{"id":8214,"date":"2019-08-07T22:43:52","date_gmt":"2019-08-08T01:43:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/?p=5300"},"modified":"2019-08-07T22:43:52","modified_gmt":"2019-08-08T01:43:52","slug":"juro-no-menor-patamar-da-historia-onde-investir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/juro-no-menor-patamar-da-historia-onde-investir\/","title":{"rendered":"Juro no menor patamar da hist\u00f3ria: onde investir"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bom para estimular a economia, Selic mais baixa \u00e9 empurr\u00e3o a mais para quem est\u00e1 parado em investimentos de renda fixa conservadores<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A Selic<\/strong>, taxa b\u00e1sica de juros que \u00e9 usada como refer\u00eancia para diversas aplica\u00e7\u00f5es em renda fixa, desceu mais um degrau e&nbsp;<strong>renovou sua m\u00ednima hist\u00f3rica<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ontem (31), o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria do Banco Central c<strong>ortou a Selic de 6,5%, patamar em que estava desde mar\u00e7o de 2018, para 6% ao ano<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bom para estimular a economia, mas um &#8220;empurr\u00e3o&#8221; a mais para quem est\u00e1 parado confortavelmente em investimentos de renda fixa como t\u00edtulos do Tesouro Direto e CDBs.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foi-se &#8211; e h\u00e1 muito tempo &#8211; a \u00e9poca em que era poss\u00edvel ter ganhos de 1% ao m\u00eas sem correr riscos. L\u00e1 em&nbsp;<strong>meados de 2015 e 2016, quando a Selic bateu em 14,25% ao ano<\/strong>, o Tesouro Selic e CDBs de 100% do CDI ofereciam esse retorno tranquilamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o cen\u00e1rio de juros cada vez mais baixos n\u00e3o s\u00f3 aqui, mas no mundo todo, o<strong>&nbsp;investidor precisa dedicar um pouco mais de tempo estudando as aplica\u00e7\u00f5es<\/strong>&nbsp;para escolher a mais adequada ao seu perfil &#8211; e molhar um pouquinho os p\u00e9s no mar de volatilidade e risco.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o mercado financeiro extremamente sens\u00edvel ao cen\u00e1rio pol\u00edtico, \u00e9 preciso ter estrat\u00e9gia, objetivos e prazos bem claros dos recursos aplicados para evitar cometer erros, conta Paula Sauer, economista e planejadora financeira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A menor rentabilidade dos t\u00edtulos de renda fixa n\u00e3o \u00e9 motivo para se assustar e sair se desfazendo de todos os ativos que voc\u00ea tem. Mas vale a pena dar maior aten\u00e7\u00e3o para as pr\u00f3ximas aplica\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:&nbsp;<\/strong><a href=\"https:\/\/valorinveste.globo.com\/produtos\/renda-fixa\/tesouro-direto\/noticia\/2019\/07\/31\/se-a-selic-cair-hoje-ainda-da-para-ganhar-dinheiro-no-tesouro-direto.ghtml\"><strong>Ainda d\u00e1 para ganhar dinheiro no Tesouro Direto?<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A vis\u00e3o atual \u00e9 de que&nbsp;<strong>o investidor precisa tomar risco, sem necessariamente trocar o tipo de investimento<\/strong>. Venho observando que os investidores est\u00e3o pulverizando seus aportes na plataforma de investimentos h\u00e1 uns 4 ou 5 anos e isso deve se intensificar&#8221;, diz Gabriel Sjlender, gerente de renda fixa na Guide Investimentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Sjlender conta que, antes, os investidores de renda fixa distribu\u00edam suas aplica\u00e7\u00f5es entre 5 a 10 emissores banc\u00e1rios (<a href=\"https:\/\/valorinveste.globo.com\/produtos\/renda-fixa\/cdb\/noticia\/2019\/04\/08\/o-que-e-cdb.ghtml\">CDBs<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/valorinveste.globo.com\/produtos\/renda-fixa\/lci-e-lca\/noticia\/2019\/04\/03\/o-que-sao-lci-e-lca.ghtml\">LCIs e LCAs<\/a>) em &#8220;pacotes&#8221; m\u00e1ximos de at\u00e9 R$ 250 mil por corretora para se manterem sob a prote\u00e7\u00e3o do FGC (Fundo Garantidor de Cr\u00e9ditos), uma esp\u00e9cie de \u201cseguro contra calotes\u201d que alguns ativos de renda fixa possuem.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Sem sair dos t\u00edtulos de renda fixa, o especialista diz que&nbsp;<strong>a sa\u00edda \u00e9 se arriscar um pouco mais em produtos que n\u00e3o s\u00e3o garantidos pelo FGC<\/strong>, mas proporcionam uma rentabilidade um pouco maior,&nbsp;<strong>como&nbsp;<\/strong><a href=\"https:\/\/valorinveste.globo.com\/produtos\/renda-fixa\/debentures-e-divida-privada\/noticia\/2019\/04\/04\/o-que-sao-debentures.ghtml\"><strong>deb\u00eantures&nbsp;<\/strong><\/a><strong>incentivadas,&nbsp;<\/strong><a href=\"https:\/\/valorinveste.globo.com\/produtos\/renda-fixa\/cri-e-cra\/noticia\/2019\/04\/08\/o-que-sao-cri-e-cra.ghtml\"><strong>CRIs (Certificados de Receb\u00edveis Imobili\u00e1rios) e CRAs (Certificados de Receb\u00edveis Agr\u00edcolas)<\/strong><\/a><strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Uma parcela super relevante dos investidores j\u00e1 tem 40% das carteiras alocadas nesse tipo de investimento&#8221;, diz Sjlender.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diferentemente do que acontece nos t\u00edtulos do Tesouro Direto e nos CDBs, os CRIs, os CRAs e as deb\u00eantures incentivadas n\u00e3o pagam qualquer tipo de imposto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nem imposto de renda e nem IOF (Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quais os riscos envolvidos?