{"id":6292,"date":"2021-12-30T08:51:33","date_gmt":"2021-12-30T11:51:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/?p=6292"},"modified":"2021-12-30T08:51:33","modified_gmt":"2021-12-30T11:51:33","slug":"gastos-de-vinganca-a-tendencia-do-consumo-no-pos-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/gastos-de-vinganca-a-tendencia-do-consumo-no-pos-pandemia\/","title":{"rendered":"Gastos de vingan\u00e7a, a tend\u00eancia do consumo no p\u00f3s-pandemia"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Foram dois anos de vida mon\u00e1stica. Quem conseguiu poupar agora usa o cart\u00e3o de forma fren\u00e9tica. Cortesia do nosso c\u00e9rebro, que n\u00e3o consegue controlar os impulsos muito bem. Entenda o que s\u00e3o os \u201cgastos de vingan\u00e7a\u201d.<\/h3>\n\n\n\n<p>Virou\u00a0<em>trend<\/em>\u00a0na China. Depois de meses de lockdown em v\u00e1rias regi\u00f5es \u2013 um dos mais rigorosos j\u00e1 adotados no mundo, com in\u00edcio ainda em janeiro \u2013, os consumidores sa\u00edram \u00e0s compras em abril de 2020 para comemorar a reabertura do pa\u00eds. Nisso, esbanjaram mimos para si mesmos nas redes sociais, \u00e0s vezes com o termo \u201cconsumo de repara\u00e7\u00e3o\u201d. Nos seis meses que se seguiram \u00e0quela reabertura, a palavra foi citada pelo menos 3,5 milh\u00f5es de vezes em postagens nas redes sociais, segundo a consultoria Linkfluence.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse frenesi consumista, um caf\u00e9 na cidade portu\u00e1ria de Qingdao viralizou ao vender seu tradicional ch\u00e1 de bolhas (uma bebida gelada e com bolinhas crocantes de tapioca) em um cop\u00e3o gigante, a oito vezes o pre\u00e7o adicional. A justificativa \u00e9 que o exagero era para matar a saudade do ch\u00e1 nos tr\u00eas meses anteriores. Empresas como McDonald\u2019s e Nestl\u00e9 come\u00e7aram a usar o mesmo termo em suas redes sociais chinesas para incentivar o consumo de suas marcas.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Relacionadas<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Foi por causa da China que, ainda em meados de 2020, a ideia de que as pessoas voltariam com tudo \u00e0s compras no p\u00f3s-pandemia come\u00e7ou a circular no mundo ocidental. O nome mudou para revenge spending, ou \u201cgasto de vingan\u00e7a\u201d, uma vontade irrefre\u00e1vel de comprar mais do que o normal ap\u00f3s um per\u00edodo estressante ou de priva\u00e7\u00e3o do consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>O termo n\u00e3o \u00e9 exatamente novo. O lance \u00e9 que pessoas praticavam gastos de vingan\u00e7a quando conseguiam um trabalho ap\u00f3s meses de desemprego ou depois de uma doen\u00e7a que havia exigido uma mudan\u00e7a tempor\u00e1ria de estilo de vida, por exemplo. Os dois \u00faltimos anos criaram um cen\u00e1rio em que o mundo todo ficou ao mesmo tempo estressado e privado de gastar \u2013 e agora est\u00e1 pronto para tirar o atraso.<\/p>\n\n\n\n<p>A China deu mostras bastante concretas da for\u00e7a do fen\u00f4meno nos segmentos de luxo. A marca francesa Herm\u00e8s, por exemplo, faturou US$ 2,7 milh\u00f5es em vendas somente no dia de reabertura de sua loja principal em Guangzhou, em abril do ano passado. Foi o dia mais lucrativo para qualquer loja de artigos de luxo na China, segundo a m\u00eddia local. Em maio do mesmo ano, a marca de joias Tiffany viu uma queda de 40% em suas vendas globais, mas teve um aumento de 90% nos gastos na China. Os resultados fizeram com que nomes como Dior, Cartier e Michael Kors direcionassem mais recursos