{"id":7690,"date":"2012-10-19T11:34:03","date_gmt":"2012-10-19T11:34:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.campal.com.br\/consultoria2\/?p=431"},"modified":"2012-10-19T11:34:03","modified_gmt":"2012-10-19T11:34:03","slug":"consumidores-americanos-ignoram-o-abismo-fiscal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/consumidores-americanos-ignoram-o-abismo-fiscal\/","title":{"rendered":"Consumidores americanos ignoram o abismo fiscal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Os americanos est\u00e3o correndo em dire\u00e7\u00e3o ao abismo fiscal \u2014 mas ainda n\u00e3o perceberam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 agora, muitas das discuss\u00f5es sobre o <em>&#8220;fiscal cliff&#8221;<\/em> \u2014 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em aumentos de impostos e cortes de gastos p\u00fablicos agendados para entrar em efeito no fim do ano \u2014 se concentraram nas empresas. Executivos v\u00eam alertando h\u00e1 meses que ter\u00e3o de reduzir investimentos e cortar empregos se o Congresso e o presidente n\u00e3o evitarem, ou pelo menos retardarem, o abismo fiscal. Economistas t\u00eam procurado provas \u2014 at\u00e9 agora raras \u2014 de que as empresas j\u00e1 est\u00e3o puxando as r\u00e9deas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os consumidores, por\u00e9m, parecem inabalados. A confian\u00e7a do consumidor subiu no in\u00edcio de outubro para seu n\u00edvel mais alto desde antes da recess\u00e3o, segundo uma pesquisa da Universidade de Michigan divulgada na sexta-feira. Outra pesquisa de consumidores feita pela RBC Capital Markets este m\u00eas constatou que a maioria ou n\u00e3o estava acompanhando a quest\u00e3o, ou n\u00e3o estava preocupada com o abismo fiscal. S\u00f3 14% disseram que haviam mudado seus h\u00e1bitos de consumo ou de investimento por causa dele. Com toda a aten\u00e7\u00e3o que o abismo fiscal est\u00e1 recebendo em Washington e em Wall Street, a maioria dos consumidores simplesmente n\u00e3o est\u00e1 prestando aten\u00e7\u00e3o a ele, disse Tom Porcelli, principal economista da RBC nos Estados Unidos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Enquanto isso n\u00e3o aparecer [no jornal da cidade deles], meus pais n\u00e3o v\u00e3o entender nada sobre o abismo fiscal&#8221;, disse Porcelli. &#8220;Mesmo se algu\u00e9m reconhecer que o t\u00f3pico lhe parece familiar, provavelmente n\u00e3o conhecer\u00e1 os detalhes.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis os detalhes: Em 1\u00ba de janeiro, pela lei corrente, cortes de impostos criados no governo anterior, de George W. Bush, v\u00e3o expirar. Tamb\u00e9m expirar\u00e1 a redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de impostos sobre a folha de pagamentos criada em 2011. E a prorroga\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios que hoje d\u00e3o renda para dois milh\u00f5es de desempregados. Al\u00e9m disso, sem a renova\u00e7\u00e3o de um &#8220;remendo&#8221; tempor\u00e1rio hoje em vigor, milh\u00f5es de americanos ter\u00e3o de pagar mais imposto de renda.<\/p>\n<div>\n<div id=\"articleThumbnail_1\">\n<div><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" style=\"margin: 0px; border: 0px;\" src=\"http:\/\/si.wsj.net\/public\/resources\/images\/NA-BS722_ECONOM_D_20120927184322.jpg\" alt=\"image\" width=\"262\" height=\"174\" border=\"0\" hspace=\"0\" vspace=\"0\" \/><\/p>\n<div id=\"articleImage_1\" style=\"text-align: justify;\">\n<div>\u00a0No final das contas, o fim das regras tempor\u00e1rias representa cerca de US$ 400 bilh\u00f5es em aumento de impostos, segundo estimativas da CBO, uma ag\u00eancia ligada ao Congresso americano, mas que emprega economistas e analistas para estudar quest\u00f5es de or\u00e7amento p\u00fablico nos EUA. J\u00e1 o Centro de Pol\u00edticas Tribut\u00e1rias, um centro de estudos da iniciativa privada, estima que em 2013 quase 90% dos americanos ter\u00e3o impostos mais altos, numa m\u00e9dia de US$ 3.500 por ano, embora o impacto varie de acordo com a renda. Isso, combinado com os cortes de gastos, quase que certamente levaria de volta \u00e0 recess\u00e3o uma economia que ainda est\u00e1 fr\u00e1gil.<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nA imagem do &#8220;abismo&#8221; \u2014 geralmente atribu\u00edda a Ben Bernanke, presidente do Fed, o banco central americano \u2014 invoca uma amea\u00e7a \u00fanica que implica ou uma queda ou uma manobra para evit\u00e1-la. O cen\u00e1rio mais prov\u00e1vel \u00e9 que o Congresso agir\u00e1 para evitar alguns obst\u00e1culos, mas n\u00e3o todos. Os detalhes dependem muito da elei\u00e7\u00e3o presidencial do m\u00eas que vem.