{"id":8134,"date":"2018-03-02T08:21:24","date_gmt":"2018-03-02T11:21:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/?p=4421"},"modified":"2018-03-02T08:21:24","modified_gmt":"2018-03-02T11:21:24","slug":"pib-cresce-apos-2-anos-de-queda-em-que-estagio-esta-a-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/pib-cresce-apos-2-anos-de-queda-em-que-estagio-esta-a-economia\/","title":{"rendered":"PIB cresce ap\u00f3s 2 anos de queda. Em que est\u00e1gio est\u00e1 a economia"},"content":{"rendered":"<p>A economia brasileira cresceu 1% em 2017. Isso significa que a soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos durante o ano passado foi 1% maior do que o total de 2016.<br \/>\nO crescimento positivo do PIB \u00e9 registrado depois de dois anos de queda. E \u00e9 o maior aumento anual do Produto Interno Bruto desde 2013. O resultado foi divulgado na manh\u00e3 de quinta (1) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/1-PIB-anual-03.png\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-4422\" alt=\"1-PIB-anual-03\" src=\"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/1-PIB-anual-03.png\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/a><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nR$ 6,6 trilh\u00f5es Produto Interno Bruto em 2017<br \/>\n<strong>O que influenciou o resultado<\/strong><br \/>\nExistem duas maneiras de se medir o PIB: somando tudo que o pa\u00eds produz ou somando tudo o que o pa\u00eds demanda. Pelo chamado lado da oferta, o IBGE soma o que foi produzido pela agropecu\u00e1ria, ind\u00fastria e servi\u00e7os. Do outro lado v\u00eam gastos do governo, investimentos e consumo das fam\u00edlias.<br \/>\nE o resultado de 2017 teve um destaque em cada lado. Na oferta, com a estagna\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria e o pequeno crescimento dos servi\u00e7os, a supersafra fez a diferen\u00e7a. O setor agropecu\u00e1rio do Brasil produziu 13% a mais em 2017 do que em 2016.<br \/>\n<strong>O LADO DA OFERTA<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Varia\u00e7\u00e3o_dos_componentes_do_PIB_em_2017__chartbuilder.png\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-4423\" alt=\"Varia\u00e7\u00e3o_dos_componentes_do_PIB_em_2017__chartbuilder\" src=\"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Varia\u00e7\u00e3o_dos_componentes_do_PIB_em_2017__chartbuilder.png\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/a><br \/>\nPelo lado da demanda, a boa not\u00edcia ficou por conta do aumento do consumo das fam\u00edlias, que avan\u00e7ou 1%. Parece pouco, mas os gastos das pessoas comuns t\u00eam muito peso no c\u00e1lculo do PIB &#8211; representam cerca de 65% do lado da demanda. E h\u00e1 algumas explica\u00e7\u00f5es para as fam\u00edlias terem gastado mais em 2017.<br \/>\nO primeiro ponto \u00e9 que o consumo cresceu comparado a 2016, um ano que foi muito ruim. O desemprego, um dos maiores problemas da recess\u00e3o brasileira, se n\u00e3o diminuiu, parou de aumentar em 2017.<br \/>\nAl\u00e9m disso, a infla\u00e7\u00e3o e os juros baixos tamb\u00e9m facilitam o consumo. Houve ainda medidas de incentivo do governo, com a libera\u00e7\u00e3o de recursos do FGTS (https:\/\/www.nexojornal.com.br\/expresso\/2017\/08\/07\/Qual-o-resultado-do-programa-de-saques-do-FGTS) e do PIS\/Pasep (https:\/\/www.nexojornal.com.br\/expresso\/2018\/01\/21\/Quais-as-origens-do-PISPasep-que-Temer-usa-para-aquecer-aeconomia), que injetaram dinheiro na economia.