para o pa\u00eds asi\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Seria quest\u00e3o de tempo at\u00e9 isso se repetir no Ocidente \u2013 e, de fato, est\u00e1 acontecendo. O que mudou foi o timing. Agora que a maioria dos pa\u00edses de alta e m\u00e9dia renda ostentam altas taxas de vacina\u00e7\u00e3o, e as fronteiras e o com\u00e9rcio pelo mundo parecem reabrir para ficar, o revenge spending d\u00e1 sinais de que engatou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Poupan\u00e7a involunt\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A ideia de que o consumo vai aumentar porque as pessoas querem comprar mais no p\u00f3s-pandemia n\u00e3o conta a hist\u00f3ria toda. Na verdade, grande parte do fen\u00f4meno esperado do revenge spending depende do fato de que as pessoas podem comprar mais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 que a pandemia criou um cen\u00e1rio contradit\u00f3rio no mundo. De um lado, o desemprego no Brasil decorrente da crise fez o ato de poupar quase imposs\u00edvel para uma parcela significativa da popula\u00e7\u00e3o. Mas quem teve a sorte de se manter empregado e migrar para o regime de home office se viu numa situa\u00e7\u00e3o em que, quem diria, ficou mais f\u00e1cil economizar.<\/p>\n\n\n\n<p>Com bares, restaurantes e baladas fechados, o lazer foi parar nas telas de computadores e televis\u00e3o. A Netflix j\u00e1 estava paga. Sem o transporte para o trabalho, economizamos, al\u00e9m de tempo, o dinheiro da gasolina, da passagem e do Uber naquele dia de atraso. E, ainda que o e-commerce tenha crescido, tem menor apelo para o gasto sup\u00e9rfluo que as voltinhas no shopping \u201cs\u00f3 para dar uma olhadinha\u201d (e que sempre terminavam com uma comprinha ou outra).<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) revelou o seguinte: entre os brasileiros que conseguiram economizar, a op\u00e7\u00e3o \u201cdeixei de sair (ir a festas, viajar, beber e usar o carro)\u201d foi disparado o motivo principal na cria\u00e7\u00e3o da poupan\u00e7a, citado por 56% dos pesquisados (em 2019, o n\u00famero foi 34%). \u00c9 um patamar acima do cl\u00e1ssico \u201cguardei uma parte do sal\u00e1rio todo m\u00eas\u201d, citado por 11%. O impacto da pandemia foi t\u00e3o grande que 7% deles \u2013 o que se traduz em mais ou menos 2,5 milh\u00f5es de pessoas na popula\u00e7\u00e3o geral \u2013 afirmaram que guardaram dinheiro porque \u201cn\u00e3o tinham onde gastar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do Cemec-Fipe, a poupan\u00e7a dos brasileiros cresceu R$ 334 bilh\u00f5es em 2020, depois de ter encolhido R$ 3,4 bilh\u00f5es um ano antes.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 exclusividade nossa. Em fevereiro de 2021, os americanos tinham um total de US$ 2,4 trilh\u00f5es em economias \u2013 US$ 1 trilh\u00e3o inteirinho a mais do que o valor registrado no mesmo per\u00edodo de 2020, segundo o Departamento de Com\u00e9rcio dos EUA. Resultado, em grande parte, do polpudo aux\u00edlio emergencial e demais benef\u00edcios do governo, diga-se.