{"id":4146,"date":"2017-08-29T16:46:14","date_gmt":"2017-08-29T19:46:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/?p=4146"},"modified":"2017-08-29T16:46:14","modified_gmt":"2017-08-29T19:46:14","slug":"o-habito-destrutivo-de-avaliar-tudo-o-que-fazemos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/o-habito-destrutivo-de-avaliar-tudo-o-que-fazemos\/","title":{"rendered":"O h\u00e1bito destrutivo de avaliar tudo o que fazemos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.administradores.com.br\/_assets\/modules\/artigos\/artigo_106616.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea vai vivendo o dia e parece que tudo \u00e9 como uma cr\u00edtica de jornal, constantemente observando as coisas para louvar ou criticar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi \u00e0 academia hoje? Bom trabalho, Leo. Passou muito tempo no YouTube? P\u00e9ssimo, Leo. O corpo estava meio fl\u00e1cido quando voc\u00ea se olhou no espelho pela \u00faltima vez? Voc\u00ea \u00e9 uma bola de sebo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo o que fazemos se torna algo pass\u00edvel de julgamento: merecemos louvores ou cr\u00edticas?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Permanecemos no h\u00e1bito mental de constantemente avaliar tudo o que fazemos, checar se somos merecedores ou n\u00e3o. A prop\u00f3sito, fazemos isso tamb\u00e9m com outras pessoas e com as situa\u00e7\u00f5es na vida em geral &#8212; tudo \u00e9 avaliado como bom ou mau.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse h\u00e1bito mental de avaliar todas as coisas &#8212; embora normal e natural &#8212; \u00e9 destrutivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por que?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cada vez que voc\u00ea se avalia, est\u00e1 ferindo sua felicidade.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis o que acontece:<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>Voc\u00ea segue fazendo as coisas do dia a dia;<\/li>\n<li>Sua mente avalia constantemente: o que eu fiz \u00e9 bom ou n\u00e3o? Sou digno de elogios ou cr\u00edticas?<\/li>\n<li>Se voc\u00ea fez algo digno de elogios, voc\u00ea fica feliz. Bom, na verdade voc\u00ea n\u00e3o tem muito tempo para celebrar. Na verdade, voc\u00ea vai pensar em todas as coisas que n\u00e3o fez ainda e n\u00e3o tanto nas que fez. Ou talvez voc\u00ea pense que fez um trabalho razo\u00e1vel, mas que poderia ser melhor. Ou que deveria fazer mais. Ou voc\u00ea fica preocupado em perder o que ganhou, colocando tudo a perder na pr\u00f3xima vez. E ent\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o tem confian\u00e7a em si mesmo, embora tenha feito algo razo\u00e1vel.<\/li>\n<li>Se voc\u00ea fez algo reprov\u00e1vel&#8230; bom, isso tamb\u00e9m n\u00e3o lhe deixa feliz consigo mesmo. E \u00e9 o que acontece na maior parte do tempo.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, esse h\u00e1bito mental n\u00e3o ajuda em nada. Ele nos faz sentir mal constantemente em rela\u00e7\u00e3o a n\u00f3s mesmos, insuficientes, frustrados, como se estiv\u00e9ssemos fazendo as coisas erradas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por que pensamos assim? Porque queremos ser dignos de elogios. N\u00e3o temos garantia de que somos dignos, portanto nos questionamos constantemente. E sempre nos avaliamos mal porque estamos nos comparando: 1) a todas as pessoas que fizeram coisas memor\u00e1veis, 2) ao nosso ideal do que dever\u00edamos estar fazendo (spoiler: perfeitamente em todas as coisas poss\u00edveis) e 3) o que iria impressionar os outros. Nunca conseguiremos atingir esses ideais.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Um h\u00e1bito mental diferente<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o h\u00e1bito da avalia\u00e7\u00e3o n\u00e3o ajuda, o que podemos fazer? E como podemos mudar? \u00c9 poss\u00edvel?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tenho que admitir, h\u00e1bitos mentais n\u00e3o s\u00e3o f\u00e1ceis de mudar. Temos que ter consci\u00eancia do que est\u00e1 acontecendo e permanecermos vigilantes. N\u00e3o demoramos muito para fracassar nesse prop\u00f3sito&#8230; e logo nos avaliamos mal novamente. Aquele momento, evidentemente, \u00e9 uma bela oportunidade para praticar o desapego da avalia\u00e7\u00e3o constante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O h\u00e1bito que eu recomendo \u00e9\u00a0<strong>encontrar gratid\u00e3o e contentamento naquele momento<\/strong>. Sim, \u00e9 complicado e escorregadio. Mas funciona, e muito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Funciona da seguinte maneira:<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>Voc\u00ea faz algo durante o dia;<\/li>\n<li>Voc\u00ea percebe que est\u00e1 se julgando: &#8220;pregui\u00e7oso hoje, hein?