<br \/>\n<strong>O LADO DA DEMANDA<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/3-pib-anual-2018-04.png\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-4424\" alt=\"3-pib-anual-2018-04\" src=\"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/3-pib-anual-2018-04.png\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/a><br \/>\nOs outros dois componentes do PIB pelo lado da demanda recuaram em 2017. O governo, com s\u00e9rios problemas nas contas e com o teto no Or\u00e7amento, gastou 0,6% menos no ano. O investimento caiu 1,8%.<br \/>\n<strong>Investimentos: not\u00edcia boa e not\u00edcia ruim<\/strong><br \/>\nUm dos componentes do PIB que os economistas olham com mais aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a chamada \u201cForma\u00e7\u00e3o Bruta de Capital Fixo\u201d ou simplesmente os investimentos. \u00c9 investimento todo gasto que serve para aumentar a produ\u00e7\u00e3o no futuro. Ou seja, \u00e9 dinheiro investido hoje que vai aumentar o PIB no futuro.<br \/>\nA chamada taxa de investimentos, que mede a participa\u00e7\u00e3o dessa categoria no PIB, est\u00e1 no n\u00edvel mais baixo em pelo menos 21 anos &#8211; a s\u00e9rie atual do IBGE come\u00e7a em 1996. Os investimentos, que em 2013 foram de quase 21% do PIB, representaram apenas 15,6% do total em 2017.<br \/>\n<strong>MENOS APOSTA NO FUTURO<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/4-Taxa_de_investimento__Taxa_de_investimento_chartbuilder.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-4425\" alt=\"4-Taxa_de_investimento__Taxa_de_investimento_chartbuilder\" src=\"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/4-Taxa_de_investimento__Taxa_de_investimento_chartbuilder.png\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/a><br \/>\nMas h\u00e1 um alento. O resultado dos dois \u00faltimos trimestres indicam que o pior momento j\u00e1 passou &#8211; e ele foi no primeiro semestre de 2017, quando o valor trimestral chegou a ser quase 30% menor que o pico, no fim de 2013. Em 16 trimestres, foram 15 quedas. Isso significa que trimestre ap\u00f3s trimestre o Brasil investiu menos at\u00e9 a aparente virada nos dois \u00faltimos resultados, como mostra o gr\u00e1fico.<br \/>\n<strong>PEQUENA RETOMADA<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/pib-anual-2018_Desktop-copy-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-4426\" alt=\"pib-anual-2018_Desktop copy (1)\" src=\"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/pib-anual-2018_Desktop-copy-1.png\" width=\"640\" height=\"604\" \/><\/a><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>O resultado trimestral e a recupera\u00e7\u00e3o lenta<\/strong><br \/>\nO resultado do PIB anual, em parte, j\u00e1 era previsto pelos economistas porque j\u00e1 estavam dispon\u00edveis os n\u00fameros dos tr\u00eas primeiros trimestres do ano. A novidade \u00e9 o resultado do 4\u00ba trimestre.<br \/>\nComparado ao trimestre anterior, a economia brasileira cresceu 0,1% entre outubro e dezembro. O crescimento do terceiro com rela\u00e7\u00e3o ao segundo j\u00e1 havia sido baixo, 0,2%, quase uma estabilidade. Os dois dados consolidam a ideia de que a recupera\u00e7\u00e3o do Brasil \u00e9 lenta.<br \/>\nApesar da melhora recente, a economia ainda est\u00e1 bem abaixo do patamar de antes da crise. Segundo o Codace (Comit\u00ea de Data\u00e7\u00e3o de Ciclos Econ\u00f4micos) da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, a recess\u00e3o na economia brasileira come\u00e7a no 2\u00ba trimestre de 2014 &#8211; a despeito de duas altas t\u00edmidas no 3\u00ba e 4\u00ba trimestre daquele ano.