{"id":6423,"date":"2022-07-08T08:06:54","date_gmt":"2022-07-08T11:06:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/?p=6423"},"modified":"2022-07-08T08:06:54","modified_gmt":"2022-07-08T11:06:54","slug":"guia-da-comunicacao-nao-violenta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/guia-da-comunicacao-nao-violenta\/","title":{"rendered":"Guia da comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o-violenta"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O ambiente corporativo \u00e9 prop\u00edcio a rea\u00e7\u00f5es agressivas. Conhe\u00e7a as t\u00e9cnicas para evit\u00e1-las, e veja como construir um ambiente pac\u00edfico no trabalho.<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/SA289_Comunicacao-N-Violenta.png\" alt=\"-\"\/><figcaption>&nbsp;Foto: Eduardo Dulla\/Ilustra\u00e7\u00e3o: Yann Valber\/VOC\u00ca S\/A<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo as melhores empresas onde voc\u00ea pode trabalhar v\u00e3o ter um lado hostil: competitividade, hierarquia, a press\u00e3o das metas e a busca por mais reconhecimento profissional faz com que boa parte das pessoas se sinta numa selva, sempre sob alguma amea\u00e7a iminente. E \u00e9 da natureza humana se comportar de forma agressiva nesses momentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">L\u00edderes e funcion\u00e1rios passam, muitas vezes de forma sutil, a coagir, culpar, ofender e amea\u00e7ar uns aos outros. E isso joga um balde de \u00e1gua fria no ideal de toda empresa: contar com suas equipes trabalhando de forma harm\u00f4nica e colaborativa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 a\u00ed que entra a filosofia da \u201cComunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta\u201d, NVC na sigla em ingl\u00eas. Em ingl\u00eas porque se trata da cria\u00e7\u00e3o de um psic\u00f3logo americano, Marshall Rosenberg (1934-2015) \u2013 mas vamos seguir daqui em diante com a vers\u00e3o em portugu\u00eas mesmo, CNV.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 a d\u00e9cada de 1960, os EUA viviam sob um estado de apartheid. Leis de segrega\u00e7\u00e3o racial abundavam pelo pa\u00eds. Em boa parte dos estados, universidades n\u00e3o aceitavam o ingresso de pessoas negras. Nessa \u00e9poca, antes tarde do que nunca, essas leis foram caindo. E Marshall atuava justamente como orientador educacional em universidades e escolas que tinham passado a aceitar alunos pretos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A conviv\u00eancia entre os estudantes n\u00e3o era das melhores, dado o peso da cultura racista, e era fun\u00e7\u00e3o dele resolver entreveros. Rosenberg, ent\u00e3o, passou a estudar e ensinar t\u00e9cnicas de media\u00e7\u00e3o de conflitos. Com o tempo, sua metodologia passou a ser usada em programas de paz \u2013 o pr\u00f3prio psic\u00f3logo participou de miss\u00f5es em pa\u00edses como Nig\u00e9ria, Indon\u00e9sia, Sri Lanka e Irlanda do Norte, sempre com a tarefa de facilitar negocia\u00e7\u00f5es entre grupos rivais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o passar do tempo, empresas viram na CNV uma solu\u00e7\u00e3o para criar ambientes de maior \u201cseguran\u00e7a psicol\u00f3gica\u201d, nos quais as pessoas possam se expressar sem medo de serem mal julgadas, ou punidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Microsoft \u00e9 uma das companhias que adotaram a pr\u00e1tica. Em 2014, quando Satya Nadella assumiu o cargo de CEO, ele entendeu que havia algo de t\u00f3xico na cultura da empresa. N\u00e3o faltavam brigas, pux\u00f5es de tapetes e casos de ass\u00e9dio moral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele ent\u00e3o comprou edi\u00e7\u00f5es do livro Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, de Rosenberg, e distribuiu entre os executivos. Era o come\u00e7o de uma mudan\u00e7a cultural da Microsoft. Resultado: ela saltou para o primeiro lugar no ranking de melhores empresas para se trabalhar da Comparably, uma plataforma que fornece dados de remunera\u00e7\u00e3o, e que elabora esse ranking desde 2017.