{"id":7088,"date":"2024-02-21T08:40:42","date_gmt":"2024-02-21T11:40:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/?p=7088"},"modified":"2024-02-21T08:40:42","modified_gmt":"2024-02-21T11:40:42","slug":"fobia-financeira-entenda-o-medo-patologico-de-lidar-com-dinheiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/fobia-financeira-entenda-o-medo-patologico-de-lidar-com-dinheiro\/","title":{"rendered":"Fobia financeira: entenda o medo patol\u00f3gico de lidar com dinheiro"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O termo foi usado pela primeira vez em 2003. Hoje, ele \u00e9 um t\u00f3pico de discuss\u00e3o no mundo todo \u2013 especialmente no Brasil. Entenda de uma vez o problema.<\/h3>\n\n\n\n<p>Em meados de 2003, Brendan Burchell, professor do departamento de sociologia de Cambridge, recebeu uma proposta que n\u00e3o p\u00f4de recusar. Um banco digital brit\u00e2nico chamado Egg encomendou uma pesquisa para tentar comprovar a exist\u00eancia de algo chamado \u201cdislexia financeira\u201d \u2014 problema que, segundo eles, causaria uma incapacidade de lidar com dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o era exatamente filantropia: a institui\u00e7\u00e3o estava fazendo uma campanha grande de marketing no Reino Unido, e queria usar os eventuais dados que surgissem para promover sua marca.<\/p>\n\n\n\n<p>Burchell n\u00e3o era particularmente entusiasta da ideia, como contou \u00e0&nbsp;<em>Voc\u00ea S\/A<\/em>. O convencimento veio na forma de libras: o banco oferecia um cheque generoso pelo servi\u00e7o. Ele aceitou a proposta, e conduziu entrevistas com cerca de mil adultos no Reino Unido para ver se detectava a exist\u00eancia do problema.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a frustra\u00e7\u00e3o do banco, ele n\u00e3o encontrou nada que desse para descrever como dislexia financeira. Mas a grana n\u00e3o foi em v\u00e3o: Burchell acabou descobrindo outra coisa interessante.<\/p>\n\n\n\n<p>Um quinto dos entrevistados apresentou sintomas negativos (psicol\u00f3gicos e f\u00edsicos) quando tinham de gerenciar suas finan\u00e7as \u2013 mesmo quando bem ajustados na carreira e nas rela\u00e7\u00f5es pessoais. Metade deles tinha taquicardia nessas horas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tomadas por ansiedade, essas pessoas recorriam a t\u00e1ticas de evas\u00e3o: n\u00e3o verificavam saldos banc\u00e1rios e, em casos extremos, jogavam boletos e extratos fora.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele momento, n\u00e3o havia qualquer crise ou aperto econ\u00f4mico que pudesse justificar um comportamento financeiro disfuncional dos entrevistados. Inclusive, em 2003, o contexto macroecon\u00f4mico do Reino Unido era de estabilidade. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 3,3% em compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. O FTSE 100, \u00edndice das principais a\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o, fecharia em alta de 13,6% no ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor apelidou o problema de \u201cfobia financeira\u201d. O termo agradou o banco Egg, que ficou com o cr\u00e9dito de ter financiado o levantamento, amplamente difundido pela imprensa brit\u00e2nica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Entendendo a fobia<\/h3>\n\n\n\n<p>Vinte anos depois, Burchell j\u00e1 n\u00e3o quer mais saber do tema (nem o Egg, extinto em 2011). Mas o conceito de fobia financeira persistiu, e virou t\u00f3pico de discuss\u00f5es entre educadores financeiros e psic\u00f3logos ao redor do mundo \u2014 principalmente no Brasil, do qual falaremos mais adiante.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde que o professor cunhou o termo, j\u00e1 temos mais informa\u00e7\u00f5es sobre o problema. Dizemos \u201cproblema\u201d e n\u00e3o \u201cdoen\u00e7a\u201d porque a fobia financeira n\u00e3o est\u00e1 listada na Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Doen\u00e7as (CID) da OMS nem no Manual Diagn\u00f3stico e Estat\u00edstico de Transtornos Mentais (DSM).<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro, vamos destrinchar o termo. A palavra fobia vem do grego phobos, que significa \u201cmedo\u201d ou \u201cterror\u201d. Na psicologia, quando uma pessoa \u00e9 diagnosticada com uma fobia, significa que a ansiedade que sente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 circunst\u00e2ncia \u00e9 desproporcional ao perigo que ela representa.