{"id":8272,"date":"2020-05-25T16:48:51","date_gmt":"2020-05-25T19:48:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/app\/webroot\/blog\/?p=5610"},"modified":"2020-05-25T16:48:51","modified_gmt":"2020-05-25T19:48:51","slug":"a-busca-por-livros-classicos-e-dicas-para-vence-los","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/a-busca-por-livros-classicos-e-dicas-para-vence-los\/","title":{"rendered":"A busca por livros cl\u00e1ssicos. E dicas para venc\u00ea-los"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Em meio ao isolamento social, leitores do mundo todo decidem enfrentar hist\u00f3rias cl\u00e1ssicas, que seguem relevantes mesmo d\u00e9cadas ou s\u00e9culos ap\u00f3s suas publica\u00e7\u00f5es<\/h3>\n\n\n\n<p>O isolamento social em meio \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus impulsionou a procura por formas de entretenimento no mundo todo. Games, quebra-cabe\u00e7as, jogos de tabuleiros e livros registraram aumento de buscas no Google, segundo o Trends, ferramenta que monitora as pesquisas feitas na plataforma.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse cen\u00e1rio, algumas pessoas est\u00e3o aproveitando o tempo para mergulhar na leitura de cl\u00e1ssicos, com parte delas se organizando coletivamente para isso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso da hashtag\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/twitter.com\/search?q=%23TolstoyTogether&amp;src=typeahead_click\" target=\"_blank\">#TolstoyTogether<\/a>, no Twitter, que re\u00fane cerca de 3.000 pessoas do mundo todo numa leitura coletiva de \u201cGuerra e paz\u201d, escrito por Liev Tolst\u00f3i na d\u00e9cada de 1860.<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u201cGuerra e paz\u201d, Tolst\u00f3i conta a hist\u00f3ria de fam\u00edlias da aristocracia russa entre os anos de 1805 e 1820, passando por eventos hist\u00f3ricos como a invas\u00e3o francesa \u00e0 R\u00fassia no ano de 1812, sob a lideran\u00e7a de Napole\u00e3o Bonaparte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa partiu da escritora sino-americana Yiyun Li em parceria com a revista digital\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/apublicspace.org\/news\/detail\/tolstoy-together\" target=\"_blank\">A Public Space<\/a>. A cada dia, os participantes leem um trecho do livro e registram suas impress\u00f5es no Twitter.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que ler os cl\u00e1ssicos<\/h2>\n\n\n\n<p>O consenso acad\u00eamico \u00e9 que os cl\u00e1ssicos s\u00e3o livros que continuam relevantes mesmo d\u00e9cadas \u2013 ou s\u00e9culos \u2013 depois que foram publicados, com seus temas seguindo pertinentes de alguma forma aos leitores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUm cl\u00e1ssico \u00e9 um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer\u201d, afirmou o escritor italiano Italo Calvino no livro \u201cPor que ler os cl\u00e1ssicos\u201d, de 1991.<\/p>\n\n\n\n<p>Isabella Lubrano, jornalista e finalista do pr\u00eamio Jabuti 2018 na categoria de projetos para a forma\u00e7\u00e3o de novos leitores com o canal de YouTube&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCTubbc8ei3JfOBbicSJYPfQ\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ler Antes de Morrer<\/a>, tem no argumento de Calvino a principal justificativa para algu\u00e9m se engajar na leitura dos cl\u00e1ssicos em 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs cl\u00e1ssicos n\u00e3o envelhecem, eles continuam fazendo muito sentido, n\u00e3o importa quantas gera\u00e7\u00f5es se passem\u201d, afirmou ao&nbsp;<strong>Nexo<\/strong>. \u201cN\u00f3s lemos cl\u00e1ssicos porque identificamos nesses livros os mesmos dilemas que a gente vive\u201d, disse, apontando o fato de que livros como \u201cA peste\u201d, escrito por Albert Camus em 1947 e \u201cEnsaio sobre a cegueira\u201d, escrito por Jos\u00e9 Saramago em 1995, discutem quest\u00f5es que est\u00e3o presentes em meio ao cen\u00e1rio de pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 uma necessidade metaf\u00edsica das pessoas de confrontar seus pr\u00f3prios medos, incertezas e ang\u00fastias, em um per\u00edodo em que todo mundo est\u00e1 com medo\u201d, concluiu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sandra Guardini, professora de teoria liter\u00e1ria e coordenadora do Laborat\u00f3rio de Estudos do Romance da Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas da USP, tamb\u00e9m reitera o argumento feito por Italo Calvino.