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Uma quest\u00e3o de linguagem<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o violenta \u00e9 baseada na empatia e na \u201cescuta ativa\u201d, al\u00e9m de exigir habilidades de linguagem verbal (escrita ou falada) e n\u00e3o verbal (gestos, express\u00f5es faciais ou corporais). Para explicar tudo isso, Marshall adotou a met\u00e1fora da girafa e do chacal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A comunica\u00e7\u00e3o agressiva foi determinada como a linguagem do chacal \u2013 um animal predador, territorialista e um tanto barulhento. As pessoas que usam tal linguagem costumam manter uma imagem de controladoras; tudo precisa ser do jeito delas. Al\u00e9m disso, elas usam um tom acusat\u00f3rio na voz, e n\u00e3o raro aumentam&nbsp; o volume.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A linguagem da girafa \u00e9 o oposto: a de quem se permite baixar a guarda, pois v\u00ea a discuss\u00e3o a partir de um patamar superior \u2013 n\u00e3o no sentido hier\u00e1rquico, mas no de enxergar um panorama mais amplo. Significa ouvir com serenidade a opini\u00e3o alheia, tentando compreender o lado do outro enquanto foca na solu\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 o princ\u00edpio b\u00e1sico da escuta ativa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ser mais girafa e menos chacal, a dica \u00e9 come\u00e7ar pela comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o verbal. \u201cMuitas vezes, a gente interpreta de um jeito diferente o que a outra pessoa quer dizer dependendo da postura dela \u2013 express\u00f5es faciais, tom de voz, gestos\u201d, diz Daniele Nazari, psic\u00f3loga da Zenklub, um servi\u00e7o que oferece consultas online e atende diversas empresas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma regra b\u00e1sica para a parte n\u00e3o verbal: mantenha o contato visual com quem est\u00e1 falando e evite express\u00f5es de deboche ou t\u00e9dio quando n\u00e3o concordar com alguma coisa. J\u00e1 bra\u00e7os cruzados costumam passar a impress\u00e3o de distanciamento ou defensiva. Tamb\u00e9m \u00e9 comum balan\u00e7ar a perna e esfregar as m\u00e3os quando estamos estressados. Ent\u00e3o, cuidado com esses sinais quando a ideia \u00e9 passar a imagem de calma e empatia (ou seja, sempre).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/SA289_Comunicacao-N-Violenta3.png\" alt=\"-\" title=\"SA289_Comunicacao-N-Violenta3\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na linguagem verbal, aten\u00e7\u00e3o com o vocabul\u00e1rio. \u201cQuando voc\u00ea est\u00e1 bravo e xingando, o outro n\u00e3o leva voc\u00ea a s\u00e9rio. Pensa que voc\u00ea s\u00f3 est\u00e1 estressado, e vai ignorar tudo o que foi dito\u201d, afirma Maria de Lurdes Zamora Dami\u00e3o, psic\u00f3loga e professora da FECAP.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m evite se apegar a um \u00fanico argumento. Essa \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o comum em reuni\u00f5es de trabalho: o funcion\u00e1rio defende as suas ideias com unhas e dentes, sem mostrar flexibilidade. Cuidado com esse tipo de postura. Se o pessoal n\u00e3o est\u00e1 concordando e voc\u00ea ainda acha que est\u00e1 certo, tente reformular suas palavras e incorporar as sugest\u00f5es de outras pessoas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Voc\u00ea tamb\u00e9m pode usar linguagem positiva na hora de tentar fazer algu\u00e9m colaborar. A ideia \u00e9 sempre falar o que voc\u00ea quer sem usar termos de nega\u00e7\u00e3o, que tendem a provocar mais resist\u00eancia no outro. Por exemplo, em vez de dizer \u201cn\u00e3o responda mais mensagens de celular durante as reuni\u00f5es\u201d, tente \u201cas mensagens de celular podem ficar para depois da reuni\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Na pr\u00e1tica<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mudar a forma como nos expressamos n\u00e3o \u00e9 algo que acontece da noite para o dia. A metodologia de Rosenberg determina que existem quatro etapas para aplicar a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o violenta em uma conversa. Vamos explicar aqui de forma pr\u00e1tica. Imagine o seguinte: um colega de trabalho sempre atrasa a entrega de relat\u00f3rios e isso atrapalha a sua rotina. Como resolver?