{"id":7816,"date":"2014-02-04T16:46:22","date_gmt":"2014-02-04T16:46:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/?p=1475"},"modified":"2014-02-04T16:46:22","modified_gmt":"2014-02-04T16:46:22","slug":"o-rugbi-virou-negocio-no-brasil-e-cresce-rapidamente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/o-rugbi-virou-negocio-no-brasil-e-cresce-rapidamente\/","title":{"rendered":"O r\u00fagbi virou neg\u00f3cio no Brasil, e cresce rapidamente"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" alt=\"Arap, da Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Rugby\" src=\"http:\/\/exame2.abrilm.com.br\/assets\/images\/2014\/1\/425660\/size_590_arap.jpg?1390919318\" width=\"354\" height=\"266\" \/>Vestir a camisa da sele\u00e7\u00e3o \u00e9 o auge da carreira de qualquer atleta. No caso do r\u00fagbi brasileiro, por\u00e9m, durante muito tempo estar entre os melhores envolveu pouco ou nenhum glamour. Para praticar o\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/www.exame.com.br\/topicos\/esportes\">esporte<\/a><\/strong>, al\u00e9m de suar a camisa, os jogadores bancavam cada centavo do pr\u00f3prio bolso \u2014 dos uniformes ao transporte nos dias de jogo. Para enfrentar rivais, viajavam at\u00e9 15 horas de \u00f4nibus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 uma hist\u00f3ria que o advogado Sami Arap, de 49 anos, conhece bem. Jogador na \u00e9poca da faculdade, ele chegou a ser capit\u00e3o da\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/www.exame.com.br\/topicos\/selecao-brasileira-de-futebol\">sele\u00e7\u00e3o brasileira<\/a><\/strong>. Mas, sem perspectiva de ganhar a vida assim, montou o pr\u00f3prio escrit\u00f3rio de advocacia. Agora, duas d\u00e9cadas mais tarde, voltou a se dedicar ao r\u00fagbi sem ganhar nada por isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A diferen\u00e7a \u00e9 que, desta vez, sua meta \u00e9 mudar a realidade do esporte. O esfor\u00e7o come\u00e7ou em 2010, quando ajudou a profissionalizar a confedera\u00e7\u00e3o brasileira. \u201cSe pensasse duas vezes, n\u00e3o teria feito nada. Mas a vontade de ver o r\u00fagbi dar certo falou mais alto\u201d, diz Arap, presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Rugby.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 frente de um grupo de ex-jogadores engajados, Arap vem conduzindo uma guinada do esporte no pa\u00eds. O or\u00e7amento saltou de 30\u2009000, em 2010, para 12 milh\u00f5es de reais, em 2013. Neste ano, dever\u00e1 chegar a 17 milh\u00f5es de reais \u2014 o mesmo do handebol, que levou tr\u00eas d\u00e9cadas para atingir esse patamar e acaba de conquistar um feito hist\u00f3rico: o time feminino venceu o \u00faltimo campeo\u00adnato mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A lista de patrocinadores do r\u00fagbi quadruplicou para 17 empresas, como o banco Bradesco e a fabricante de\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/www.exame.com.br\/topicos\/bens-de-consumo\">bens de consumo<\/a><\/strong>\u00a0Unilever, que vai montar o primeiro centro de forma\u00e7\u00e3o de atletas da modalidade, para at\u00e9 100 jovens de 15 a 19 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O objetivo \u00e9 que dali saiam jogadores para representar o pa\u00eds em 2016, no Rio de Janeiro, quando o esporte voltar\u00e1 a figurar na Olimp\u00edada ap\u00f3s 80 anos de aus\u00eancia. \u201cNenhuma outra confedera\u00e7\u00e3o teve uma ascens\u00e3o t\u00e3o fulminante no Brasil\u201d, afirma Marcus Vinicius Freire, diretor executivo de esportes do Comit\u00ea Ol\u00edmpico Brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atrair a aten\u00e7\u00e3o para o r\u00fagbi n\u00e3o \u00e9 algo simples. Embora sua trajet\u00f3ria seja t\u00e3o antiga quanto a do futebol, o esporte ocupa