<\/p>\n\n\n\n<p>Fobia financeira, portanto, seria o medo irracional daquilo que deriva do financeiro: pagar contas, abrir extratos, lidar com gastos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o que sente Andr\u00e9 Dias, dono de uma pizzaria em S\u00e3o Paulo. Ao falar sobre as contas que precisa pagar \u2014 e, sendo empreendedor, s\u00e3o muitas \u2014 ele mostra suas m\u00e3os, tr\u00eamulas e suadas. Esses s\u00e3o os sintomas comuns do problema: paralisia, sudorese, acelera\u00e7\u00e3o dos batimentos card\u00edacos e, em casos mais graves, ataques de p\u00e2nico.<\/p>\n\n\n\n<p>Sorte do Andr\u00e9 \u00e9 ter a Ana, sua esposa. A advogada desenvolveu mecanismos para lembrar Andr\u00e9 de realizar os pagamentos com algum tempo de anteced\u00eancia, para ele preparar o cora\u00e7\u00e3o. \u201cDeixo post-its na casa toda para lembr\u00e1-lo de pagar as contas. \u00c0s vezes deixo at\u00e9 no ch\u00e3o, na entrada da casa\u201d, conta ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Andr\u00e9 n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico, claro. Uma pesquisa encomendada pela XP em 2020 entrevistou 1.501 brasileiros com mais de 18 anos, e concluiu que quase metade deles se sentiam inseguros ao lidar com quest\u00f5es financeiras (bem mais do que os 20% encontrados pelo professor Burchell no Reino Unido). De acordo com o resultado, 40% sentem culpa e ansiedade com quest\u00f5es financeiras, e 21% evitam abrir boletos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, um levantamento global do Serasa Experian de 2021, feito com 3 mil indiv\u00edduos de 10 pa\u00edses, constatou que os \u00edndices de estresse financeiro do Brasil s\u00e3o maiores do que a m\u00e9dia global em mais de 10 pontos percentuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Se tantas pessoas se sentem dessa forma, qual o impedimento para categorizar a fobia financeira oficialmente como um dist\u00farbio mental? Isso n\u00e3o ajudaria as pessoas a identificar o problema com mais facilidade, e os profissionais a lidarem melhor com ele?<\/p>\n\n\n\n<p>Para responder, \u00e9 preciso levar em conta duas quest\u00f5es. A primeira \u00e9 o n\u00edvel de exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 amea\u00e7a. Pegue a aracnofobia \u2013 o medo de aranhas. Basta bloquear o termo em suas redes sociais e n\u00e3o morar na Austr\u00e1lia (brincadeira \u00e0 parte: quantas aranhas voc\u00ea v\u00ea no ano?). Ou a aerofobia, que \u00e9 o medo de voar de avi\u00e3o e atinge 42% da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Ela \u00e9 mais inconveniente, mas s\u00e3o raros os casos de quem precisa voar com frequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o d\u00e1 para evitar a lida com dinheiro, ainda mais numa realidade em que s\u00f3 temos certeza de duas coisas: a morte e os boletos.<\/p>\n\n\n\n<p>Claro, h\u00e1 outras fobias que tamb\u00e9m n\u00e3o permitem uma vida funcional. Na fobia social, reconhecida pelo CID e pelo DSM, o fruto do medo irracional s\u00e3o intera\u00e7\u00f5es sociais cotidianas que, assim como o dinheiro, s\u00e3o fundamentais para a vida.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00ed entramos numa segunda quest\u00e3o: as influ\u00eancias externas que geram o problema. Elas s\u00e3o a chave para entender o motivo pelo qual a fobia financeira n\u00e3o \u00e9 (nem deve ser) classificada como uma doen\u00e7a \u2014 e o porqu\u00ea de a discuss\u00e3o ser t\u00e3o proeminente no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender melhor, vamos rebobinar 40 anos, em meio ao caos da&nbsp;<a href=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/economia\/inflacao-de-onde-ela-vem-do-que-se-alimenta-como-se-reproduz\/\">hiperinfla\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/SA_304_FOBIA_Financeira4.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=1024&amp;crop=1\" alt=\"-\" title=\"SA_304_FOBIA_Financeira4\"\/><figcaption>(Vini Capiotti\/VOC\u00ca S\/A)&nbsp;<em>(Vini Capiotti\/VOC\u00ca S\/A)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cultura do endividamento<\/h3>\n\n\n\n<p>Ao longo dos anos 1980 e no in\u00edcio dos 1990, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/economia\/inflacao-de-onde-ela-vem-do-que-se-alimenta-como-se-reproduz\/\">infla\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;no Brasil chegou a superar os 80% ao m\u00eas. Em 1989, foram a 1.972% no ano. Em 1993, viria o pico: 2.477% (em 2022, para comparar, ela foi de 5,8%).