&#8221;<\/li>\n<li>Voc\u00ea pensa &#8220;l\u00e1 vamos n\u00f3s de novo. N\u00e3o perca mais nenhum segundo com esse pensamento&#8221;;<\/li>\n<li>Ao inv\u00e9s disso, pare e encontre uma maneira de ser grato por algo nesse momento, sobre voc\u00ea mesmo ou sua vida. Voc\u00ea encontrar\u00e1 uma maneira de ser feliz com o que tem, com quem voc\u00ea \u00e9 e com o que est\u00e1 acontecendo agora. Voc\u00ea experimenta as sensa\u00e7\u00f5es do momento \u00e0 medida em que elas acontecem.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">E repita:\u00a0<strong>n\u00e3o importa e eu fiz um p\u00e9ssimo trabalho<\/strong>\u00a0ou se fui pregui\u00e7oso, procrastinei ou esqueci de fazer algo. Tamb\u00e9m n\u00e3o importa e voc\u00ea fez algo bom &#8212; sua gratid\u00e3o e contentamento n\u00e3o dependem do que voc\u00ea fez. Voc\u00ea pode ter feito algo bom e se contentar, bem como pode fazer algo de forma equivocada e se contentar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns exemplos:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Acabei de escrever um post para o Zen Habits &#8212; eu sou demais! Na verdade, n\u00e3o vou perder meu tempo com o velho h\u00e1bito da avalia\u00e7\u00e3o. Em vez disso, vou perceber o que est\u00e1 acontecendo agora neste momento. Est\u00e1 um belo dia l\u00e1 fora. Meu corpo est\u00e1 cansado. Eu tenho um bom teto sobre minha cabe\u00e7a e acabei de comer uma \u00f3tima refei\u00e7\u00e3o. Sou grato por essas coisas, por meus filhos, minha esposa, minha fam\u00edlia, meus amigos, meus leitores, a vida em geral. Tudo isso \u00e9 verdadeiro, escrevendo ou n\u00e3o o post.<\/li>\n<li>Acabei de perder meu tempo lendo meus sites favoritos em vez de fazer meu trabalho &#8212; eu sou p\u00e9ssimo. Novamente, n\u00e3o vou perder nenhum segundo com esse h\u00e1bito. Novamente, eu paro e percebo o que est\u00e1 acontecendo agora: o ar \u00e9 constante, h\u00e1 um barulho cont\u00ednuo vindo da geladeira, h\u00e1 esquilos l\u00e1 fora, sinto-me cansado e sou grato por todas as coisas que listei antes e outras mais (m\u00fasica, por exemplo, \u00e9 \u00f3timo).<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea pode fazer isso a qualquer momento, n\u00e3o importa o que est\u00e1 acontecendo: seu pai morrendo no hospital, voc\u00ea correndo atrasado para uma reuni\u00e3o, perdeu seu metr\u00f4, ganhou mais um inscrito no YouTube ou comeu um delicioso sorvete vegano. Esque\u00e7a o h\u00e1bito da avalia\u00e7\u00e3o constante, pratique a gratid\u00e3o e contentamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pratique deixando algo vis\u00edvel por perto (um desenho que voc\u1ebd fez, um presente da sua filha, uma flor que voc\u00ea achou na cal\u00e7ada, uma pedra do rio onde voc\u00ea caminhou) para lembrar do seu novo h\u00e1bito mental. Pratique ap\u00f3s uma medita\u00e7\u00e3o de dois minutos pela manh\u00e3. Pratique sempre que se sentir desmotivado, frustrado consigo mesmo, deprimido, sobrecarregado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O h\u00e1bito da gratid\u00e3o e contentamento nunca vai falhar com voc\u00ea, \u00e9 como um bom amigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Administradores<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea vai vivendo o dia e parece que tudo \u00e9 como uma cr\u00edtica de jornal, constantemente observando as coisas para louvar ou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4180,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"iawp_total_views":0,"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-4146","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-campal"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4146","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4146"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4146\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4146"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4146"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4146"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}