{"id":8103,"date":"2017-06-19T08:28:17","date_gmt":"2017-06-19T11:28:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/?p=4048"},"modified":"2017-06-19T08:28:17","modified_gmt":"2017-06-19T11:28:17","slug":"cashback-estrategia-ou-so-mais-um-modismo-no-varejo-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/cashback-estrategia-ou-so-mais-um-modismo-no-varejo-brasileiro\/","title":{"rendered":"Cashback: estrat\u00e9gia ou s\u00f3 mais um modismo no varejo brasileiro?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.administradores.com.br\/_assets\/modules\/noticias\/noticia_119579.jpg?v=1497380692\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das mais importantes estrat\u00e9gias de reten\u00e7\u00e3o do varejo s\u00e3o os programas de fidelidade. Para o lojista, representa um pequeno investimento que aumentar\u00e1 as chances de o cliente realizar outras compras, al\u00e9m de facilitar o aumento do t\u00edquete m\u00e9dio. Para o consumidor, \u00e9 uma vantagem a mais por algo que ele iria comprar de qualquer maneira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a Nielsen, o Brasil \u00e9 o pa\u00eds latino-americano com maior ades\u00e3o a programas de fidelidade, com uma participa\u00e7\u00e3o de 53% dos clientes entrevistados. Do total de clientes que aderem, 29% afirmam que se identificam no programa ao acessar a conta na pr\u00f3pria loja e ceder informa\u00e7\u00f5es como n\u00famero de telefone, endere\u00e7o de e-mail e outras informa\u00e7\u00f5es. Outros 42% o fazem acessando o site do varejista de casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <em>cashback<\/em>, modalidade que vem ganhando espa\u00e7o no Brasil, difere em apenas um ponto dos tradicionais programas de fidelidade: como o pr\u00f3prio nome sugere, parte do dinheiro \u00e9 devolvido ao cliente ap\u00f3s a compra. Dessa maneira, todos os elos da cadeia de compra s\u00e3o favorecidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 nada de novo sob esse c\u00e9u. O <em>cashback<\/em> \u00e9 velho conhecido do varejo f\u00edsico, especialmente nos Estados Unidos, onde \u00e9 praticado desde a d\u00e9cada de 80. Em 1998, a <em>pontocom Ebates<\/em> apostou na aplica\u00e7\u00e3o do mesmo m\u00e9todo em sites de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico, que ainda estavam em sua aurora. A empresa sobreviveu ao estouro da bolha em 2001 e foi adquirida por quase US$ 1 bilh\u00e3o pela Rakuten em 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, as coisas n\u00e3o foram t\u00e3o f\u00e1ceis. A Compra3, fundada em 2007, tentou importar o mesmo modelo. Uma boa ideia em tempo errado: mesmo com o e-commerce ainda incipiente no Brasil, a startup chegou a ter 600 mil clientes e um faturamento anual milion\u00e1rio. No entanto, encerrou suas atividades em 2013, per\u00edodo da quebradeira das empresas de compras coletivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A estrat\u00e9gia \u00e9 semelhante \u00e0s compras coletivas &#8211; tanto que alguns retornos gerados s\u00e3o de 200% em rela\u00e7\u00e3o ao valor do produto adquirido. N\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia: os s\u00f3cios fundadores haviam tocado, at\u00e9 2013, uma plataforma de compras coletivas. Dois anos ap\u00f3s a venda do neg\u00f3cio, criaram a Beblue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As semelhan\u00e7as n\u00e3o v\u00e3o muito al\u00e9m disso. Diferente da experi\u00eancia anterior, a ideia n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simpl\u00f3ria como atrair legi\u00f5es de consumidores oferecendo uma barganha para eles e a promessa de visibilidade para o lojista. Os dados dos usu\u00e1rios da plataforma s\u00e3o compartilhados com os parceiros, o que permite a identifica\u00e7\u00e3o de tend\u00eancias de consumo e an\u00e1lise do comportamento dos consumidores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Na compra coletiva, o usu\u00e1rio realizava a compra espor\u00e1dica. Na nossa solu\u00e7\u00e3o, a gente tem um engajamento maior dos usu\u00e1rios, conseguimos apurar um engajamento em raz\u00e3o da presen\u00e7a da solu\u00e7\u00e3o no com\u00e9rcio local e tamb\u00e9m participando do dia a dia das compras desse consumidor&#8221;, explica Daniel Gava, cofundador e COO da BeBlue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma preocupa\u00e7\u00e3o das empresas \u00e9 acabar depreciando o produto em troca do aumento da base de clientes. Afinal, h\u00e1 um diferencial no produto ou servi\u00e7o ou os consumidores s\u00f3 est\u00e3o ali \u00e0 espera de recompensas pelas compras?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Malavota, a configura\u00e7\u00e3o atual do mercado n\u00e3o tira o m\u00e9rito do produto em detrimento das promo\u00e7\u00f5es, descontos ou cashback. &#8220;A oferta de valor hoje em dia \u00e9 muito grande. Como as empresas precisam se diferenciar, criar atrativo via desconto n\u00e3o \u00e9 dem\u00e9rito para o produto. Muitas empresas oferecem entendendo que h\u00e1 uma margem de negocia\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma recompensa para o cliente e para a empresa que divulga neg\u00f3cios cadastrados&#8221;, relata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como exemplo, ele cita que alguns neg\u00f3cios optam por alocar a verba que seria usada na compra de publicidade em ve\u00edculos de m\u00eddia na aquisi\u00e7\u00e3o direta de clientes. Dessa maneira, investem no marketing boca-a-boca, que j\u00e1 provou ser a maneira mais eficaz de divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cashback demonstra ser uma tend\u00eancia &#8212; n\u00e3o t\u00e3o viral quanto as compras coletivas, por\u00e9m firme rumo \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o. O mercado j\u00e1 conta com players que operam em um n\u00edvel alto de profissionalismo, enquanto o modelo em si demonstra ser lucrativo para todos os elos. Se o modelo ir\u00e1 prevalecer ou n\u00e3o, quem vai determinar \u00e9 o mesmo sujeito de sempre: o consumidor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Administradores<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das mais importantes estrat\u00e9gias de reten\u00e7\u00e3o do varejo s\u00e3o os programas de fidelidade. 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