{"id":8238,"date":"2019-10-31T10:46:38","date_gmt":"2019-10-31T12:46:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/?p=5400"},"modified":"2019-10-31T10:46:38","modified_gmt":"2019-10-31T12:46:38","slug":"risco-pais-do-brasil-vai-ao-menor-patamar-desde-maio-de-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/risco-pais-do-brasil-vai-ao-menor-patamar-desde-maio-de-2013\/","title":{"rendered":"Risco-pa\u00eds do Brasil vai ao menor patamar desde maio de 2013"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Indicador, que \u00e9 term\u00f4metro da confian\u00e7a dos investidores, sinaliza otimismo com economia brasileira<\/h2>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio local de queda de juros e aprova\u00e7\u00e3o da\u00a0reforma da Previd\u00eancia, bem como a tr\u00e9gua na\u00a0guerra comercial entre Estados Unidos e China, levou o risco-pa\u00eds do Brasil ao patamar m\u00ednimo em mais de seis anos nesta ter\u00e7a-feira (29).\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O risco-pa\u00eds funciona como um term\u00f4metro informal da confian\u00e7a dos investidores em rela\u00e7\u00e3o a economias, especialmente as emergentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje ele \u00e9 medido principalmente pelo desempenho do CDS (Credit Default Swap). Se o indicador sobe, \u00e9 um sinal de que os investidores temem o futuro financeiro do pa\u00eds, se ele cai, o recado \u00e9 o inverso: sinaliza aumento da confian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 capacidade de o pa\u00eds saldar suas d\u00edvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s 15 quedas consecutivas, o CDS de cinco anos do Brasil foi a 117 pontos, menor patamar desde 13 de maio de 2013. Esse per\u00edodo antecedeu os protestos de 2013, que marcaram o in\u00edcio da turbul\u00eancia pol\u00edtica no Brasil e tamb\u00e9m o ciclo econ\u00f4mico que colocou o pa\u00eds em profunda recess\u00e3o, da qual saiu com dificuldades.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, naquele momento, o Brasil tinha o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2019\/10\/baixo-crescimento-e-gasto-publico-elevado-dificultam-melhora-da-nota-brasil-diz-sp.shtml\">selo de bom pagador concedido pelas ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o de risco&nbsp;<\/a><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2019\/10\/baixo-crescimento-e-gasto-publico-elevado-dificultam-melhora-da-nota-brasil-diz-sp.shtml\">S&amp;P<\/a>, Fitch e Moody\u2019s, outra chancela acompanhada por investidores internacionais ao decidir aplica\u00e7\u00f5es em pa\u00edses emergentes, considerados mais arriscados.<\/p>\n\n\n\n<p>O CDS come\u00e7ou a cair de forma mais vigorosa ap\u00f3s o Senado concluir, no \u00faltimo dia 23, a tramita\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia no Congresso. A medida \u00e9 vista como crucial para estabilizar a d\u00edvida p\u00fablica, o que diminui o risco de um calote no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o CDS j\u00e1 vinha em trajet\u00f3ria de queda desde o come\u00e7o do ano, acompanhando a euforia do mercado financeiro que se refletia em outros indicadores. Entre eles est\u00e3o a alta da Bolsa brasileira para m\u00e1ximas hist\u00f3ricas e a queda nos contratos de juros futuros (que sinalizam a remunera\u00e7\u00e3o exigida para emprestar ao governo e despencaram a patamares inimagin\u00e1veis no Brasil).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta quarta-feira (30), o\u00a0BC (Banco Central) anuncia a nova taxa de juros do pa\u00eds, que deve cair para 5% ao ano, segundo a proje\u00e7\u00e3o de consenso dos economistas.<\/p>\n\n\n\n<p>O juro mais baixo tamb\u00e9m reduz a press\u00e3o sobre a d\u00edvida e ajuda a reduzir o risco de calote. A Selic saiu de 14,25%, em 2016, para os atuais 5,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom a queda de juros, a preocupa\u00e7\u00e3o com a quest\u00e3o fiscal diminuiu muito. No Brasil, a queda da Selic reduz a evolu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida, o que melhora a rela\u00e7\u00e3o d\u00edvida-PIB e contribui para um PIB maior\u201d, afirma Jos\u00e9 Francisco de Lima Gon\u00e7alves, economista-chefe do banco Fator.<\/p>\n\n\n\n<p>A euforia local, ainda que seja acompanha de sinaliza\u00e7\u00f5es de reformas consideradas cruciais por economistas e investidores, tampouco \u00e9 isolada do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como no Brasil, os juros est\u00e3o em queda na maioria dos pa\u00edses \u2014sejam eles emergentes ou ricos, como os Estados Unidos. Por consequ\u00eancia, o risco-pa\u00eds tamb\u00e9m cede nesses lugares.<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a \u00e9 que para pa\u00edses emergentes a medida de risco pesa mais na decis\u00e3o de investidores institucionais na hora de movimentar recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTirando a Argentina, n\u00e3o tem nenhum emergente quebrado, sem d\u00f3lar ou sem capacidade de comprar d\u00f3lar. De maneira geral, n\u00e3o h\u00e1 risco fiscal nos emergentes, h\u00e1 apenas d\u00e9ficit e o risco dos governos darem calote \u00e9 muito baixo\u201d, diz o economista do Fator.