<br \/>\nA recess\u00e3o acabou, oficialmente, no \u00faltimo trimestre de 2016, mas apenas parte da queda j\u00e1 foi compensada. O gr\u00e1fico abaixo mostra a varia\u00e7\u00e3o entre a produ\u00e7\u00e3o do trimestre indicado e o trimestre imediatamente anterior ao in\u00edcio crise, o 1\u00ba de 2014. O PIB trimestral divulgado nesta quinta (1\u00ba) \u00e9 6,3% menor do que o \u00faltimo resultado antes da crise.<br \/>\n<strong>TRAJET\u00d3RIA<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/pib-anual-2018_Desktop.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-4427\" alt=\"pib-anual-2018_Desktop\" src=\"http:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/pib-anual-2018_Desktop.png\" width=\"640\" height=\"600\" \/><\/a><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>O que \u00e9 importante observar nesse resultado: a quase estabilidade no segundo semestre ou o crescimento no ano?<\/strong><br \/>\nSILVIA MATOS O que caracteriza 2017 \u00e9 que foi o ano de sa\u00edda da recess\u00e3o, mas ainda distante de recuperar o que perdeu. Perdemos muito, s\u00f3 vamos recuperar l\u00e1 para 2022. O resultado do quarto trimestre ficou abaixo do que a maioria esperava, mas a gente j\u00e1 tinha uma vis\u00e3o mais cautelosa. Era normal que o consumo das fam\u00edlias desse uma desacelerada no fim do ano, depois de ter sido bem forte no segundo e no terceiro &#8211; sob efeito de medidas mais tempor\u00e1rias. A demanda dom\u00e9stica est\u00e1 vindo, o resultado ficou um pouco prejudicado porque a compara\u00e7\u00e3o foi com um consumo bastante aquecido, a\u00ed parece estagnado. Por outro lado, \u00e9 preciso separar a hist\u00f3ria do PIB durante o ano. Tem o PIB com o agro e sem o agro. Se por um lado agro foi o grande respons\u00e1vel pelo crescimento do primeiro semestre, no segundo atrapalhou um pouco. Ent\u00e3o a medida do PIB sem agro mostra um equil\u00edbrio maior entre os trimestres. O total cresceu 1%, sem agro fica 0,3%, com um crescimento inclusive mais forte no segundo semestre.<br \/>\n<strong>O que sustenta as proje\u00e7\u00f5es de crescimento de 3% em 2018?<\/strong><br \/>\nSILVIA MATOS Nossa proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de 2,8% de crescimento para o ano. Esse n\u00famero viria da manuten\u00e7\u00e3o da acelera\u00e7\u00e3o do consumo, da melhora das condi\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito e a melhora do emprego. A previs\u00e3o \u00e9 que termine o ano com uma taxa m\u00e9dia de desemprego ainda alta, uma m\u00e9dia de 12%, 0,7 ponto percentual menor que 2017. Mas com um aumento no n\u00famero de pessoas empregadas e a melhora do emprego formal. Ano passado a melhora veio da informalidade, para 2018 pode ser diferente. Com isso o investimento vem, pode crescer cerca de 6%, favorecido tamb\u00e9m pelo carregamento estat\u00edstico &#8211; se o investimento ficar parado no mesmo valor, ter\u00e1 um crescimento de 2,5%, porque a m\u00e9dia de 2017 ainda \u00e9 dura. Por outro lado, bastante coisa pode atrapalhar. O primeiro semestre n\u00e3o deve ter surpresas, est\u00e1 mais garantido. Depois depende da elei\u00e7\u00e3o e do cen\u00e1rio externo. Se o cen\u00e1rio pol\u00edtico ficar muito tumultuado, isso gera incerteza e pode atrapalhar decis\u00f5es de investimentos. Se houver aumento de juros l\u00e1 fora tamb\u00e9m atrapalha. De qualquer maneira, parte do PIB 2018 j\u00e1 est\u00e1 dado, n\u00e3o acho que v\u00e1 haver um desastre.<br \/>\nFonte: Nexo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A economia brasileira cresceu 1% em 2017. 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