apenas a 15a posi\u00e7\u00e3o entre os mais populares do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vers\u00e3o mais aceita diz que o paulista Charles Miller, filho de um imigrante escoc\u00eas, trouxe uma bola de futebol e outra de r\u00fagbi de sua temporada na Inglaterra em 1894 e fundou os primeiros times das duas modalidades no S\u00e3o Paulo Athletic Club (Spac), que existem at\u00e9 hoje. Desde ent\u00e3o o Brasil virou o pa\u00eds do futebol \u2014 e o r\u00fagbi continua restrito a um punhado de aficionados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo assim, Arap acreditou que poderia usar a experi\u00eancia que ele e alguns ex-colegas de campo tinham adquirido em neg\u00f3cios para virar o cen\u00e1rio. O primeiro passo foi formalizar o esporte, at\u00e9 ent\u00e3o sem v\u00ednculo com o Minist\u00e9rio do Esporte. Criou-se um conselho, presidido por Eduardo Mufarej, s\u00f3cio do fundo de private equity Tarpon e ex-jogador de r\u00fabgi nos tempos de escola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jean-Marc Etlin, vice-presidente do banco Ita\u00fa BBA, que fez parte da sele\u00e7\u00e3o brasileira, tornou-se vice. Munidos de uma pesquisa da consultoria Deloitte, em que o r\u00fagbi encabe\u00e7a a lista de modalidades cuja base de f\u00e3s mais deve crescer, o grupo vendeu a imagem de um investimento promissor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcas que j\u00e1 bancavam o esporte em outros pa\u00edses foram as primeiras convertidas, como a cervejaria Heineken e a Alpargatas, dona da marca Topper, fornecedora oficial dos uniformes. \u201cO profissionalismo da equipe nos deu seguran\u00e7a\u201d, diz Fernando Beer, diretor de marketing da Alpargatas. A inclus\u00e3o na pr\u00f3xima Olimp\u00edada tamb\u00e9m ajudou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com dinheiro, a confedera\u00e7\u00e3o p\u00f4de bancar passagens e estadia para os times no campeonato brasileiro. O n\u00famero de equipes registradas passou de 70 para 115. Em 2011, a final e a semifinal passaram a ser transmitidas pelo canal SporTV, com audi\u00eancia estimada em 1 milh\u00e3o de espectadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naquele ano, a sele\u00e7\u00e3o venceu pela primeira vez a Argentina, uma das pot\u00eancias do esporte, num torneio regional, por 7 a zero \u2014 o jogo, diga-se, n\u00e3o era na vers\u00e3o completa, com 15 jogadores, mas num formato reduzido, conhecido como seven.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda h\u00e1, claro, muito a fazer. At\u00e9 hoje os times n\u00e3o conseguem pagar sal\u00e1rio aos jogadores, que t\u00eam de se bancar. E a remunera\u00e7\u00e3o dos jogadores da sele\u00e7\u00e3o n\u00e3o passa dos 3\u202f350 reais por m\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fortalecer a forma\u00e7\u00e3o de atletas e ter uma liga forte de clubes \u00e9 o que a Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de V\u00f4lei (CBV) fez a partir dos anos 70. Hoje, a CBV arrecada 80 milh\u00f5es de reais por ano, tem uma liga forte e ajudou a consolidar o Brasil como pot\u00eancia mundial. A ideia \u00e9 que o r\u00fagbi trilhe o mesmo caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO patamar do esporte come\u00e7a a mudar\u201d, afirma Maria Paula da Silva, a Magic Paula, que, a convite de Arap, se tornou membro independente do conselho. Pelo menos comprar a pr\u00f3pria camisa e viajar de \u00f4nibus para jogar pela sele\u00e7\u00e3o s\u00e3o percal\u00e7os que definitivamente ficaram para tr\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Exame<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vestir a camisa da sele\u00e7\u00e3o \u00e9 o auge da carreira de qualquer atleta. 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