<\/p>\n\n\n\n<p>E eles est\u00e3o dispostos a abrir a carteira. Uma pesquisa da consultoria SurveyMonkey descobriu que quase 70% dos adultos americanos planejam gastar mais do que o normal nos pr\u00f3ximos anos em ao menos uma categoria, como \u201calimenta\u00e7\u00e3o\u201d ou \u201cviagem\u201d. Pesquisas na Europa e na Austr\u00e1lia mostram tend\u00eancias parecidas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a\u00ed que entra a segunda parte do fen\u00f4meno: querer gastar. A chave aqui \u00e9 o \u201cgastar mais que o normal\u201d \u2013 afinal, o fen\u00f4meno do revenge spending n\u00e3o \u00e9 apenas a retomada das compras, mas um frenesi de gastos que n\u00e3o ocorreriam em situa\u00e7\u00f5es normais, mesmo com essa quantia de dinheiro guardada. Cortesia do nosso c\u00e9rebro, um bicho bastante irracional quando o assunto \u00e9 finan\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sem autocontrole&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Comprar traz prazer. Estudos j\u00e1 mostraram que pensar em compras j\u00e1 \u00e9 o bastante para ativar \u00e1reas do c\u00e9rebro ligadas \u00e0 dopamina, o neurotransmissor do prazer. Imagine concretizar a aquisi\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o. \u201cN\u00f3s estamos sempre prop\u00edcios a consumir porque achamos, em geral equivocadamente, que isso vai trazer realmente uma gratifica\u00e7\u00e3o muito grande\u201d, explica Vera Rita de Mello Ferreira, professora e especialista em psicologia econ\u00f4mica. \u00c9 s\u00f3 a dopamina mesmo. E passa r\u00e1pido.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas nem por isso sa\u00edmos torrando todo nosso dinheiro e nos afundando em d\u00edvidas s\u00f3 para nos sentir bem \u2013 pelo menos n\u00e3o dever\u00edamos, ainda que aconte\u00e7a com algumas pessoas. \u00c9 que somos dotados de uma capacidade especial para evitar situa\u00e7\u00f5es como essa: o autocontrole.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 que a\u00ed entra o fator pandemia. A nossa capacidade de segurar os&nbsp; pr\u00f3prios impulsos \u00e9 finita, explica Vera Rita. E, ao longo da pandemia, tivemos que us\u00e1-la quase \u00e0 exaust\u00e3o: m\u00e1scaras o tempo todo, \u00e1lcool em gel, n\u00e3o sair sem necessidade de casa etc. Por dois anos, nos privamos do jantar especial, das idas ao cinema, das compras e de viagens. \u201cN\u00f3s passamos a nos policiar o tempo inteiro, e esse monitoramento intensivo por quase dois anos nos deixou esgotados e sem a menor condi\u00e7\u00e3o de&nbsp;exercer autocontrole.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Resultado? Aquelas comprinhas, que em situa\u00e7\u00f5es normais voc\u00ea deixaria de lado pensando na fatura do cart\u00e3o de cr\u00e9dito no fim do m\u00eas, passam quase sem culpa. A sensa\u00e7\u00e3o de \u201ceu mere\u00e7o\u201d prevalece \u2013 mesmo em casos de pre\u00e7os salgados.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Brasileiros pouparam R$334 bilh\u00f5es em 2020 \u2013 um ano antes, essa conta tinha ficado em R$3,4 bi negativos. Essa \u00e9 a represa prestes a estourar.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>N\u00e3o s\u00f3. Em contextos de tristeza, temos a tend\u00eancia a ignorar o que a psicologia econ\u00f4mica chama de efeito-posse \u2013 o apego que temos \u00e0s nossas coisas. Quando estamos para baixo, damos menos import\u00e2ncia a elas. A\u00ed, em busca da alegria da dopamina, continuamos a comprar. Tal como um v\u00edcio, o efeito \u00e9 cada vez mais ef\u00eamero e \u00e9 preciso repetir a dose a todo instante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 outras explica\u00e7\u00f5es poss\u00edveis para gastos espec\u00edficos. O mercado de luxo, por exemplo, se beneficia da retomada do conv\u00edvio social como um todo \u2013 afinal, depois de mais de um ano usando pijama no dia a dia, nada como ostentar roupas de grife, bolsas ou uma joia. A XP recomenda a compra das a\u00e7\u00f5es da Vivara justamente por apostar no fen\u00f4meno.