{"id":8126,"date":"2017-12-29T07:08:54","date_gmt":"2017-12-29T10:08:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/?p=4395"},"modified":"2017-12-29T07:08:54","modified_gmt":"2017-12-29T10:08:54","slug":"bom-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/bom-2018\/","title":{"rendered":"Bom 2018?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O que ser\u00e1 o amanh\u00e3? Como vai ser o meu destino? (Samba enredo O Amanh\u00e3, 1978, Uni\u00e3o da Ilha)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2018 pode vir a ser um ano excelente para a economia brasileira. Mas, amea\u00e7ando tal cen\u00e1rio benigno, h\u00e1 grande risco de que a recupera\u00e7\u00e3o c\u00edclica ora em curso venha a ser revertida. De que fatores depende tal disjuntiva?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tabela mostra os cen\u00e1rios mais prov\u00e1veis para 2018. Cada um dos quatro cen\u00e1rios aventados na tabela representa uma combina\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio externo e do cen\u00e1rio interno, para os quais proponho progn\u00f3sticos bons e ruins.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a economia brasileira, os principais fatores de risco no cen\u00e1rio externo s\u00e3o o processo de normaliza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, ora em curso nos EUA, e o crescimento da China. Claro que outros fatores s\u00e3o tamb\u00e9m importantes, como o risco geopol\u00edtico em \u00e1reas como a Coreia do Norte e o Oriente M\u00e9dio, ou um eventual recrudescimento da crise europeia. N\u00e3o obstante, a principal fonte de risco para n\u00f3s seria uma eventual acelera\u00e7\u00e3o pelo Fed da alta programada dos juros nos EUA, que teria o potencial de causar fugas de capitais, como em crises passadas. A queda significativa de crescimento da China tamb\u00e9m causaria grande dano nos pre\u00e7os das exporta\u00e7\u00f5es de commodities, reduzindo o impulso de demanda e prejudicando nossas contas externas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.valor.com.br\/sites\/default\/files\/gn\/17\/12\/arte29opin-101-col_op2-a9.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 para o cen\u00e1rio interno, a principal fonte de risco \u00e9 o quadro fiscal, dado que nossa d\u00edvida p\u00fablica se encontra em trajet\u00f3ria explosiva, sendo imperioso que se fa\u00e7am as reformas requeridas para reverter tal tend\u00eancia. O bom cen\u00e1rio interno traria a aprova\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia, no in\u00edcio de 2018, e a viabiliza\u00e7\u00e3o de alguma candidatura comprometida com a agenda reformista. O cen\u00e1rio ruim envolveria a derrota da reforma da Previd\u00eancia e a continuidade dos candidatos populistas Lula e Bolsonaro na lideran\u00e7a das pesquisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A combina\u00e7\u00e3o dos dois cen\u00e1rios bons, externo e interno, geraria o cen\u00e1rio 1, no noroeste da tabela. Neste cen\u00e1rio duplamente benigno, observar\u00edamos a retomada do investimento, fomentada por capitais externos, simultaneamente atra\u00eddos pela melhor postura fiscal e impulsionados pelas baixas taxas de retorno nos pa\u00edses desenvolvidos. O consumo das fam\u00edlias continuaria a evoluir favoravelmente, lastreado em expans\u00e3o de cr\u00e9dito e na retomada do emprego. O c\u00e2mbio tenderia a se apreciar, mas nossas exporta\u00e7\u00f5es de commodities continuariam a garantir bons resultados na balan\u00e7a comercial. O crescimento aumentaria e o desemprego cairia mais fortemente. Nesse cen\u00e1rio, seria sentido mais fortemente o impacto positivo da baixa Selic, que tenderia a se estender para as taxas mais longas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 a combina\u00e7\u00e3o dos dois cen\u00e1rios ruins produziria o cen\u00e1rio 4, no sudeste da tabela. Nessa combina\u00e7\u00e3o infeliz, a economia brasileira voltaria a enfrentar o espectro de crises externas, n\u00e3o obstante as condi\u00e7\u00f5es atuais de altas reservas e estrutura mais robusta do passivo externo. O juro voltaria a subir e a retomada seria interrompida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atribuindo probabilidades aos cen\u00e1rios externo e interno e supondo independ\u00eancia dos fatores determinantes de cada um deles, calcula-se a probabilidade de cada cen\u00e1rio resultante. Atribu\u00ed 60% de probabilidade ao cen\u00e1rio externo bom e 40% de probabilidade ao cen\u00e1rio interno bom. Da\u00ed resultaram as probabilidades de 24% para cada um dos cen\u00e1rios polares 1 e 41<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa configura\u00e7\u00e3o de probabilidades, o cen\u00e1rio mais prov\u00e1vel seria o cen\u00e1rio 3, a sudoeste da tabela, com 36% de probabilidade, que resulta da combina\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio externo favor\u00e1vel com o cen\u00e1rio interno ruim. Nele, a contribui\u00e7\u00e3o de uma conjuntura benigna no exterior continuaria a prover condi\u00e7\u00f5es para a economia brasileira enfrentar seu desafio fiscal sem os contornos de uma crise externa iminente. N\u00e3o obstante, se, em 2019, quem estiver no Planalto optar por continuar empurrando com a barriga o inexor\u00e1vel ajuste fiscal, a crise vai se tornar inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o otimismo inerente \u00e0 entrada do novo ano, sinto-me tentado a renegar as probabilidades que eu mesmo propus e eliminar o ponto de interroga\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo deste artigo. Bom 2018!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que ser\u00e1 o amanh\u00e3? Como vai ser o meu destino? 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