{"id":8046,"date":"2016-09-13T10:47:56","date_gmt":"2016-09-13T13:47:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/?p=3621"},"modified":"2025-03-20T09:31:45","modified_gmt":"2025-03-20T12:31:45","slug":"o-brasil-nao-pode-ficar-como-esta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/o-brasil-nao-pode-ficar-como-esta\/","title":{"rendered":"O Brasil n\u00e3o pode &#034;ficar como est\u00e1&#034;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" alt=\"Resultado de imagem para brasil estagnado\" src=\"https:\/\/www.redesul.com.br\/img\/noticias_galeria\/mg\/1jpg570cf9da6b980.jpg\" width=\"428\" height=\"321\" \/>Parece que tudo est\u00e1 caminhando no Brasil para uma recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. O &#8220;fundo do po\u00e7o&#8221; j\u00e1 teria ficado para tr\u00e1s e alguns economistas chegam at\u00e9 a projetar um crescimento do PIB no pr\u00f3ximo ano em 2%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois da queda nos termos de troca, o crescimento da economia brasileira sofreu uma forte desacelera\u00e7\u00e3o j\u00e1 em 2013. A rea\u00e7\u00e3o infantil do governo, ao diagnosticar a desacelera\u00e7\u00e3o como um problema simples de insufici\u00eancia de demanda agregada, e sua insist\u00eancia numa pol\u00edtica fiscal expansionista (combinada com uma mortal politica monet\u00e1ria de taxa de juros elevada) para promover o crescimento, gerou uma profunda crise de confian\u00e7a, contra\u00e7\u00e3o nos investimentos produtivos e do PIB, a partir de 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ascens\u00e3o de Michel Temer \u00e0 Presid\u00eancia, com a nova equipe econ\u00f4mica prometendo promover reformas institucionais, trouxe uma recupera\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a e, neste primeiro semestre, a economia brasileira teria atingido seu pior n\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A reforma fiscal ser\u00e1 a m\u00e3e das demais reformas. Os juros poder\u00e3o cair e a taxa de c\u00e2mbio se tornar\u00e1 mais competitiva<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa economia em condi\u00e7\u00f5es normais, depois de dois anos de recess\u00e3o, a recupera\u00e7\u00e3o c\u00edclica deveria ser natural e forte. A previs\u00e3o de 2% de crescimento do PIB seria uma previs\u00e3o pessimista. Se fizermos um retrospecto hist\u00f3rico da economia brasileira desde 1900 esta previs\u00e3o \u00e9 ainda um desastre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, nas atuais condi\u00e7\u00f5es em que se encontra a economia brasileira, um crescimento de 2%, em 2017 \u00e9 uma previs\u00e3o bastante otimista. As promessas de reformas institucionais ainda n\u00e3o foram cumpridas. As decis\u00f5es fiscais tomadas at\u00e9 agora, particularmente os reajustes salariais de segmentos do funcionalismo p\u00fablico, come\u00e7am a minar a confian\u00e7a conquistada. O fato \u00e9 que n\u00e3o vimos ainda mudan\u00e7as na pol\u00edtica macroecon\u00f4mica de curto prazo, nem no longo prazo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A leitura que come\u00e7a a ser feita \u00e9 que o governo n\u00e3o tem sentido de urg\u00eancia e nem a percep\u00e7\u00e3o da gravidade da situa\u00e7\u00e3o fiscal que vivemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns dados ser\u00e3o suficientes para percebermos a gravidade das condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas em que vivemos. Tomemos aquilo que salta aos olhos: a aberrante taxa de juros que drena recursos tanto do setor privado como p\u00fablico e agrava a situa\u00e7\u00e3o fiscal como uma bola de neve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiro fato not\u00e1vel \u00e9 que a sociedade brasileira tem um disp\u00eandio com pagamento de juros totalmente fora do padr\u00e3o internacional. Uma pesquisa do professor Nelson Marconi, da FGV\/EESP, utilizando os dados das contas nacionais, aponta que os pagamentos de juros do setor p\u00fablico e privado atingem a espetacular cifra de 40% do PIB, em 2011. Como pode crescer em uma economia sufocada pelo segmento financeiro, que apropria 40% do PIB? N\u00e3o \u00e9 por acaso que o custo m\u00e9dio do capital de empresas n\u00e3o-financeiras no Brasil seja mais de duas vezes o retorno do capital produtivo investido!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estes gastos com juros, considerando apenas o setor p\u00fablico, na m\u00e9dia de 1997 a 2014, atingiram 6,1% do PIB, comparado a uma m\u00e9dia de pa\u00edses desenvolvidos de 1,98% do PIB e m\u00e9dia dos emergentes, exclu\u00eddo o Brasil, de 2,44% do PIB, segundo dados apresentados pela DEPEC-Bradesco. Estes mesmos gastos em 2015 atingiram 8,5% do PIB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se as reformas institucionais prometidas pelo governo n\u00e3o forem implementadas, estes dados crescer\u00e3o explosivamente. Segundo proje\u00e7\u00f5es do Departamento de Competitividade e Tecnologia da FIESP, se &#8220;tudo ficar como est\u00e1&#8221;, isto \u00e9, se mantivermos a din\u00e2mica dos gastos p\u00fablicos, sem mudan\u00e7as nas vincula\u00e7\u00f5es e indexa\u00e7\u00f5es e a mesma tend\u00eancia de aumento na carga tribut\u00e1ria, com sucessivos d\u00e9ficits p\u00fablicos, a d\u00edvida p\u00fablica chegar\u00e1, em 2025, a 167,4% do PIB, com carga tribut\u00e1ria de 44,5% do PIB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 evidente que a taxa de investimento declinaria ainda mais e a economia brasileira n\u00e3o cresceria. Neste quadro, a taxa de desemprego cresceria para 17% e a situa\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica se tornar\u00e1 insustent\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mais alarmante neste quadro \u00e9 que a elite que est\u00e1 no poder parece que n\u00e3o percebeu muito a gravidade da situa\u00e7\u00e3o fiscal e a necessidade urgente de reformas. Por outro lado, a oposi\u00e7\u00e3o a esta elite, a esquerda liderada pelo PT, continua numa f\u00e9 religiosa de que a expans\u00e3o dos gastos p\u00fablicos \u00e9 solu\u00e7\u00e3o para a estagna\u00e7\u00e3o, incitando as massas a reivindicar mais e mais, como se fosse poss\u00edvel apropriar mais do que 100% do PIB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O modelo atual de pol\u00edtica macroecon\u00f4mica, de taxa de juros elevada, taxa de c\u00e2mbio apreciada e pol\u00edtica fiscal expansionista se esgotou. A reforma fiscal ser\u00e1 m\u00e3e das demais reformas necess\u00e1rias. Feita esta reforma, a taxa de juros poder\u00e1 cair no Brasil, equalizando-o com os demais pa\u00edses e a taxa de c\u00e2mbio poder\u00e1 ser mais est\u00e1vel e competitiva. S\u00f3 a\u00ed teremos crescimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parece que tudo est\u00e1 caminhando no Brasil para uma recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. 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