{"id":8246,"date":"2019-12-16T11:08:37","date_gmt":"2019-12-16T14:08:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/?p=5451"},"modified":"2019-12-16T11:08:37","modified_gmt":"2019-12-16T14:08:37","slug":"a-guerra-comercial-alem-de-ser-uma-contradicao-em-termos-possui-um-historico-pavoroso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/a-guerra-comercial-alem-de-ser-uma-contradicao-em-termos-possui-um-historico-pavoroso\/","title":{"rendered":"A \u201cguerra comercial\u201d, al\u00e9m de ser uma contradi\u00e7\u00e3o em termos, possui um hist\u00f3rico pavoroso"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">E o protecionismo \u00e9 a arma dos covardes<\/h2>\n\n\n\n<p>No col\u00e9gio, nunca me ensinaram o que era um\u00a0oximoro. Tampouco na universidade. Com efeito, a primeira vez que li essa palavra tive de pesquisar em dicion\u00e1rios (ainda n\u00e3o havia Google).<\/p>\n\n\n\n<p>Foi a\u00ed que entendi que oximoro \u00e9 quando se juntam duas palavras que, na realidade, querem dizer coisas exatamente opostas. Exemplos de oximoro s\u00e3o &#8220;o fogo que esfria&#8221;, &#8220;um instante eterno&#8221;, &#8220;socialismo libert\u00e1rio&#8221; e &#8220;capitalismo marxista&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, voltou ao notici\u00e1rio outro oximoro que possui d\u00e9cadas de antiguidade. Trata-se da famosa ideia da &#8220;guerra comercial&#8221;, que\u00a0China e EUA come\u00e7aram a travar\u00a0(mas que foi iniciada pelos EUA), e a qual amea\u00e7a arrastar o resto do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os conceitos de &#8220;guerra&#8221; e de &#8220;com\u00e9rcio&#8221; est\u00e3o t\u00e3o distantes, que dizer que \u00e9 necess\u00e1rio haver uma &#8216;guerra comercial&#8217; (como o fez Donald Trump) \u00e9 praticamente o mesmo que dizer que \u00e9 necess\u00e1rio haver uma &#8220;guerra do amor&#8221;. Guerra e com\u00e9rcio s\u00e3o conceitos t\u00e3o opostos, que o mundo s\u00f3 come\u00e7ou a se civilizar quando substituiu um pelo outro, isto \u00e9, quando deixou de fazer guerras e descobriu as vantagens das trocas volunt\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>No com\u00e9rcio, ambas as partes envolvidas\u00a0<em>sempre ganham<\/em>. Afinal, se a transa\u00e7\u00e3o comercial fosse delet\u00e9ria para ao menos um dos lados, ent\u00e3o, por defini\u00e7\u00e3o, tal transa\u00e7\u00e3o simplesmente n\u00e3o ocorreria. No com\u00e9rcio, um lado entrega o dinheiro (voluntariamente) e o outro lado entrega o produto ou servi\u00e7o (voluntariamente). E cada lado atribui \u00e0quele bem que est\u00e1 recebendo\u00a0um valor subjetivo\u00a0<em>maior<\/em>\u00a0do que \u00e0quele bem que est\u00e1 dando em troca.\u00a0N\u00e3o fosse assim, a transa\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorreria. Por defini\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, dado que cada lado da transa\u00e7\u00e3o valora mais aquilo que recebe do que aquilo que est\u00e1 entregando, o com\u00e9rcio beneficia a todos os envolvidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste arranjo, tamb\u00e9m por defini\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma &#8220;guerra&#8221;, mas sim um pac\u00edfico acordo volunt\u00e1rio que melhora a situa\u00e7\u00e3o de todos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O temor sem sentido dos d\u00e9ficits comerciais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, a no\u00e7\u00e3o de &#8220;d\u00e9ficit comercial&#8221; entre pa\u00edses \u2014 algo sempre\u00a0lamentado\u00a0por Trump em seu Twitter \u2014 n\u00e3o faz sentido; o que existe \u00e9 uma popula\u00e7\u00e3o produzindo e outra popula\u00e7\u00e3o comprando. Os americanos compram mais dos chineses do que os chineses compram dos americanos. E, at\u00e9 onde se sabe, trata-se de uma a\u00e7\u00e3o completamente pac\u00edfica e volunt\u00e1ria. Os americanos voluntariamente compram produtos fabricados pelos chineses. Ningu\u00e9m os obriga a isso. Nenhum americano \u00e9 coagido a isso. Nenhum americano \u00e9 agredido por isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como voc\u00ea possui um &#8220;d\u00e9ficit comercial&#8221; com o supermercado que voc\u00ea frequenta ou com o restaurante em que voc\u00ea almo\u00e7a \u2014 ambos os quais lhe fornecem bens e servi\u00e7os em troca do seu dinheiro \u2014, os americanos possuem essa mesma rela\u00e7\u00e3o com os chineses, que lhes fornecem bens e servi\u00e7os em troca de dinheiro. N\u00e3o h\u00e1 nenhum problema com este arranjo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, segundo Trump, tal rela\u00e7\u00e3o m\u00fatua e pac\u00edfica entre cidad\u00e3os americanos (compradores volunt\u00e1rios) e cidad\u00e3os chineses (vendedores volunt\u00e1rios) \u00e9 delet\u00e9ria para os EUA e deve ser revertida. Trata-se do perfeito exemplo da mentalidade mercantilista, que acredita que, em uma transa\u00e7\u00e3o comercial, s\u00f3 o lado vendedor ganha, e o comprador s\u00f3 perde.