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Embarque autorizado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O fato \u00e9 que as justificativas para esbanjar n\u00e3o faltam, para a alegria de quem ainda tenta curar as chagas da pandemia. \u00c0 Bloomberg, o CEO da Lamborghini creditou os bons n\u00fameros da companhia ao fen\u00f4meno do gasto de vingan\u00e7a. Na Calif\u00f3rnia, a Disney aumentou o pre\u00e7o do seu ingresso mais caro \u00e0 Disneyland em 6,5% \u2013 confiantes que os consumidores v\u00e3o compr\u00e1-los mesmo assim.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nenhum outro setor sofreu tanto e se beneficia igualmente do revenge spending quanto o turismo. O presidente da Azul afirmou recentemente que nunca viu tanta demanda por passagens a\u00e9reas no final do ano \u2013 os pre\u00e7os j\u00e1 saltaram 50,36% em 12 meses at\u00e9 outubro. O Google diz que, em setembro, as buscas por viagens bateram o n\u00edvel pr\u00e9-pandemia, e a Abear (a associa\u00e7\u00e3o das companhias a\u00e9reas) espera que a quantidade de voos alcance essa marca no come\u00e7o de 2022, tamanho o interesse dos brasileiros de voltar aos ares.<\/p>\n\n\n\n<p>O calend\u00e1rio de entrevistas para obter o visto americano est\u00e1 sem datas dispon\u00edveis at\u00e9 dezembro de 2022 \u2013 os EUA reabriram suas fronteiras para brasileiros em 8 de novembro, mas os consulados, com capacidade reduzida devido \u00e0 pandemia, n\u00e3o est\u00e3o dando conta de tanta gente querendo entrar.<\/p>\n\n\n\n<p>Faz sentido que o \u201cturismo de vingan\u00e7a\u201d deslanche agora. Afinal, d\u00e1 para comprar quase tudo na internet, mas n\u00e3o viagens. Segundo Frederico Levy, vice-presidente da Braztoa (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Operadoras de Turismo), o setor j\u00e1 via o revenge spending mesmo antes da melhora dos n\u00fameros da pandemia \u2013 viagens demandam prepara\u00e7\u00e3o, e os consumidores come\u00e7aram a procurar planos j\u00e1 pensando no calend\u00e1rio da vacina. Com a alta da demanda, tamb\u00e9m subiram os pre\u00e7os, mas isso n\u00e3o impediu que as compras seguissem, como \u00e9 t\u00edpico dos gastos de vingan\u00e7a.&nbsp; \u201cS\u00f3 n\u00e3o vemos um boom generalizado porque os pa\u00edses est\u00e3o reabrindo suas fronteiras de forma e em tempos diferentes, mas \u00e9 um movimento claro\u201d, diz Frederico.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem trabalha na \u00e1rea v\u00ea de perto o fen\u00f4meno. \u00c9 o caso de Maria Lina Colnaghi, dona da ag\u00eancia de viagens Vida Modo Avi\u00e3o. No auge da pandemia, o neg\u00f3cio praticamente congelou \u2013 e ela teve que voltar para a \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o, em que \u00e9 formada, para sobreviver. Com o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o, e com a reabertura de v\u00e1rios pa\u00edses do mundo a partir de junho, come\u00e7ando pela Su\u00ed\u00e7a, a demanda voltou a crescer \u2013 no pique revenge spending.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Na pandemia, esgotamos a nossa capacidade de autocontrole. Mesmo compras sup\u00e9rfluas e com pre\u00e7o salgado passam sem culpa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>N\u00e3o s\u00f3 as viagens voltaram como elas est\u00e3o de cara nova, ali\u00e1s. Os um pouco mais endinheirados se aventuram por classe executiva e escolhem a dedo o hotel cinco estrelas em que v\u00e3o se hospedar. Mesmo quem ainda mant\u00e9m um or\u00e7amento de f\u00e9rias em escala humana tem se dado pequenos luxos, antes