<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa que as coisas quase dobravam de pre\u00e7o de um m\u00eas para o outro. Na pr\u00e1tica, \u00e9 aquela hist\u00f3ria que todo mundo viveu ou ouviu falar: assim que o sal\u00e1rio ca\u00eda, come\u00e7ava a corrida para ver quem conseguia chegar mais r\u00e1pido \u00e0s prateleiras e fazer as compras do m\u00eas. Os sal\u00e1rios at\u00e9 subiam mensalmente, sen\u00e3o o pa\u00eds fechava as portas, mas era num ritmo menor que o da infla\u00e7\u00e3o \u2013 o neg\u00f3cio, ent\u00e3o, era fazer as compras o mais<br \/>r\u00e1pido poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o veio em 1994, com o Plano Real. Al\u00e9m de uma s\u00e9rie de reformas econ\u00f4micas, a moeda ficou atrelada ao d\u00f3lar. Um real, no come\u00e7o, valia um d\u00f3lar. Com isso, a infla\u00e7\u00e3o voltou a n\u00edveis racionais. Em 1995, 22%. Em 1998, 1,6%.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso abriu as portas para o&nbsp;<a href=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/noticias-sobre\/credito\">cr\u00e9dito<\/a>. Com a infla\u00e7\u00e3o baixa, dava para vender produtos de forma parcelada \u2013 j\u00e1 que os pre\u00e7os se manteriam relativamente est\u00e1veis por meses a fio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante dizer que, antes do Plano Real, o brasileiro n\u00e3o tinha muitas alternativas de compras parceladas. A maioria partia para o cons\u00f3rcio, uma esp\u00e9cie de poupan\u00e7a formada por pessoas que queriam adquirir um determinado bem no futuro. Esperava-se anos entre o pagamento da primeira parcela e a chegada do produto \u2013 um carro, um eletrodom\u00e9stico\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a implanta\u00e7\u00e3o do real, isso mudou. Institui\u00e7\u00f5es financeiras deram ao brasileiro um amplo acesso ao cr\u00e9dito e, consequentemente, \u00e0s parcelas. E a renda por aqui sempre foi baixa. Em 1995, por exemplo, 78% dos brasileiros ganhavam at\u00e9 R$\u202f300. Na \u00e9poca, um Gol 1.0 custava R$\u202f7.200. Uma geladeira Eletrolux, R$\u202f1.100. As parcelas, ent\u00e3o, precisavam ser (muito) extensas. Quase tanto quanto a de um cons\u00f3rcio (modalidade que ainda existe, diga-se, mas com menos representatividade do que tinha no passado).<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto \u00e9 que a cultura das parcelas a perder de vista foi substituindo a do cons\u00f3rcio, com a vantagem de que voc\u00ea sai com o produto na m\u00e3o logo que desembolsa o pagamento n\u00famero 1 (ou antes). Um est\u00edmulo extra para comprar. \u201cO parcelamento \u00e9 um acordo feito entre o varejo, a sociedade, o sistema financeiro e o governo para que as pessoas possam gastar\u201d, define Carla Beni, economista e professora da FGV.<\/p>\n\n\n\n<p>A abund\u00e2ncia de cr\u00e9dito somada \u00e0 aus\u00eancia de educa\u00e7\u00e3o financeira deu ruim. E hoje temos aquele dado apocal\u00edptico do Serasa: 4 em cada 10 brasileiros adultos t\u00eam d\u00edvidas penduradas, que n\u00e3o conseguem pagar. N\u00e3o \u00e0 toa. No&nbsp;<a href=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/economia\/teto-de-juros-do-cheque-especial-mostra-que-e-coerente-limitar-a-taxa-do-rotativo\">cheque especial<\/a>, os juros anuais s\u00e3o de 150% ao ano, em m\u00e9dia. No&nbsp;<a href=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/dinheiro\/com-teto-nos-juros-do-rotativo-fica-mais-dificil-ter-cartao-de-credito\">rotativo do cart\u00e3o<\/a>, que \u00e9 o cheque especial&nbsp;<em>on steroids<\/em>, mais de 400%.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/SA_304_FOBIA_Financeira__05.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=1024&amp;crop=1\" alt=\"-\" title=\"SA_304_FOBIA_Financeira_05\"\/><figcaption><em>(Arte\/VOC\u00ca S\/A)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Toda essa hist\u00f3ria forma uma bola de neve: a renda baixa (inclusive entre a classe m\u00e9dia, na compara\u00e7\u00e3o com outros pa\u00edses) torna as parcelas quase que a \u00fanica alternativa para a compra de bens dur\u00e1veis (e \u00e0s vezes nem t\u00e3o dur\u00e1veis). Elas v\u00e3o se amontoando e metamorfoseiam-se em d\u00edvidas duras de pagar. Com o saldo no negativo, vem a armadilha dos juros banc\u00e1rios, extraordinariamente maiores que o do consumo. E a\u00ed danou-se.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuitas pessoas que me procuram para falar sobre fobia financeira s\u00e3o do Brasil. Nunca soube o porqu\u00ea\u201d, disse Burchell. Pois bem, professor. Sob o nosso cen\u00e1rio, parece dif\u00edcil que o brasileiro m\u00e9dio n\u00e3o tenha taquicardia quando pensa em dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 justamente por isso que a fobia financeira provavelmente n\u00e3o entrar\u00e1 para o CID ou o DSM. \u201cN\u00e3o \u00e9 propriamente um problema psicol\u00f3gico. Trata-se frequentemente de uma realidade objetiva\u201d, diz a psic\u00f3loga Vera Rita Ferreira, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Pesquisa em Psicologia Econ\u00f4mica (Iarep).