<\/p>\n\n\n\n<p>O curioso \u00e9 que, se este racioc\u00ednio realmente for levado a s\u00e9rio, jamais deveria haver uma \u00fanica transa\u00e7\u00e3o comercial na hist\u00f3ria do mundo. Quem iria comprar algo, se comprar \u00e9 sin\u00f4nimo de perder?<\/p>\n\n\n\n<p>Este, ali\u00e1s, \u00e9 o problema de se ver a economia como apenas uma massa agregada de n\u00fameros, ignorando o indiv\u00edduo. Transa\u00e7\u00f5es que, em n\u00edvel individual, s\u00e3o ben\u00e9ficas para ambos os lados, repentinamente tornam-se delet\u00e9rias quando analisadas agregadamente. Algo completamente sem sentido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tarifas, Grande Depress\u00e3o e a Segunda Guerra Mundial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se formos analisar a hist\u00f3ria, os prospectos desta nascente guerra comercial entre China e EUA n\u00e3o s\u00e3o nada animadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Com ambos os pa\u00edses bloqueando suas fronteiras um para o outro, a tend\u00eancia \u00e9 que seus produtores tentem desovar seus produtos em outros pa\u00edses. Consequentemente, os pol\u00edticos destes outros pa\u00edses ir\u00e3o querer &#8220;proteger&#8221; suas ind\u00fastrias contra esta desova, aumentando tamb\u00e9m as tarifas de importa\u00e7\u00e3o (em um claro\u00a0atentado contra o bem-estar de toda a popula\u00e7\u00e3o consumidora).<\/p>\n\n\n\n<p>E a\u00ed as perspectivas se tornam sombrias.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma simples viagem pela mem\u00f3ria, especificamente de volta aos anos 1930, nos traz uma imagem f\u00fanebre do que pode potencialmente ocorrer caso esta guerra comercial se concretize e se espalhe para outros pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo ap\u00f3s a forte queda da bolsa de valores americana em 1929 \u2014 um evento que, por si s\u00f3,\u00a0n\u00e3o teria nenhum potencial depressivo\u00a0\u2014 o ent\u00e3o presidente Herbert Hoover acreditou que era necess\u00e1rio &#8220;fazer alguma coisa&#8221;. Contrariamente \u00e0s narrativas hist\u00f3ricas convencionais, Hoover recorreu a uma\u00a0s\u00e9rie de medidas intervencionistas\u00a0\u2014 dentre outras, aumentou gastos, aumentou impostos, implantou controle de pre\u00e7os e de sal\u00e1rios, e estimulou uma arregimenta\u00e7\u00e3o sindical de modo a impedir que as empresas baixassem seus pre\u00e7os \u2014 em seus esfor\u00e7os para estimular a economia americana e manter os sal\u00e1rios artificialmente elevados.<\/p>\n\n\n\n<p>De particular relev\u00e2ncia para essa atual discuss\u00e3o sobre tarifas foi a implanta\u00e7\u00e3o, por lei, da\u00a0tarifa Smoot-Hawley, em 1930. De autoria dos senadores\u00a0Reed Smoot\u00a0e\u00a0Willis Hawley, e sancionada por Hoover, essa medida aumentou as tarifas sobre\u00a0mais de 20.000 produtos, elevando a al\u00edquota m\u00e9dia das tarifas de importa\u00e7\u00e3o para\u00a0aproximadamente 40%. (\u00c0 \u00e9poca,\u00a0mais de 1.000 economistas\u00a0fizeram um abaixo-assinado implorando ao presidente Hoover para que n\u00e3o implantasse a tarifa).<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a implanta\u00e7\u00e3o da Smoot-Hawley,\u00a0pa\u00edses\u00a0como Canad\u00e1 e It\u00e1lia retaliaram, e implantaram tarifas de importa\u00e7\u00e3o punitivas sobre produtos americanos. Isso gerou um efeito domin\u00f3, desencadeando v\u00e1rias guerras comerciais ao redor do mundo, o que resultou em uma\u00a0queda de espantosos 66% no com\u00e9rcio mundial entre 1929 e 1934.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o apenas esse ambiente de guerra comercial\u00a0exacerbou\u00a0a j\u00e1 depressiva situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dos pa\u00edses, como tamb\u00e9m estimulou o despotismo irracional e o militarismo que levou \u00e0 irrup\u00e7\u00e3o da Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a Segunda Guerra, os pol\u00edticos aparentemente demonstraram ter aprendido as li\u00e7\u00f5es da desastrosa experi\u00eancia da Smoot-Hawley, e o mundo vivenciou um per\u00edodo de crescente abertura comercial,\u00a0a qual trouxe resultados comprovadamente positivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas nada est\u00e1 a salvo para sempre.