impens\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTem gente que colocava pelo menos duas ou tr\u00eas viagens na pauta anual e acabou com essa grana reservada. Agora os pre\u00e7os dispararam por causa da demanda, mas eles dizem \u2018n\u00e3o importa, eu quero viajar, n\u00e3o aguento mais\u2019\u201d, diz Lina. De quebra, ainda desembolsam mais para privil\u00e9gios pouco procurados em tempos n\u00e3o pand\u00eamicos, como piscina privativa e transfer particular do aeroporto para o hotel \u2013 uma combina\u00e7\u00e3o entre distanciamento social e conforto.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a vontade de gastar seja perfeitamente normal, a vingan\u00e7a pode acabar exagerada e prejudicar um dos poucos ganhos da pandemia: poupar sem esfor\u00e7o. A culpa n\u00e3o \u00e9 totalmente nossa. Autocontrole \u00e9 algo dif\u00edcil, ainda mais depois de dois anos t\u00e3o estressantes. Especialistas recomendam o de sempre: evitar se expor a tenta\u00e7\u00f5es.&nbsp; Seja na voltinha no shopping, seja no Instagram com seus an\u00fancios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe voc\u00ea est\u00e1 fazendo dieta, n\u00e3o vai sentar na frente de uma doceira e ficar olhando para todas aquelas delicinhas tentadoras\u201d, diz Vera Rita. \u201cEstabelecer um tempo para uso de redes sociais, que ficam toda hora enviando an\u00fancio, \u00e9 uma coisa que pode ajudar.\u201d Voc\u00ea v\u00ea outras dicas de como n\u00e3o cair em ciladas no box da dupla anterior. Mas, antes de tudo, lembre-se: depois de tanto tempo de sacrif\u00edcio, um mimo ou outro n\u00e3o vai te fazer mal.\u2002<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como n\u00e3o exagerar no consumo de vingan\u00e7a<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Invista automaticamente<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Dinheiro na m\u00e3o \u00e9 vendaval. Da\u00ed que o jeito de n\u00e3o torrar suas economias \u00e9 tir\u00e1-las da conta-corrente e transferir para algum investimento. O objetivo \u00e9 fazer com que o saldo desapare\u00e7a da sua tela inicial. Aproveite o momento de pagar boletos para concretizar esse autoengano.&nbsp;E, claro, use a deixa para buscar moradas mais rent\u00e1veis para o seu dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Limite as tenta\u00e7\u00f5es<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Se o objetivo \u00e9 n\u00e3o exagerar, evite passeios no shopping e fa\u00e7a uma limpa no Instagram. Alguns cart\u00f5es permitem que voc\u00ea reduza temporariamente o limite de cr\u00e9dito. E adie compras em alguns dias \u2013 pode acreditar: o tempo faz voc\u00ea reavaliar o quanto deseja alguma coisa.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Planeje<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>\u00c9 normal querer gastar mais depois de tanto tempo de autocontrole. Mas sem planejamento n\u00e3o rola. Se voc\u00ea decidiu tirar o escorpi\u00e3o do bolso, calcule antes quanto vai gastar nas compras extras. Tamb\u00e9m vale ver se o melhor n\u00e3o \u00e9 aproveitar para realizar um projeto mais s\u00f3lido para a sua biografia \u2013 tipo aquela viagem que nunca rolou por falta de organiza\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/financas-pessoais\/gastos-de-vinganca-a-tendencia-do-consumo-no-pos-pandemia\/\">Voc\u00ea SA<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foram dois anos de vida mon\u00e1stica. Quem conseguiu poupar agora usa o cart\u00e3o de forma fren\u00e9tica. 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