{"id":7647,"date":"2012-05-28T17:49:34","date_gmt":"2012-05-28T17:49:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.campal.com.br\/consultoria2\/?p=226"},"modified":"2012-05-28T17:49:34","modified_gmt":"2012-05-28T17:49:34","slug":"o-que-e-honestidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/o-que-e-honestidade\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 honestidade?"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: justify;\">Infelizmente, ser honesto numa sociedade onde a honestidade tem pouco valor \u00e9 motivo para entrevista na televis\u00e3o com direito a quinze segundos de fama. Ser\u00e1 que estamos vivendo definitivamente num pa\u00eds que optou pela desonestidade, a qualquer pre\u00e7o?<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser\u00e1 que estamos vivendo definitivamente num pa\u00eds que optou pela desonestidade, pelo jeitinho brasileiro, pelo modo mais f\u00e1cil de conseguir as coisas, custe o que custar? Trabalhar para conseguir algo de maneira honesta, respeitar os mais velhos, cumprir as leis ou torcer pelo sucesso alheio \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil assim?<br \/>\nEstamos no Brasil, amigo, entretanto, o fato de estarmos no Brasil nos permite tudo? Est\u00e1 escrito na constitui\u00e7\u00e3o ou em algum c\u00f3digo moral que as coisas il\u00edcitas s\u00e3o permitidas no pa\u00eds, desde que voc\u00ea n\u00e3o mate ningu\u00e9m? E se matar algu\u00e9m, ainda que consiga cumprir ou livrar-se da pena, significa que a sociedade deve perdo\u00e1-lo por isso?<br \/>\nH\u00e1 pouco mais de trinta ou quarenta anos, o conceito de honestidade era mais presente na fam\u00edlia, na escola e na sociedade em geral. Havia uma boa no\u00e7\u00e3o do que era permitido ou n\u00e3o. Os pol\u00edticos eram menos dissimulados ou, pelo menos, disfar\u00e7avam melhor, e as crian\u00e7as j\u00e1 sa\u00edam de casa mais preparadas e conscientes com rela\u00e7\u00e3o ao seu dever para com a sociedade.<br \/>\nHavia exce\u00e7\u00f5es? Claro que sim, por\u00e9m, menos escancaradas do que a dissimula\u00e7\u00e3o geral que tomou conta da nossa sociedade, infectada pelos v\u00edrus da pregui\u00e7a e da covardia. Aceitamos tudo embora n\u00e3o concordemos com tudo, mas a in\u00e9rcia nos deixa, literalmente, de bra\u00e7os cruzados.<br \/>\nA indigna\u00e7\u00e3o geral n\u00e3o \u00e9 suficiente para mobilizar as massas em torno de algo que n\u00e3o se justifica, mas explica toda nossa passividade. Assim, em vez de demonstrar a nossa insatisfa\u00e7\u00e3o, fazemos piada e, n\u00e3o raro, conseguimos rir da desgra\u00e7a alheia como se fosse um acontecimento corriqueiro.<br \/>\nChegamos a tal ponto que, em vez de investirmos pesado em educa\u00e7\u00e3o, princ\u00edpios e valores bem fundamentados, estamos preocupados com a falta de duzentos mil vagas nas pris\u00f5es brasileiras. Trezentos mil vagas dispon\u00edveis n\u00e3o s\u00e3o suficientes para acolher parte da nossa sociedade combalida.<br \/>\nQuer saber mais? Um milh\u00e3o de vagas nos pres\u00eddios n\u00e3o ser\u00e1 suficiente, pois, o problema do Brasil n\u00e3o \u00e9 espa\u00e7o nem dinheiro. Vivemos uma crise moral, \u00e9tica, educacional e pol\u00edtica. Carregamos, tristemente, o estigma do jeitinho brasileiro, onde nada \u00e9 permitido, mas tudo \u00e9 admitido. A diferen\u00e7a \u00e9 que ficamos sabendo mais r\u00e1pido por meio da Internet e da televis\u00e3o.<br \/>\nA not\u00edcia \u00e9 instant\u00e2nea, a rea\u00e7\u00e3o nem tanto. N\u00e3o ficamos mais chocados com tudo isso. Fazemos como a pr\u00f3pria justi\u00e7a, cega, surda e muda, a menos que tudo isso ocorra no quintal da nossa pr\u00f3pria casa. Se somos todos honestos, at\u00e9 prova em contr\u00e1rio, onde foi parar a nossa indigna\u00e7\u00e3o?<br \/>\nO que a maioria das pessoas aprende dentro de casa \u00e9 diferente. N\u00e3o me lembro de ter conhecido algu\u00e9m cujos pais ensinaram a roubar, matar, enganar, dissimular ou mentir descaradamente. Ao contr\u00e1rio, aprende-se desde pequeno o que \u00e9 certo ou errado, moral ou imoral, aceito ou n\u00e3o aceito pela sociedade. E no fundo da nossa consci\u00eancia ainda existe um pouco de discernimento.<br \/>\nHonestidade \u00e9 algo simples, n\u00e3o requer pr\u00e1tica nem habilidade. Basta fazer apenas aquilo que voc\u00ea aprendeu quando era crian\u00e7a: \u201cse n\u00e3o \u00e9 seu, n\u00e3o pegue\u201d, \u201cpegou por engano, devolva\u201d, \u201cpedir n\u00e3o ofende\u201d, \u201cdiga sempre a verdade\u201d e a melhor de todas: \u201cn\u00e3o fa\u00e7a aos outros o que n\u00e3o gostaria que fizessem a voc\u00ea\u201d.<br \/>\nInfelizmente, ser honesto numa sociedade onde a honestidade tem pouco valor \u00e9 motivo para entrevista na televis\u00e3o com direito a quinze segundos de fama. Isso justifica um pouco o que se passa no Brasil, atualmente, nessa mistura equivocada de coisas p\u00fablicas e privadas. Como diria Jean de La Bruy\u00e8re, ensa\u00edsta franc\u00eas: \u201cAt\u00e9 mesmo os homens honestos precisam de patifes \u00e0 sua volta. Existem coisas que n\u00e3o se pode pedir \u00e0s pessoas honestas para fazerem\u201d.<br \/>\nPensando bem, a que ponto chegamos. Encerro aqui com uma reflex\u00e3o de Voltaire, fil\u00f3sofo franc\u00eas, escrita h\u00e1 mais de duzentos anos: \u201cSe voc\u00ea n\u00e3o ensinar as pessoas a serem honestas \u2013 no ber\u00e7o, eu diria -, poucas conseguir\u00e3o aprender essa virtude por conta pr\u00f3pria.\u201d<br \/>\nPense nisso e seja feliz!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Administradores<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Infelizmente, ser honesto numa sociedade onde a honestidade tem pouco valor \u00e9 motivo para entrevista na televis\u00e3o com direito a quinze segundos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"iawp_total_views":2,"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-7647","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-campal"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7647","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7647"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7647\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7647"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7647"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7647"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}