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A primeira etapa \u00e9 a de observa\u00e7\u00e3o. Tendemos a julgar o outro n\u00e3o com base em fatos, mas imaginando inten\u00e7\u00f5es. Buscamos interpretar o que a pessoa quis fazer, em vez de olhar para o que ela efetivamente fez. \u201cTodos n\u00f3s temos gatilhos, traumas e medos. Cada um recebe as mensagens a partir do seu pr\u00f3prio olhar e reage sem parar para entender o olhar do outro\u201d, afirma Renata Rivetti, fundadora da Reconnect, empresa especializada em bem-estar corporativo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Evite imaginar inten\u00e7\u00f5es. Observe a situa\u00e7\u00e3o sem criar um ju\u00edzo de valor. Ou seja, sem criticar, comparar ou julgar as atitudes do outro. Por que o seu colega atrasa as entregas? Porque ele quis? Mas ser\u00e1 que ele tem acesso a todas as ferramentas e informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para executar o trabalho? Ser\u00e1 que outra etapa do projeto est\u00e1 deixando de cumprir os prazos?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Busque saber. E para saber voc\u00ea precisa ouvir com aten\u00e7\u00e3o, sem interromper os argumentos do outro antes que ele finalize cada um. Quando tudo estiver bem entendido, d\u00ea seu feedback. Esse \u00e9 o princ\u00edpio b\u00e1sico da escuta ativa.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na abordagem inicial, tamb\u00e9m vale ter aten\u00e7\u00e3o \u00e0s palavras e \u00e0 forma como elas s\u00e3o ditas. Por exemplo, em vez de soltar \u201cvoc\u00ea \u00e9 desorganizado; nunca entrega no prazo; sempre atrasa\u201d, tente algo como \u201cnos \u00faltimos tr\u00eas meses, eu percebi que os relat\u00f3rios de tal projeto foram entregues com atraso\u201d. O tom da mensagem fica menos agressivo. Uma dica \u00e9 deixar de lado palavras como \u201csempre\u201d e \u201cnunca\u201d \u2013 elas passam uma sensa\u00e7\u00e3o de exagero, e geralmente s\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/SA289_Comunicacao-N-Violenta4.png\" alt=\"-\" title=\"SA289_Comunicacao-N-Violenta4\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A segunda etapa \u00e9 a do sentimento. Ou seja, entender qual emo\u00e7\u00e3o a situa\u00e7\u00e3o desperta. Aqui \u00e9 importante estar com a intelig\u00eancia emocional em dia, afinal voc\u00ea precisa saber identificar o que est\u00e1 sentindo e explicar para a outra pessoa. Por exemplo, falar \u201ceu n\u00e3o gosto quando voc\u00ea envia o relat\u00f3rio atrasado\u201d n\u00e3o significa nada. Gostar n\u00e3o \u00e9 sentimento e ainda \u00e9 uma palavra muito gen\u00e9rica que n\u00e3o transmite o que voc\u00ea quer dizer. No formato da CNV seria \u201cme sinto frustrado quando os relat\u00f3rios s\u00e3o entregues depois do prazo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o violenta ajuda a explorar a forma com que os acontecimentos nos afetam e o quanto eles s\u00e3o importantes ou n\u00e3o. Se os atrasos de relat\u00f3rio n\u00e3o atrapalham, ent\u00e3o nem tem por que gastar tempo e energia resolvendo um problema que n\u00e3o existe.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma vez que fique claro como a situa\u00e7\u00e3o afeta voc\u00ea, \u00e9 hora de partir para a terceira etapa: a da necessidade. A ideia \u00e9 mostrar o que levou ao tal sentimento em rela\u00e7\u00e3o ao desempenho do outro. Algo como: \u201cme sinto frustrado porque as tarefas acabam se acumulando e eu preciso de tempo para cuidar de tudo com aten\u00e7\u00e3o e n\u00e3o cometer um erro\u201d. Quando voc\u00ea expressa exatamente o que quer, as chances de essas necessidades serem atendidas s\u00e3o maiores porque a outra pessoa entende sua motiva\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, vem a etapa do pedido, a hora de deixar claro o que voc\u00ea quer que a outra pessoa fa\u00e7a. Por exemplo: \u201ceu gostaria que voc\u00ea entregasse os relat\u00f3rios dentro do prazo estabelecido a partir do m\u00eas que vem\u201d. Essa abordagem \u00e9 bem mais efetiva, e pac\u00edfica, do que um \u201cd\u00e1 para n\u00e3o atrasar mais?