{"id":485,"date":"2012-12-26T16:24:07","date_gmt":"2012-12-26T16:24:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.campal.com.br\/consultoria2\/?p=485"},"modified":"2012-12-26T16:24:07","modified_gmt":"2012-12-26T16:24:07","slug":"ferias-para-descansar-de-verdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/ferias-para-descansar-de-verdade\/","title":{"rendered":"F\u00e9rias para descansar de verdade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" id=\"il_fi\" alt=\"\" src=\"http:\/\/viagenstour.com\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/durante-as-ferias.jpg\" width=\"377\" height=\"217\" \/>No mercado de trabalho desde os 11 anos de idade, Ac\u00e1cio Queiroz, hoje com 64, consegue tirar f\u00e9rias regulares h\u00e1 apenas sete anos. Mesmo ocupando o cargo de CEO da Chubb Seguros do Brasil, ele n\u00e3o abre m\u00e3o de viajar por alguns dias para &#8220;sair do furac\u00e3o&#8221; e descansar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Comecei muito cedo e percorri uma longa carreira. A gente acaba ficando fan\u00e1tico por trabalhar&#8221;, conta o executivo, explicando uma das raz\u00f5es pelas quais n\u00e3o aproveitava as f\u00e9rias. Para ele, entre os membros da sua gera\u00e7\u00e3o, a dos &#8220;baby boomers&#8221;, era comum dedicar praticamente toda a vida ao emprego. &#8220;Tive que reaprender a import\u00e2ncia de ter mais equil\u00edbrio na vida&#8221;, diz Queiroz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde que come\u00e7ou a tirar f\u00e9rias, o executivo procura descansar os 30 dias a que tem direito &#8211; ainda que divididos, caso seja necess\u00e1rio. &#8220;N\u00e3o vendo f\u00e9rias&#8221;, afirma. Em sua \u00faltima viagem de lazer, ele passou cerca de um m\u00eas na Europa com a mulher. Para janeiro, est\u00e1 planejando ficar 20 dias em uma praia aqui mesmo no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Executivos como Queiroz ainda s\u00e3o maioria, mas o n\u00famero de profissionais que usufruem efetivamente de um per\u00edodo de descanso vem diminuindo. Uma pesquisa da filial brasileira da International Stress Management Association (Isma-BR) mostra que, em 2005, 28% dos executivos brasileiros n\u00e3o tiravam f\u00e9rias regularmente. O dado mais atualizado j\u00e1 indica uma porcentagem superior: 32%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Emendar um projeto no outro e n\u00e3o fazer uma pausa, no entanto, pode ter consequ\u00eancias tanto para a sa\u00fade do executivo quanto para os neg\u00f3cios. Sem f\u00e9rias, o estresse aumenta e, do lado pessoal, crescem as chances de adoecimento. Nesses casos, os sintomas mais comuns, segundo pesquisas da Isma-BR, s\u00e3o dores musculares, de cabe\u00e7a e problemas estomacais. Sem contar que a ansiedade tamb\u00e9m se intensifica e, com ela, surge a frustra\u00e7\u00e3o, que acaba levando algumas pessoas a fazerem uso mais frequente de medicamentos e \u00e1lcool.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR, a falta de f\u00e9rias aumenta o desgaste do dia a dia corporativo, diminuiu a criatividade e a produtividade, al\u00e9m de prejudicar a destreza mental para a tomada de decis\u00f5es. &#8220;Com o ac\u00famulo de trabalho, o executivo fica cronicamente estressado. Isso faz com que o corpo produza mais horm\u00f4nios como cortisol e adrenalina, que limitam a agilidade mental&#8221;, diz Ana Maria. &#8220;\u00c0s vezes, chega-se a um ponto de exaust\u00e3o&#8221;, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Queiroz, da Chubb, garante que, desde que come\u00e7ou a tirar f\u00e9rias regularmente, est\u00e1 mais equilibrado emocionalmente. Ele diz ser, hoje, uma pessoa mais compreensiva tanto no trabalho quanto na vida pessoal. &#8220;Ap\u00f3s tirar f\u00e9rias, tenho condi\u00e7\u00f5es melhores de controlar meus impulsos. Isso ajuda a sair na frente em qualquer discuss\u00e3o de neg\u00f3cio&#8221;, afirma Queiroz. Na vida pessoal, ele tamb\u00e9m sentiu o impacto do descanso f\u00edsico e mental. &#8220;Tenho 40 anos de casado e, agora, um pouco mais de cinco de namoro&#8221;, brinca. &#8220;Quando saio de f\u00e9rias, \u00e9 um tempo que tenho apenas para mim, minha mulher e a fam\u00edlia.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso de Queiroz, n\u00e3o foi um marco, um problema grave de sa\u00fade, por exemplo, que lhe abriu os olhos para a necessidade de tirar f\u00e9rias regulares. Foi a percep\u00e7\u00e3o de que precisava &#8220;ser um l\u00edder mais moderno&#8221; e aprender a delegar. Para conseguir o per\u00edodo de descanso, o executivo teve de aceitar que outras pessoas na empresa podem fazer o seu trabalho, desde que sejam preparadas para isso. &#8220;Voc\u00ea vai percebendo que n\u00e3o \u00e9 o centro do universo. Antes, eu interferia nas tarefas at\u00e9 da minha assistente&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao sair de f\u00e9rias, Queiroz desliga o telefone celular, mas nem por isso fica incomunic\u00e1vel. Em sua opini\u00e3o, um CEO n\u00e3o pode ficar totalmente &#8220;fora do