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o analista da Ativa Investimentos Ilan Arbetman, por\u00e9m, a situa\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 relativamente melhor, especialmente quando comparada com a da Argentina, o que refor\u00e7a o vi\u00e9s positivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos muitos dados aqu\u00e9m do esperado e ainda n\u00e3o chegamos no patamar de retomada econ\u00f4mica que gostar\u00edamos. Mas o mercado internacional consegue enxergar um potencial no Brasil que n\u00f3s ainda n\u00e3o conseguimos ver e isso \u00e9 bastante positivo para n\u00f3s\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Indicadores que medem a atra\u00e7\u00e3o de estrangeiros para o Brasil mostram que o otimismo do CDS ainda n\u00e3o se traduz em entrada de recursos: at\u00e9 a semana passada o fluxo cambial estava negativo em US$ 19 bilh\u00f5es (R$ 75,86 bilh\u00f5es), enquanto investidores estrangeiros sacaram R$ 30 bilh\u00f5es da Bolsa brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Lima Gon\u00e7alves acrescenta que a melhora no CDS n\u00e3o significa que o pa\u00eds ter\u00e1 sua nota de bom pagador elevada em breve, pois os pr\u00f3prios analistas das ag\u00eancias t\u00eam dito que a melhor no risco-pa\u00eds \u00e9 insuficiente para sustentar uma alta no rating.<\/p>\n\n\n\n<p>A melhora dependente principalmente da economia, que ainda deve crescer menos de 1% neste ano, abaixo dos 1,1% registrados em 2017 e em 2018. Para 2020, as estimativas rondam os 2%, patamar considerado pouco robusto.<\/p>\n\n\n\n<p>Economistas estimam que um CDS baixo \u00e9 instrumento para atrair investimentos, o que elevaria a taxa de crescimento. Nos grandes bancos, h\u00e1 quem aposte na melhora da nota do Brasil em um intervalo de 6 a 12 meses. O selo de bom pagador voltaria em quatro ou cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil perdeu o grau de investimento entre 2015 e 2016, \u00e0 medida em que a recess\u00e3o se agravava e a d\u00edvida p\u00fablica crescia apenas sete anos depois de conquist\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">D\u00f3lar volta a fechar acima de R$ 4 e Bolsa perde 108 mil pontos<\/h3>\n\n\n\n<p>Nesta ter\u00e7a (29), o d\u00f3lar subiu 0,25% e fechou a R$ 4,003 ap\u00f3s perder o patamar na v\u00e9spera e fechar em R$ 3,99 pela primeira vez desde 15 de agosto. A Bolsa brasileira caiu 0,6%, a 107.556 pontos. Na v\u00e9spera, o Ibovespa renovou recorde a 108 mil pontos.<\/p>\n\n\n\n<p>O movimento reflete realiza\u00e7\u00e3o de lucros e cautela de investidores antes das decis\u00f5es sobre as taxas de juros brasileira e americana, ambas divulgadas na quarta (30). No exterior, o vi\u00e9s foi negativo, com d\u00favidas do mercado quanto ao acordo comercial entre China e Estados Unidos e quanto a um poss\u00edvel corte de juros do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Reuters, a \u2018fase um\u2019 do acordo provis\u00f3rio entre chineses e americanos pode n\u00e3o ser conclu\u00edda a tempo para assinatura na c\u00fapula da Apec (Coopera\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u00c1sia-Pac\u00edfico), que vai ocorrer no Chile entre 16 e 17 de novembro. Esse era o prazo esperado pelo mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao Fed, apesar de a grande maioria dos investidores apostar em um corte de 0,25 ponto percentual no juro americano, que atualmente est\u00e1 entre 1,75% e 2%, o mercado age de maneira cautelosa.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda um receio sobre balan\u00e7os de empresas e, ap\u00f3s recorde alcan\u00e7ado na v\u00e9spera, os \u00edndices da Bolsa de Nova York fecharam em queda repetindo a Bolsa brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano, o Ibovespa acumula uma alta de 23% no ano. O \u00edndice chegou aos 100 mil pontos pela primeira vez 19 em junho, com o otimismo de investidores dom\u00e9sticos com a reforma da Previd\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A Bolsa entrou em uma trajet\u00f3ria de alta desde a vit\u00f3ria do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), em outubro do ano passado, valoriza\u00e7\u00e3o que se acelerou desde a posse, em 1\u00ba de janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O vi\u00e9s altista acompanha o mercado acion\u00e1rio americano. S&amp;P 500, Dow Jones e Nasdaq tamb\u00e9m bateram suas m\u00e1ximas hist\u00f3ricas este ano, com ciclos de cortes de juros e bons resultados das companhias americanas mesmo em meio \u00e0 guerra comercial.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Folha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Indicador, que \u00e9 term\u00f4metro da confian\u00e7a dos investidores, sinaliza otimismo com economia brasileira O cen\u00e1rio local de queda de juros e aprova\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5684,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"iawp_total_views":0,"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-8238","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-campal"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8238","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8238"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8238\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5684"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8238"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8238"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8238"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}