{"id":7748,"date":"2013-08-22T13:17:14","date_gmt":"2013-08-22T13:17:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/?p=980"},"modified":"2013-08-22T13:17:14","modified_gmt":"2013-08-22T13:17:14","slug":"carga-tributaria-e-burocracia-tem-maior-peso-no-custo-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/carga-tributaria-e-burocracia-tem-maior-peso-no-custo-brasil\/","title":{"rendered":"Carga tribut\u00e1ria e burocracia t\u00eam maior peso no Custo Brasil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.revistaviverbrasil.com.br\/img\/materias\/73baba841e6d4326c2b391b4c5361726.jpg\" width=\"424\" height=\"314\" \/>O chamado Custo Brasil \u2014 cesta de encargos, burocracias e falta infraestrutura que tiram a competitividade da ind\u00fastria \u2014 encarece a manufatura nacional em 25,4% segundo estudo da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp), ao qual o Brasil Econ\u00f4mico obteve acesso. Segundo a entidade, esse n\u00famero j\u00e1 foi maior, mas devido \u00e0s desonera\u00e7\u00f5es e \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do custo de energia el\u00e9trica ele vem caindo paulatinamente. Se adicionado o efeito do c\u00e2mbio, que \u00e0 \u00e9poca do estudo estava a R$ 2,10, a Fiesp indica que o custo seria ainda maior: o produto nacional ficaria 34,2% mais caro que o de pa\u00edses competitivos.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">A pesquisa compara o custo de produ\u00e7\u00e3o no Brasil com o de outros 15 pa\u00edses\u2014 entre eles Alemanha, Argentina, Chile, China e Estados Unidos\u2014 em setores divididos por intensidade tecnol\u00f3gica. Para a Fiesp, carga tribut\u00e1ria e burocracia ainda s\u00e3o os maiores vil\u00f5es da produ\u00e7\u00e3o. Somente estes quesitos encarecem os produtos em 15,5% no geral. Em setores de m\u00e9dia intensidade tecnol\u00f3gica, que tiveram a folha de pagamentos desonerada e redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), o peso desses quesitos ainda chega a 17,9%. \u201cO governo j\u00e1 fez muita coisa para reduzir esse custo, mas o principal caminha devagar. Enquanto atrasam as concess\u00f5es de infraestrutura, a arrecada\u00e7\u00e3o cresce. N\u00e3o h\u00e1 um horizonte favor\u00e1vel no curto prazo\u201d, lamenta Jos\u00e9 Ricardo Roriz, diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp. Ele assume, contudo, que a din\u00e2mica cambial recente deve ajudar a ind\u00fastria nacional. Mas reitera que muitos dos pa\u00edses que serviram de compara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m sofreram uma desvaloriza\u00e7\u00e3o recente, o que diminui o ganho competitivo causado pela alta do d\u00f3lar.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Na \u00faltima segunda-feira, a Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas publicou uma carta sobre a taxa de equil\u00edbrio do c\u00e2mbio. Segundo o Centro de Macroecon\u00f4mica Aplicada, esta taxa est\u00e1 muito pr\u00f3xima da atual. O patamar de R$ 2,40, inclusive, estaria at\u00e9 abaixo do equil\u00edbrio, indicando que o real est\u00e1 desvalorizado. Desde 2009 isso n\u00e3o acontecia, de acordo com o economista Emerson Mar\u00e7al. \u201cIsso ajuda a recuperar a for\u00e7a de competi\u00e7\u00e3o de muitos setores, mas acende uma luz amarela frente \u00e0 deteriora\u00e7\u00e3o das contas externas\u201d, avalia. Roriz concorda que o c\u00e2mbio est\u00e1 em um bom patamar para a ind\u00fastria. Por\u00e9m, \u00e9 preciso aguardar a estabiliza\u00e7\u00e3o da moeda. At\u00e9 l\u00e1, as incertezas mais atrapalham do que ajudam. Al\u00e9m disso, pol\u00edticas contracionistas, implementadas em decorr\u00eancia da desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial, n\u00e3o s\u00e3o favor\u00e1veis \u00e0 ind\u00fastria. \u201cPara segurar a infla\u00e7\u00e3o, o governo est\u00e1 subindo os juros. Se o d\u00f3lar sobe e nos ajuda, a Selic tamb\u00e9m sobe e minimiza esse efeito. \u00c9 preciso atacar com maior velocidade esta dist\u00e2ncia que separa o Brasil do mundo competitivo\u201d, prega Roriz.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Roberto Ticoulat, presidente do Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (Ceciex), afirma que o pa\u00eds corre contra o tempo para garantir seu lugar ao sol em um mundo cada vez mais globalizado. O c\u00e2mbio, em sua vis\u00e3o, \u00e9 parte preponderante para que o pa\u00eds ganhe mercado no exterior e consiga reduzir o avan\u00e7o de importados no mercado dom\u00e9stico a longo prazo. \u201cAt\u00e9 o fim do ano, esse c\u00e2mbio mais alto n\u00e3o muda nada. Se mantiver este patamar, ser\u00e1 convertido em ganho de competitividade. Mas ningu\u00e9m sabe o que acontecer\u00e1 m\u00eas que vem, qui\u00e7\u00e1 2014\u201d, diz. Por fim, a Fiesp faz uma proje\u00e7\u00e3o catastr\u00f3fica. Caso o cen\u00e1rio atual permane\u00e7a, ela prev\u00ea uma participa\u00e7\u00e3o cada vez menor da ind\u00fastria no Produto Interno Bruto. Em 2012, o setor respondeu por 13,3% do PIB.Na proje\u00e7\u00e3o da entidade, em 2029, ela seria respons\u00e1vel por 9,3% de tudo o que o pa\u00eds produz de bens e servi\u00e7os.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.fenacon.org.br\/noticias-completas\/1302\" target=\"_blank\">Brasil Econ\u00f4mico<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O chamado Custo Brasil \u2014 cesta de encargos, burocracias e falta infraestrutura que tiram a competitividade da ind\u00fastria \u2014 encarece a manufatura [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1004,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"iawp_total_views":0,"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-7748","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-campal"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7748","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7748"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7748\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7748"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7748"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7748"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}