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, os cl\u00e1ssicos n\u00e3o s\u00f3 continuam a ter relev\u00e2ncia entre as gera\u00e7\u00f5es, como podem, ao longo do tempo, levar novas camadas de significado e compreens\u00e3o para o mesmo leitor, que acumulou novas experi\u00eancias no decorrer da vida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o obras que o tempo consagrou, e que trazem experi\u00eancias humanas que, ainda que estivessem enraizadas no momento da produ\u00e7\u00e3o dos livros, t\u00eam algo a dizer para n\u00f3s em outras \u00e9pocas\u201d, afirmou ao\u00a0<strong>Nexo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como vencer os cl\u00e1ssicos<\/h2>\n\n\n\n<p>Ler os cl\u00e1ssicos, por\u00e9m, pode ser uma tarefa desafiadora, por causa de fatores como o tamanho dos livros, o ritmo deles ou ent\u00e3o a escrita em uma linguagem que n\u00e3o nos \u00e9 habitual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isabella Lubrano afirma que o primeiro passo para conseguir vencer os cl\u00e1ssicos \u00e9 reconhecer as pr\u00f3prias limita\u00e7\u00f5es, em especial com aqueles textos que s\u00e3o muito antigos, como os escritos na Idade M\u00e9dia ou nos s\u00e9culos 15 e 16.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsses realmente s\u00e3o muito dif\u00edceis, porque a linguagem \u00e9 completamente diferente, as refer\u00eancias simb\u00f3licas, as mitologias e as passagens b\u00edblicas n\u00e3o fazem parte das nossas refer\u00eancias culturais\u201d, afirmou, dizendo que, para esses, o acompanhamento de um professor ou a expertise s\u00e3o necess\u00e1rias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para cl\u00e1ssicos menos antigos ou at\u00e9 mesmo contempor\u00e2neos, a recomenda\u00e7\u00e3o de Lubrano \u00e9 buscar boas edi\u00e7\u00f5es, boas tradu\u00e7\u00f5es, textos de apoio, v\u00eddeos e outros materiais que possam ajudar a tra\u00e7ar o panorama da obra, de seu autor e do contexto geogr\u00e1fico, pol\u00edtico e temporal no qual ela foi escrita.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora Sandra Guardini reconhece que, em muitos casos, os cl\u00e1ssicos s\u00e3o exigentes e apresentam desafios para os leitores por trazerem uma linguagem que n\u00e3o \u00e9 necessariamente acess\u00edvel e uma estrutura narrativa mais complexa. Para ela, o essencial \u00e9 a persist\u00eancia e o mergulho de peito aberto nas obras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO leitor tem que estar disposto a enfrentar esses desafios\u201d, disse. \u201cMuitas vezes existe um certo temor em como enfrentar essas obras, mas acho que temos de encar\u00e1-las de esp\u00edrito aberto, embarcar na aventura\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Guardini diz acreditar que o leitor se acostuma gradualmente com as particularidades de cada obra, at\u00e9 mesmo aquelas que s\u00e3o mais dif\u00edceis. Para ela, h\u00e1 um encanto que vai sendo criado conforme o avan\u00e7o na leitura.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, ela ressalta que mesmo com a persist\u00eancia e o esp\u00edrito aberto, a compreens\u00e3o completa da obra pode n\u00e3o ser imediata, at\u00e9 mesmo em leitores mais experientes, e que, por isso, a releitura se faz importante. \u201cOs cl\u00e1ssicos sempre s\u00e3o um convite \u00e0 releitura\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A cr\u00edtica liter\u00e1ria Camila von Holdefer, que escreve para a revista Quatro Cinco Um, diz achar que \u00e9 necess\u00e1rio afastar a ideia de que cl\u00e1ssicos s\u00e3o intimidadores. \u201cA aura que alguns desses livros carregam mais aparta do que aproxima\u201d, disse ao&nbsp;<strong>Nexo<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNem todo cl\u00e1ssico \u00e9 