<br \/>\nNenhum partido, por\u00e9m, parece inclinado a prolongar a suspens\u00e3o dos impostos sobre folha de pagamentos, que em 2011 e 2012 reduziu de 6,2% para 4,2% o imposto da previd\u00eancia social retido na fonte. \u00c0 parte mudan\u00e7as de \u00faltima hora, quase todos os trabalhadores americanos ter\u00e3o um contracheque encolhido em janeiro, com pagamento, em m\u00e9dia, do equivalente a US$ 1.000\/ano a mais em imposto na fonte.<br \/>\nEconomistas pesquisados pelo The Wall Street Journal calculam que s\u00f3 a alta de impostos na fonte poderia eliminar 0,6 ponto porcentual do crescimento econ\u00f4mico anual. \u00c9 um golpe forte numa \u00e9poca em que economistas esperam menos de 2% de crescimento anualizado nos primeiros tr\u00eas meses de 2013. Jan Hatzius, economista chefe da\u00a0<a href=\"http:\/\/online.wsj.com\/public\/quotes\/main.html?type=djn&amp;symbol=GS\">Goldman Sachs<\/a>,\u00a0<a href=\"http:\/\/online.wsj.com\/public\/quotes\/main.html?type=djn&amp;symbol=GS?mod=inlineTicker\" target=\"\">GS\u00a0+0.18%<\/a>\u00a0disse que s\u00f3 a redu\u00e7\u00e3o no consumo bastaria para eliminar todo o benef\u00edcio esperado com a nova rodada de flexibiliza\u00e7\u00e3o quantitativa do Fed.<br \/>\n&#8220;Isso vai enfraquecer a economia em 2013 num ambiente em que j\u00e1 n\u00e3o estamos crescendo muito&#8221;, disse Hatzius.<br \/>\nOs gastos do consumidor, sempre uma pe\u00e7a cr\u00edtica da economia, s\u00e3o ainda mais importantes num per\u00edodo em que outros motores do crescimento parecem estar engasgando. A manufatura e as exporta\u00e7\u00f5es, que ajudaram a liderar os primeiros anos da recupera\u00e7\u00e3o, est\u00e3o enfraquecendo diante da queda na demanda mundial. Cortes governamentais, especialmente no n\u00edvel local, s\u00e3o outro empecilho ao crescimento. A constru\u00e7\u00e3o civil est\u00e1 voltando a crescer, mas o estouro da bolha imobili\u00e1ria deixou o setor murcho demais para gerar um impulso econ\u00f4mico.<br \/>\nOs consumidores conseguiram ajudar um pouco. As vendas de autom\u00f3veis t\u00eam sido fortes. Os gastos em restaurantes est\u00e3o crescendo. Medidas mais amplas de consumo e de vendas no varejo ca\u00edram no come\u00e7o do ano, mas se recuperaram depois. A alta nas bolsas de valores e a estabiliza\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os de resid\u00eancias est\u00e3o ajudando as fam\u00edlias a se sentirem mais ricas.<br \/>\nAinda assim, as finan\u00e7as dos americanos continuam abaladas. O mercado de trabalho est\u00e1 melhorando, mas continua fraco. A renda l\u00edquida mal est\u00e1 acompanhando a infla\u00e7\u00e3o. Os pre\u00e7os da gasolina est\u00e3o altos e o cr\u00e9dito continua dif\u00edcil para muitas fam\u00edlias. H\u00e1 poucas d\u00favidas de que uma grande alta de impostos teria um efeito forte e imediato nos gastos.<br \/>\nA quest\u00e3o \u00e9 qual efeito a mera amea\u00e7a do abismo fiscal ter\u00e1 sobre os consumidores. A \u00faltima vez em que Washington brincou com a economia, durante o debate no ano passado sobre aumentar ou n\u00e3o o limite de endividamento do governo, a confian\u00e7a do consumidor despencou, mas recuperou-se relativamente r\u00e1pido quando a amea\u00e7a passou. Os gastos n\u00e3o chegaram a cair.<br \/>\nN\u00e3o conte com a mesma brandura desta vez. O epis\u00f3dio de 2011 aconteceu em meados do ano, enquanto este deve esquentar bem na temporada de compras de fim de ano. E ao contr\u00e1rio do debate relativamente esot\u00e9rico sobre o teto de endividamento, a briga este ano ser\u00e1 sobre algo que todo mundo entende: quanto cada um paga em impostos.<br \/>\n&#8220;O limite de endividamento era muito mais te\u00f3rico para a m\u00e9dia das pessoas&#8221;, disse Michael McNamara, da\u00a0<a href=\"http:\/\/online.wsj.com\/public\/quotes\/main.html?type=djn&amp;symbol=MA\">MasterCard<\/a>\u00a0<a href=\"http:\/\/online.wsj.com\/public\/quotes\/main.html?type=djn&amp;symbol=MA?mod=inlineTicker\" target=\"\">MA\u00a0-1.48%<\/a>\u00a0SpendingPulse, que monitora o comportamento do consumidor. &#8220;Desta vez vai ser bem mais pessoal, afetando as finan\u00e7as dos indiv\u00edduos.&#8221;<br \/>\nPor enquanto, os americanos est\u00e3o mais concentrados na elei\u00e7\u00e3o, no mercado de trabalho ou talvez nas finais do campeonato de beisebol do que nas filigranas da pol\u00edtica fiscal. Mas, se Washington deixar os consumidores ca\u00edrem no abismo fiscal, a economia ter\u00e1 que fazer uma aterrissagem for\u00e7ada.<br \/>\nFonte: The Wall Street Journal\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os americanos est\u00e3o correndo em dire\u00e7\u00e3o ao abismo fiscal \u2014 mas ainda n\u00e3o perceberam. 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