{"id":4058,"date":"2017-06-19T09:46:32","date_gmt":"2017-06-19T12:46:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/?p=4058"},"modified":"2017-06-19T09:46:32","modified_gmt":"2017-06-19T12:46:32","slug":"por-que-as-pessoas-mais-bem-sucedidas-dizem-nao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/por-que-as-pessoas-mais-bem-sucedidas-dizem-nao\/","title":{"rendered":"Por que as pessoas mais bem-sucedidas dizem n\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" alt=\"Resultado de imagem para nao\" src=\"https:\/\/jppereira.files.wordpress.com\/2016\/01\/nao.gif\" \/>Hoje eu n\u00e3o acordei \u00e0s 6h30 para encarar um caf\u00e9 da manh\u00e3 de neg\u00f3cios em <em>Knightsbridge<\/em>. Amanh\u00e3 n\u00e3o terei de comer um sandu\u00edche na hora do almo\u00e7o, discutindo um projeto no qual tenho pouco envolvimento<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na quinta-\u00adfeira n\u00e3o vou participar de uma festa de integra\u00e7\u00e3o de ver\u00e3o. Tamb\u00e9m n\u00e3o vou escrever um artigo para um site que \u00e9 negligente no pagamento dos colaboradores, nem vou dar uma entrevista para uma esta\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio australiana. Eu poderia fazer todas essas coisas, mas disse n\u00e3o para todas elas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de me deixar bem mais feliz, essas recusas me fazem estar na moda. O n\u00e3o \u00e9 o novo sim. \u00c9 a resposta mais descolada para as pessoas bem-sucedidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dez anos atr\u00e1s era o contr\u00e1rio. Havia uma sele\u00e7\u00e3o de livros no Amazon que eram furiosamente a favor do sim. Agora, eles foram deixados de lado por &#8220;T<em>he Life\u00adchanging Power of No<\/em>!&#8221; e &#8220;<em>How to Say No Without Feeling Guilty&#8221;<\/em> (respectivamente &#8220;O poder transformador do n\u00e3o&#8221; e &#8220;Como dizer n\u00e3o sem\u00a0culpa&#8221;). H\u00e1 at\u00e9 mesmo um livro de colorir para adultos intitulado &#8220;How to Say No&#8221; (&#8220;Como dizer n\u00e3o&#8221;), al\u00e9m de livros voltados para interesses mais segmentados, como &#8220;Say No to Arthritis&#8221; (&#8220;Diga n\u00e3o \u00e0 artrite&#8221;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo assim, o n\u00e3o alcan\u00e7ou a condi\u00e7\u00e3o <em>cult<\/em> recentemente. Em uma postagem de blog para a &#8220;<em>Harvard Business Review<\/em>&#8220;, um t\u00e9cnico em gest\u00e3o sugeriu que n\u00e3o basta simplesmente dizer n\u00e3o. Precisamos come\u00e7ar a comemorar sempre que fazemos isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desse modo, o n\u00e3o conseguiu o mesmo status irrefletido do fracasso, que todo mundo vem celebrando obstinadamente h\u00e1 pelo menos uma d\u00e9cada. O Museu do Fracasso (www.museumoffailure.se\/) foi aberto na semana passada na Su\u00e9cia\u037e em mais um ano ou dois, ser\u00e1 a vez do Museu do N\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo assim, celebrar o &#8220;n\u00e3o&#8221; n\u00e3o \u00e9 uma coisa t\u00e3o boba. Desde que li o post, tenho come\u00e7ado cada dia deitada na cama agradecendo silenciosamente pelas coisas que tenho conseguido recusar com sucesso. N\u00e3o preciso escrever aquele artigo hoje (viva!), nem tomar caf\u00e9 de manh\u00e3 com aquela pessoa (ufa!), nem participar daquele almo\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cada coisa que descarto mentalmente, o dia parece ficar melhor. Pulo da cama ansiosa para fazer as coisas que escaparam da minha rede de negatividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea poderia dizer que isso \u00e9 uma coisa muito ego\u00edsta. Toda vez que dizemos n\u00e3o, desapontamos a pessoa que est\u00e1 pedindo ou perguntando. E cada trabalho que recusamos cria algo para outro pobre diabo fazer. Mesmo assim, h\u00e1 outra maneira de olhar para isso \u00ad os f\u00e3s do n\u00e3o est\u00e3o reposicionando\u00ado como uma escolha altru\u00edsta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No site &#8220;<em>Entrepreneur<\/em>&#8221; h\u00e1 uma postagem que afirma que dizer n\u00e3o \u00e9 bom, uma vez que cria espa\u00e7o para a ascens\u00e3o das pessoas dos escal\u00f5es inferiores. E recusar a fazer coisas no trabalho permite a voc\u00ea passar mais tempo em casa cuidando da fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consigo pensar numa coisa ainda melhor do que isso. Se um n\u00famero suficiente de pessoas dissessem n\u00e3o com mais frequ\u00eancia para coisas sem sentido, isso levaria a uma aloca\u00e7\u00e3o mais eficiente de recursos. Se todos n\u00f3s nos recus\u00e1ssemos a participar de reuni\u00f5es e eventos chatos, em algum momento a ficha iria cair e as pessoas parariam de agend\u00e1-\u00adlos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de ser uma grande f\u00e3 do n\u00e3o no trabalho, at\u00e9 eu admito que \u00e0s vezes ele \u00e9 a resposta errada. Assim, o grande desafio \u00e9 perceber quando parar de dizer n\u00e3o e come\u00e7ar a dizer sim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A &#8220;Harvard Business Review&#8221; recomenda classificar todas as oportunidades de 1 a 10, mas meu sistema \u00e9 mais simples. Digo sim a coisas que a) preciso fazer\u037e b) quero fazer\u037e ou c) devo fazer. \u00c0s vezes ignoro o c) se consigo me convencer de que depois n\u00e3o vou me sentir miser\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O problema com esse sistema \u00e9 que nem sempre est\u00e1 claro quando voc\u00ea realmente precisa fazer alguma coisa \u00ad ou mesmo se voc\u00ea quer fazer. Mas nesse caso h\u00e1 uma regra: na d\u00favida, diga n\u00e3o. Na compara\u00e7\u00e3o, menos trabalho \u00e9 sempre melhor do que mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A principal diferen\u00e7a entre o sim e o n\u00e3o \u00e9 que um \u00e9 f\u00e1cil e o outro dif\u00edcil. Qualquer idiota pode dizer sim, enquanto que o n\u00e3o exige car\u00e1ter, empenho e coragem. Dizer &#8220;n\u00e3o&#8221; fica mais f\u00e1cil quando voc\u00ea fica mais velho: eu era muito ruim nisso, mas hoje sou muito boa nisso, e continuo melhorando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aprendi a import\u00e2ncia de dizer n\u00e3o rapidamente. Se voc\u00ea adia, j\u00e1 fica em posi\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel e pode acabar dizendo sim por engano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m aprendi a nunca dar os motivos, pois eles podem ser complicados, resultando numa capitula\u00e7\u00e3o. Ao escrever isto tudo, aprendi uma terceira coisa: jamais diga que voc\u00ea n\u00e3o pode fazer determinada coisa porque voc\u00ea est\u00e1 ocupado demais. Ningu\u00e9m vai ficar impressionado, pois ser ocupado demais simplesmente prova que voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 bom o suficiente em dizer n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje eu n\u00e3o acordei \u00e0s 6h30 para encarar um caf\u00e9 da manh\u00e3 de neg\u00f3cios em Knightsbridge. 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