<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja: por esse ponto de vista, a fobia financeira estaria para o medo durante uma queda de avi\u00e3o (algo objetivo) do que para o medo de avi\u00e3o em si (irracional).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/SA_304_FOBIA_Financeira3.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=1024&amp;crop=1\" alt=\"-\" title=\"SA_304_FOBIA_Financeira3\"\/><figcaption><em>(Vini Capiotti\/VOC\u00ca S\/A)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Dinheiro como autocuidado<\/h3>\n\n\n\n<p>Independentemente da classifica\u00e7\u00e3o oficial da coisa, o fato \u00e9 que o medo de lidar com dinheiro \u00e9, sim, uma realidade para muita gente como o Andr\u00e9, que mencionamos no in\u00edcio do texto. E que, a despeito de quem nasceu primeiro \u2014 a falta de dinheiro que levou \u00e0 fobia ou a fobia que levou \u00e0 falta de dinheiro \u2014, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel resolver o problema enfrentando-o. E nem todo mundo ter\u00e1 uma Ana para colar post-its pela casa.<\/p>\n\n\n\n<p>O lado bom \u00e9 que d\u00e1 para atacar a fobia financeira por dois \u00e2ngulos: o econ\u00f4mico e o psicol\u00f3gico. Para os dois, existe uma m\u00e1xima: aquilo que n\u00e3o se pode medir, n\u00e3o se pode melhorar.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Thiago Godoy, especialista em educa\u00e7\u00e3o financeira, o primeiro passo \u00e9 fazer um raio-x minucioso da sua situa\u00e7\u00e3o e tra\u00e7ar uma estrat\u00e9gia para&nbsp;<a href=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/financas-pessoais\/superendividamento-como-sair-dessa-lama\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">quitar suas d\u00edvidas de uma vez<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para n\u00e3o deixar o problema escalonar novamente, o ideal \u00e9 montar uma rotina financeira, incorporando aos poucos o costume de acessar saldos e extratos diariamente. \u201cLidar com dinheiro \u00e9 uma forma de autocuidado. \u00c9 como higiene\u201d, diz Godoy. Ent\u00e3o, ficar tr\u00eas dias sem entrar na sua conta banc\u00e1ria equivaleria a tr\u00eas dias sem escovar os dentes\u2026 Isso coloca as coisas em perspectiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Claro, algo assim s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel quando voc\u00ea conseguir sentar e lidar com suas finan\u00e7as sem passar por crises de ansiedade no meio do caminho. Para Celso Sant\u2019Ana, psic\u00f3logo financeiro, \u00e9 a\u00ed que entra a&nbsp;<a href=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/financas-pessoais\/a-psicologia-das-financas-como-nossos-instintos-tornam-o-mercado-imprevisivel\">import\u00e2ncia de uma terapia<\/a>. Procurar ajuda profissional para entender de onde o problema surgiu (e ter ferramentas para controlar os sintomas) \u00e9 essencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Sim, lidar com tudo isso parece assustador. E \u00e9 mesmo. Especialmente por se tratar de dois assuntos ostracizados da mesa de jantar brasileira: situa\u00e7\u00e3o financeira e sa\u00fade mental.<\/p>\n\n\n\n<p>De qualquer forma, o mais importante \u00e9 entender que n\u00e3o falar sobre os problemas n\u00e3o vai fazer com que desapare\u00e7am \u2014 os tornar\u00e1 maiores. N\u00e3o h\u00e1 nada de deselegante nem de vergonhoso em ser honesto sobre suas finan\u00e7as, discuti-las com amigos e parentes, e buscar ajuda profissional quando elas afetarem seu corpo e sua mente. Afinal, pelo que os estudos indicam, essa sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais comum do que parece.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/desenvolvimento-pessoal\/fobia-financeira-entenda-o-medo-patologico-de-lidar-com-dinheiro\/\">Voc\u00ea SA<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O termo foi usado pela primeira vez em 2003. Hoje, ele \u00e9 um t\u00f3pico de discuss\u00e3o no mundo todo \u2013 especialmente no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7089,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"iawp_total_views":3,"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-7088","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-campal"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7088","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7088"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7088\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7089"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7088"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7088"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7088"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}