{"id":7765,"date":"2013-10-15T14:10:14","date_gmt":"2013-10-15T14:10:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/?p=1083"},"modified":"2013-10-15T14:10:14","modified_gmt":"2013-10-15T14:10:14","slug":"mapas-estrategicos-melhor-te-los","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/mapas-estrategicos-melhor-te-los\/","title":{"rendered":"Mapas estrat\u00e9gicos: melhor t\u00ea-los"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" alt=\"\" src=\"http:\/\/static.hsw.com.br\/gif\/xadrez-2.jpg\" width=\"320\" height=\"212\" \/>Planilhas do Excel, slides do PowerPoint, an\u00e1lises complexas, reuni\u00f5es diversas e l\u00e1 sai ele, cheio de clareza e dire\u00e7\u00e3o: o mapa estrat\u00e9gico de uma unidade de neg\u00f3cio, de uma organiza\u00e7\u00e3o inteira, ou de sua pr\u00f3pria vida. Independentemente do meio, o fim \u00e9 claro: ter uma dire\u00e7\u00e3o e evitar passividade e in\u00e9rcia. Um mapa estrat\u00e9gico \u00e9, como dizia um professor de Harvard, uma oportunidade de aprendizado j\u00e1 que a realidade sempre poder\u00e1 ser contrastada com o que foi colocado no papel no passado, dando substrato a uma boa conversa. Por que tais premissas foram utilizadas ontem e por que elas n\u00e3o s\u00e3o mais verdade hoje?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claro que o mundo, e a vida, n\u00e3o s\u00e3o lineares ou previs\u00edveis quanto \u00e0s vezes gostar\u00edamos, ent\u00e3o as previs\u00f5es do passado, mesmo que solidamente anal\u00edticas e pragm\u00e1ticas, dificilmente refletir\u00e3o 100% da realidade presente. Assim, o destino final do mapa estrat\u00e9gico corre o risco de tornar-se irrelevante com o tempo, o que \u00e9 naturalmente esperado. O problema \u00e9 quando os \u201cnavegadores\u201d desse mapa n\u00e3o est\u00e3o atentos as oportunidades espont\u00e2neas e imprevis\u00edveis que o caminho oferece, n\u00e3o questionando frequentemente a relev\u00e2ncia do destino final no cen\u00e1rio atual. Ouvimos e lemos com frequ\u00eancia que na natureza, e em\u00a0business, os que mais evoluem s\u00e3o os que melhor se adaptam ao ambiente em constante muta\u00e7\u00e3o, e isso se aplica bem no contexto de mapas estrat\u00e9gicos. O maior risco \u00e9 tratar estrat\u00e9gia, pessoal ou corporativa, como um destino fixo e permanente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mundo corporativo n\u00e3o faltam exemplos de empresas que quebraram por desconsiderar o que estava acontecendo nas ruas em detrimento de slides produzidos no passado. Um exemplo cl\u00e1ssico, recente e conhecido por todos \u00e9 a Kodak, que desconsiderou a evolu\u00e7\u00e3o da concorr\u00eancia e a din\u00e2mica de prefer\u00eancia do consumidor, insistindo que a melhor dire\u00e7\u00e3o era focar em fotografia anal\u00f3gica, com filmes. Por ser grande e pesada demais, os navegadores da Kodak n\u00e3o tiveram a agilidade necess\u00e1ria para se adaptar quando perceberam que aquele destino n\u00e3o fazia mais sentido, e assim a empresa que brilhava h\u00e1 10 anos atr\u00e1s quase declarou fal\u00eancia em 2012, matando ou vendendo boa parte das suas unidades de neg\u00f3cio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas tamb\u00e9m existem as hist\u00f3rias de empresas com roteiro para chegar em A e que no caminho perceberam que B seria bem melhor, e pra l\u00e1 seguiram e foram felizes. Um exemplo interessante \u00e9 do Post-It, da 3M. Os bloquinhos de anota\u00e7\u00e3o com cola nas costas foram um errado que deu certo. O plano era chegar numa cola extraforte, que foi testada num peda\u00e7o de papel e grudada na parede para observar sua durabilidade. O resultado j\u00e1 sabemos: a cola era fraca demais para ser chamada de \u201cforte\u201d, por\u00e9m \u201cforte\u201d o suficiente para permitir que aquele peda\u00e7o de papel fosse colado e recolado v\u00e1rias vezes. Surgiu o Post-It, uma inova\u00e7\u00e3o simples por\u00e9m impactante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Traduzindo tudo isso para estrat\u00e9gia de carreira e vida, a mesma analogia pode ser utilizada: foco apenas no destino pode mascarar as oportunidades de redirecionamento mais interessantes. Olhando minha pr\u00f3pria carreira observo que sempre tive metas ambiciosas, mas elas mudaram, e ainda mudam, frequentemente de acordo com o que aprendo sobre o mercado, o mundo e mim mesmo. Comecei querendo ser um cientista de sucesso, com publica\u00e7\u00f5es em revistas de peso e respeito pelos meus pares; entendi que aquele destino n\u00e3o seria o melhor pra mim e mudei os rumos, seguindo em dire\u00e7\u00e3o a inova\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica no mundo corporativo. Trabalhar numa multinacional gigantesca, na Su\u00ed\u00e7a, foi fascinante, e certamente me vi ocupando posi\u00e7\u00f5es de poder e influ\u00eancia dentro do meu nicho. Por\u00e9m o caminho me mostrou que sou mais produtivo e realizado discutindo e fazendo acontecer muito al\u00e9m da \u00e1rea t\u00e9cnica, e foi por isso que embarquei rumo ao MBA de Harvard. E o meu mapa, sempre na vers\u00e3o rascunho, continua sendo editado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, concordo com o que um outro professor do MBA defendia: \u201cquando voc\u00ea est\u00e1 perdido, qualquer mapa te ajudar\u00e1\u201d. Para evitar que seu mapa, pessoal ou corporativo, seja ditado por quem tenha menor conhecimento de causa, vale a pena estudar e questionar o mercado (ou seu contexto), atentando para pontos fortes e fracos, e tra\u00e7ar uma dire\u00e7\u00e3o. Afinal, como recomenda a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), caminhar \u00e9 preciso!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: HBRBR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Planilhas do Excel, slides do PowerPoint, an\u00e1lises complexas, reuni\u00f5es diversas e l\u00e1 sai ele, cheio de clareza e dire\u00e7\u00e3o: o mapa estrat\u00e9gico [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1097,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"iawp_total_views":27,"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-7765","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-campal"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7765","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7765"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7765\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7765"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7765"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7765"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}