ar&#8221;. Assim, o executivo costuma deixar o telefone do hotel onde estar\u00e1 hospedado &#8211; e o de sua esposa &#8211; com a assistente. A orienta\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 procur\u00e1-lo apenas quando isso for realmente necess\u00e1rio. &#8220;Nas \u00faltimas f\u00e9rias, n\u00e3o fui incomodado&#8221;, garante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00e9todo adotado por Queiroz \u00e9 correto, segundo Ana Maria, da Isma-BR. Para ela, n\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios 30 dias de f\u00e9rias para que um executivo consiga realmente descansar e &#8220;recarregar as baterias&#8221;, como diz. O mais importante \u00e9 se desconectar, mesmo que por poucos dias. &#8220;Se \u00e9 dif\u00edcil para um executivo ficar fora por um m\u00eas, ele deve tentar tirar f\u00e9rias curtas, mas regulares&#8221;, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo da professora da PUC de Minas Gerais Betania Tanure, com mais de mil executivos das 500 maiores empresas do pa\u00eds, mostra que essa \u00e9 mesmo a realidade da maioria dos executivos brasileiros. Entre os cerca de 70% que conseguem tirar f\u00e9rias regularmente, nove em cada dez nunca tiram 30 dias corridos. &#8220;H\u00e1 momentos na empresa em que \u00e9 mesmo dif\u00edcil o profissional se afastar&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, segundo ela, a verdade \u00e9 que muitos se acham insubstitu\u00edveis e acabam n\u00e3o formando uma equipe que possa tomar decis\u00f5es na aus\u00eancia deles. &#8220;Colocar a press\u00e3o apenas no mercado pelo fato de n\u00e3o poder tirar f\u00e9rias \u00e9 terceirizar o problema&#8221;, afirma Betania.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela diz que essa percep\u00e7\u00e3o de n\u00e3o poder se ausentar do trabalho sempre existiu, mas foi acentuada nos \u00faltimos tempos principalmente por conta da competitividade e do ritmo exacerbado das coisas. Estudos feitos pela Isma-BR e tamb\u00e9m pela professora Betania tentaram identificar as causas pelas quais os executivos n\u00e3o saem de f\u00e9rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as maiores raz\u00f5es foram citados o receio de que decis\u00f5es importantes sejam tomadas na aus\u00eancia deles, a possibilidade de haver mudan\u00e7as na empresa enquanto est\u00e3o fora, a inseguran\u00e7a de que ser\u00e3o substitu\u00eddos e o fato de n\u00e3o gostarem de tirar f\u00e9rias &#8211; especialmente por n\u00e3o saberem o que fazer com o tempo livre e por n\u00e3o se sentirem confort\u00e1veis com a presen\u00e7a mais intensa dos familiares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;N\u00e3o chega a surpreender&#8221;, diz Ana Maria. De acordo com ela, o atual ritmo de trabalho leva muitas pessoas a se distanciarem de seus companheiros e filhos. Portanto, quando surge a oportunidade de passar mais tempo com eles, acabam n\u00e3o sabendo como agir. &#8220;N\u00e3o sair de f\u00e9rias acaba sendo uma fuga dessa situa\u00e7\u00e3o&#8221;, analisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No comando da Even Construtora e Incorporadora, Carlos Terepins \u00e9 mais um exemplo de presidente de empresa que consegue se desligar por alguns dias. Ele conta que, ao longo da carreira, sempre preferiu tirar f\u00e9rias mais curtas. Por isso, duas ou tr\u00eas vezes por ano pega dez dias para descansar. &#8220;A companhia \u00e9 tocada perfeitamente na minha aus\u00eancia&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segredo para que isso aconte\u00e7a \u00e9 programar as f\u00e9rias com anteced\u00eancia e ter uma equipe de diretores capacitados para cobrir sua aus\u00eancia. &#8220;Mesmo quando estou presente na empresa, os diretores j\u00e1 respondem cada um por sua \u00e1rea. Na minha aus\u00eancia, seguem deliberando dessa forma e t\u00eam autonomia para decidir&#8221;, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: <a href=\"http:\/\/www.contadores.cnt.br\/portal\/noticia.php?id=27563&amp;Cat=3&amp;F%E9rias%20para%20descansar%20de%20verdade.html\" target=\"_blank\">Valor Econ\u00f4mico<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No mercado de trabalho desde os 11 anos de idade, Ac\u00e1cio Queiroz, hoje com 64, consegue tirar f\u00e9rias regulares h\u00e1 apenas sete [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":716,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"iawp_total_views":2,"footnotes":""},"categories":[26,25,27],"tags":[],"class_list":["post-485","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-esocial","category-noticias-campal","category-sped-sistema-publico-de-escrituracao-digital"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/485","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=485"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/485\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=485"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=485"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=485"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}