<\/h2>\n\n\n\n<p>Por se tratar de cr\u00e9dito privado \u2014 ou seja, os devedores s\u00e3o empresas e n\u00e3o o governo \u2014, o risco de investir em deb\u00eantures, CRIs e CRAs \u00e9 maior do que no Tesouro Direto, por exemplo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que esses t\u00edtulos costumam pagar ao investidor juros superiores aos dos t\u00edtulos p\u00fablicos, que t\u00eam o risco do governo que, em tese, \u00e9 menor do que qualquer tipo de risco privado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se a taxa b\u00e1sica do mercado incomoda o investidor que espera mais desse investimento, n\u00e3o tem m\u00e1gica: ou aumenta a posi\u00e7\u00e3o em ativos que possuem maior risco de cr\u00e9dito, ou de liquidez. N\u00e3o tem almo\u00e7o gr\u00e1tis&#8221;, afirma Paula Sauer.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os&nbsp;<strong>riscos tamb\u00e9m s\u00e3o maiores do que nas aplica\u00e7\u00f5es em CDBs, LCIs e LCAs<\/strong>, que contam com a prote\u00e7\u00e3o do FGC.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Traduzindo: se a empresa tiver dificuldades financeiras, voc\u00ea corre o risco de perder uma parte ou at\u00e9 toda a sua aplica\u00e7\u00e3o.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Portanto,&nbsp;<strong>sempre analise detalhadamente a hist\u00f3ria e a situa\u00e7\u00e3o financeira da empresa<\/strong>, antes de colocar um centavo sequer em seus pap\u00e9is.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De olho nesse risco, \u00e9 comum que ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o de risco de relev\u00e2ncia internacional, como Moody\u2019s, Fitch e Standard &amp; Poor\u2019s, atribuam uma nota para as deb\u00eantures e os t\u00edtulos de CRIs e CRAs.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Essa nota busca apontar as chances de a empresa que emite o t\u00edtulo dar ou n\u00e3o o calote no investidor.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tem empresas super s\u00f3lidas no mercado. Temos visto capta\u00e7\u00f5es milion\u00e1rias de empresas com rating AAA [nota m\u00e1xima]&#8221;, destaca Sjlender.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 aconselh\u00e1vel que voc\u00ea observe qual \u00e9 a nota de cr\u00e9dito do t\u00edtulo do seu interesse e se vale a pena investir nele.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante lembrar que essa<strong>&nbsp;nota pode mudar ao longo do per\u00edodo de aplica\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/strong>e que ela n\u00e3o representa uma verdade absoluta de que nunca ocorrer\u00e1 com aquela empresa algo que n\u00e3o estava no script.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 a\u00ed que a situa\u00e7\u00e3o pode come\u00e7ar a ficar um pouco mais complicada para o investidor com pouca experi\u00eancia.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para o investidor pessoa f\u00edsica escolher sozinho \u00e9 um pouco mais complicado&#8221;, reconhece Sjlender.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os&nbsp;<strong>fundos de deb\u00eantures incentivadas<\/strong>&nbsp;podem suprir essa lacuna de conhecimento e experi\u00eancia do investidor, que&nbsp;<strong>terceiriza a escolha dos ativos e tamb\u00e9m n\u00e3o paga imposto de renda.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;O investidor que n\u00e3o tem nenhuma bagagem de an\u00e1lise de cr\u00e9dito, nenhum assessor de investimentos com &#8216;expertise&#8217; que ele se sinta mais confort\u00e1vel para ajudar, os fundos de deb\u00eantures incentivadas \u00e9 a forma de buscar rentabilidade com isen\u00e7\u00e3o de imposto&#8221;, diz Sjlender.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Aqui cabem dois alertas:&nbsp;<strong>cuidado com a taxa de administra\u00e7\u00e3o<\/strong>, que pode corroer sua rentabilidade, e&nbsp;<strong>d\u00ea prefer\u00eancia para fundos que usem o IMA-B como \u00edndice de refer\u00eancia<\/strong>&nbsp;se quiser maximizar o potencial de rendimento &#8211; mas eles s\u00e3o mais vol\u00e1teis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns desses fundos de deb\u00eantures incentivadas usam mecanismos de prote\u00e7\u00e3o que permitem usar o CDI como \u00edndice de refer\u00eancia. Ele vai chacoalhar menos, mas o rendimento tamb\u00e9m ser\u00e1 menor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Uma carteira bem diversificada pode parecer clich\u00ea, mas ainda \u00e9 a melhor maneira de se maximizar a rentabilidade e minimizar os riscos&#8221;, afirma Sauer, que v\u00ea boas\u00a0<strong>op\u00e7\u00f5es em fundos imobili\u00e1rios e multimercados para quem quer mais do que colocar um pezinho nos riscos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Valor Investe<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bom para estimular a economia, Selic mais baixa \u00e9 empurr\u00e3o a mais para quem est\u00e1 parado em investimentos de renda fixa conservadores [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5653,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"iawp_total_views":1,"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-8214","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-campal"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8214","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8214"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8214\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5653"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8214"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8214"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8214"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}