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que conta s\u00e3o os grupos de interesse<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, todo e qualquer debate sobre os\u00a0m\u00e9ritos do livre com\u00e9rcio\u00a0e sobre a\u00a0destrui\u00e7\u00e3o\u00a0e\u00a0inefici\u00eancia\u00a0econ\u00f4mica geradas por\u00a0tarifas de importa\u00e7\u00e3o\u00a0acaba se tornando f\u00fatil no mundo real, dominado por pol\u00edticos e pela pol\u00edtica. Ideais s\u00e3o importantes, mas, no mundo pol\u00edtico, elas n\u00e3o t\u00eam relev\u00e2ncia pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>No final, a pol\u00edtica nada mais \u00e9 do que o poder de\u00a0conceder privil\u00e9gios\u00a0a grupos de interesse com boas conex\u00f5es pol\u00edticas. A pol\u00edtica \u00e9 o poder de alguns poucos, por meio de sua maior capacidade de fazer lobby, ganharem \u00e0 custa dos concorrentes e dos consumidores. Este poder \u00e9 viciante e, em rela\u00e7\u00e3o a ele, qualquer teoria econ\u00f4mica correta acaba sendo secund\u00e1ria e at\u00e9 mesmo impotente.<\/p>\n\n\n\n<p>Especificamente, tarifas de importa\u00e7\u00e3o s\u00e3o um exemplo cl\u00e1ssico de\u00a0<em>rent seeking<\/em>\u00a0\u2014 ou &#8220;busca pela renda&#8221; \u2014, que \u00e9 a atividade de conquistar privil\u00e9gios e benef\u00edcios n\u00e3o pelo mercado, mas pela influ\u00eancia pol\u00edtica.\u00a0Tarifas de importa\u00e7\u00e3o s\u00e3o implantadas a pedido de poderosos empres\u00e1rios do setor protegido, e servem exatamente para proteg\u00ea-los da concorr\u00eancia externa e, com isso, permitir que eles elevem pre\u00e7os e sejam mais ineficientes sem serem punidos pelos consumidores, que agora n\u00e3o mais podem recorrer \u00e0 concorr\u00eancia estrangeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o protecionismo, empres\u00e1rios poderosos conseguem uma maneira f\u00e1cil de obter privil\u00e9gios e pol\u00edticos ganham o apoio destes poderosos empres\u00e1rios, algo que sempre ajuda nas elei\u00e7\u00f5es. Esse c\u00edrculo viciante \u00e9 aparentemente inquebrant\u00e1vel e imune a teorias econ\u00f4micas s\u00f3lidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Como\u00a0disse\u00a0Walter Williams:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Os benefici\u00e1rios de pol\u00edticas protecionistas e de pol\u00edticas de subs\u00eddios sempre s\u00e3o muito vis\u00edveis.&nbsp;J\u00e1 suas v\u00edtimas s\u00e3o invis\u00edveis.&nbsp;Os pol\u00edticos adoram esse arranjo.&nbsp;E o motivo \u00e9 simples: os beneficiados sabem em quem devem votar em agradecimento ao arranjo; j\u00e1 as v\u00edtimas n\u00e3o sabem quem culpar pelo desastre.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No final, guerras comerciais ocorrem para proteger produtores ineficientes que n\u00e3o est\u00e3o produzindo bens que atendem aos reais desejos dos consumidores. \u00c9 por isso que tais produtores recorrem ao governo federal: para proteg\u00ea-los dos concorrentes estrangeiros que s\u00e3o superiores no fornecimento deste bem espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, o protecionismo nada mais \u00e9 do que o medo dos incapazes perante a intelig\u00eancia e as habilidades alheias.&nbsp;Tal postura, al\u00e9m de moralmente conden\u00e1vel, por ser covarde, \u00e9 tamb\u00e9m extremamente perigosa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi Bastiat quem alertou: se, em vez de nos permitirmos os benef\u00edcios da livre concorr\u00eancia e do livre com\u00e9rcio, come\u00e7armos a atuar incisivamente para impedir o progresso de outras na\u00e7\u00f5es, n\u00e3o dever\u00edamos nos surpreender caso boa parte daquela intelig\u00eancia e habilidade que combatemos por meio restri\u00e7\u00f5es de importa\u00e7\u00f5es acabe se voltando contra n\u00f3s no futuro, produzindo armas para guerras em vez de mais e melhores bens de consumo que eles querem e podem produzir, e os quais n\u00f3s queremos voluntariamente consumir.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando bens param de cruzar fronteiras, os ex\u00e9rcitos o fazem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No longo prazo, ningu\u00e9m ganha com as guerras comerciais. Todos s\u00f3 perdem. E muito.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Mieses Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E o protecionismo \u00e9 a arma dos covardes No col\u00e9gio, nunca me ensinaram o que era um\u00a0oximoro. Tampouco na universidade. 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