco se prepara para abrir mais dois, na\u00a0Col\u00f4mbia e no M\u00e9xico. &#8220;No longo prazo, acreditamos na import\u00e2ncia da Am\u00e9rica Latina e do Brasil&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, a ambi\u00e7\u00e3o do J.P. \u00e9 ser o primeiro gestor independente, n\u00e3o ligado a banco comercial. Com R$ 23 bilh\u00f5es em\u00a0ativos no pa\u00eds, a institui\u00e7\u00e3o ocupa a 16\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking de gestores de fundos, segundo a Anbima, que \u00e9 liderado por\u00a0grandes institui\u00e7\u00f5es comerciais brasileiras, como Banco do Brasil, Bradesco e Ita\u00fa, e tem ainda estrangeiros \u00e0 frente,\u00a0como Credit Suisse, BNP Paribas e Western Asset.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A despeito da concentra\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de fundos, para ganhar mercado, Willcox aposta na expertise global, at\u00e9 porque\u00a0as plataformas dos grandes bancos distribuem seus produtos. Ele reconhece que o alto juro local \u00e9 um desafio para o\u00a0neg\u00f3cio, uma vez que funciona como um obst\u00e1culo \u00e0 diversifica\u00e7\u00e3o global dos investimentos. Mas, pondera, os planos\u00a0para o Brasil s\u00e3o de longo prazo. &#8220;Quando se leva em conta mercados como o brasileiro, somos muito lentos para entrar,\u00a0mas tamb\u00e9m para sair&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vital Menezes, executivo-\u00adchefe do J.P. Morgan Asset Management para Am\u00e9rica Latina, ressalta que a baixa\u00a0diversifica\u00e7\u00e3o global n\u00e3o vai durar para sempre. A queda consistente e sustent\u00e1vel dos juros pode levar o investidor a ter\u00a0no futuro de 3% a 5% dos recursos fora, estima. &#8220;E quando esse tempo chegar, n\u00f3s queremos ter um papel importante nos\u00a0investimentos offshore&#8221;, afirma o executivo<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cen\u00e1rio de d\u00f3lar forte e juros mais altos esperado para os EUA no governo de Donald Trump, que para os mercados\u00a0emergentes [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3722,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"iawp_total_views":1,"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-3698","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-campal"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3698","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3698"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3698\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3698"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3698"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3698"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}