\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas aten\u00e7\u00e3o: comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o violenta n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de passividade. N\u00e3o significa aceitar insubordina\u00e7\u00e3o, caso voc\u00ea seja o l\u00edder, ou ass\u00e9dio moral, caso voc\u00ea seja o liderado. Ela \u00e9, na verdade, uma ferramenta que ajuda a evitar que algum momento fortuito de agressividade se transforme numa bola de neve, e destrua rela\u00e7\u00f5es que estavam bem estabelecidas, ou que tinham tudo para ser mais produtivas no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No fundo, o fato \u00e9 que viver num ambiente de paz \u00e9 algo t\u00e3o b\u00e1sico para a condi\u00e7\u00e3o humana quanto alimento ou comida. E construir um cen\u00e1rio assim nas empresas talvez seja a parte mais importante do seu trabalho.\u2002<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">No dia a dia<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o violenta n\u00e3o faz parte da natureza humana e precisa ser desenvolvida com o tempo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>1. Autoconhecimento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As duas primeiras etapas da Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta (CNV) envolvem quest\u00f5es bem pessoais: nossos julgamentos e sentimentos. Busque entender quais gatilhos levam voc\u00ea e os outros a terem eventuais rea\u00e7\u00f5es agressivas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>2. Ou\u00e7a mais, fale menos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Escute o que o outro tem a dizer, sem interrup\u00e7\u00f5es. \u00c9 natural que a gente queira se defender ou dar a nossa opini\u00e3o na hora, mas interromper o outro no meio de um argumento sinaliza que voc\u00ea n\u00e3o se importa com o que ele tem a dizer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>3. Treine em casa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ambiente familiar \u00e9 onde nos sentimos mais \u00e0 vontade para expressar nossas emo\u00e7\u00f5es, incluindo a\u00ed a agressividade. Usar a CNV com amigos e parentes, ent\u00e3o, pode ser um bom treino para aplic\u00e1-la no trabalho \u2013 e n\u00e3o vai fazer mal nenhum, muito pelo contr\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u200b\u200b<strong>4.&nbsp;<\/strong><strong>Livre de julgamentos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o julgar as atitudes dos outros como \u201ccertas\u201d ou \u201cerradas\u201d \u00e9 uma tarefa dif\u00edcil. Um exerc\u00edcio para treinar essa habilidade \u00e9 avaliar situa\u00e7\u00f5es do seu dia a dia e buscar entender o que \u00e9 fato e o que foi puro julgamento seu. Anotar numa folha&nbsp;de papel pode ajudar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>5.&nbsp;Vitimiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o terceirize a responsabilidade dos seus sentimentos. Todos temos nossos medos e traumas, afinal. Mas a forma como voc\u00ea reage deve ser controlada. Entender o que engatilha rea\u00e7\u00f5es agressivas em voc\u00ea \u00e9 um bom primeiro passo para obter esse autocontrole.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u200b\u200b<strong>6. Nada de compara\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Evite comparar pessoas e situa\u00e7\u00f5es. N\u00e3o diga \u201cvoc\u00ea chega atrasado, enquanto fulano sempre cumpre o hor\u00e1rio\u201d. Num caso assim, seu objetivo n\u00e3o \u00e9 transformar uma pessoa em outra, mas entender quais s\u00e3o as raz\u00f5es que est\u00e3o levando aos atrasos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ambiente corporativo \u00e9 prop\u00edcio a rea\u00e7\u00f5es agressivas. Conhe\u00e7a as t\u00e9cnicas para evit\u00e1-las, e veja como construir um ambiente pac\u00edfico no trabalho. 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