f\u00e1cil de ler, \u00e9 verdade, mas o que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples n\u00e3o precisa, ou n\u00e3o deveria, ser intimidador. O dif\u00edcil n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel, para usar um clich\u00ea. Basta ter em mente que o esfor\u00e7o de leitura \u00e9 recompensador\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Holdefer, a perseveran\u00e7a, especialmente no come\u00e7o da obra, \u00e9 necess\u00e1ria. Outra dica \u00e9 que o leitor busque boas edi\u00e7\u00f5es, que trazem consigo notas e outros textos complementares sobre a obra e o autor \u2013 ferramentas que, de acordo com ela, n\u00e3o devem ser usadas em excesso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a cr\u00edtica liter\u00e1ria recomenda que, nos cl\u00e1ssicos estrangeiros, o leitor evite as edi\u00e7\u00f5es que contam com tradu\u00e7\u00f5es indiretas \u2013 aquelas que foram traduzidas para outro idioma antes de serem vertidas para o portugu\u00eas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cl\u00e1ssicos para ler na quarentena<\/h2>\n\n\n\n<p>Isabella Lubrano recomendou \u201cCem anos de solid\u00e3o\u201d, escrito em 1967 por Gabriel Garcia M\u00e1rquez, como um cl\u00e1ssico para se ler na quarentena. \u201cTalvez o maior romance j\u00e1 escrito em l\u00edngua espanhola. Alguns dizem que \u00e9 \u2018Dom Quixote\u2019, mas na minha opini\u00e3o \u00e9 o \u2018Cem anos de solid\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u201cCem anos de solid\u00e3o\u201d, M\u00e1rquez conta a hist\u00f3ria de sete gera\u00e7\u00f5es dos Buend\u00eda, que vivem no pequeno vilarejo de Macondo. Ao longo de um s\u00e9culo, eles tentam desvendar misteriosos pergaminhos deixados por um amigo da fam\u00edlia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A jornalista tamb\u00e9m recomendou \u201cO sol \u00e9 para todos\u201d, escrito em 1960 pela americana Harper Lee. \u201c\u00c9 tranquil\u00edssimo de ler, uma leitura fluida, deliciosa, excelente para se ter o primeiro contato com um chamado livro cl\u00e1ssico\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O romance \u00e9 narrado pela perspectiva da pequena Jean Louise Finch, uma garota de seis anos que mora numa pequena cidade do Alabama e v\u00ea seu pai, o advogado Atticus Finch, defendendo Tom Robinson, um homem negro acusado injustamente de estuprar uma jovem branca. Em 1962, o livro serviu como base para o filme hom\u00f4nimo estrelado por Gregory Peck (\u201cCabo do medo\u201d).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A professora Sandra Guardini indicou a leitura de \u201cGrande sert\u00e3o: Veredas\u201d, escrito pelo mineiro Jo\u00e3o Guimar\u00e3es Rosa em 1956. \u201c\u00c9 um dos grandes monumentos da hist\u00f3ria do romance, n\u00e3o s\u00f3 dos romances brasileiros\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u201cGrande sert\u00e3o: Veredas\u201d, Rosa conta a hist\u00f3ria do jagun\u00e7o Riobaldo, que narra ao leitor sua vida na regi\u00e3o sertaneja da Bahia e de Minas Gerais. A obra fez com que Guimar\u00e3es Rosa se tornasse um dos grandes nomes da literatura nacional e&nbsp;<a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20160115212601\/http:\/\/releituras.com\/guimarosa_bio.asp\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">um dos tr\u00eas principais escritores<\/a>&nbsp;da terceira gera\u00e7\u00e3o modernista do pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Guardini tamb\u00e9m recomendou a leitura de \u201cA vida e opini\u00f5es do cavalheiro Tristram Shandy\u201d, escrito pelo brit\u00e2nico Laurence Sterne em 1759. \u201c\u00c9 um romance espetacular, mas ele \u00e9 distante no tempo e no espa\u00e7o\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 720 p\u00e1ginas, que contam com uma veia c\u00f4mica e doses de sarcasmo, Sterne coloca o protagonista, o exc\u00eantrico Tristram Shandy, para narrar a pr\u00f3pria vida, com muitas idas e vindas.<\/p>\n\n\n\n<p>A cr\u00edtica liter\u00e1ria Camila von Holdefer recomendou a leitura da trag\u00e9dia grega \u201cAnt\u00edgone\u201d, escrita por S\u00f3focles em 442 a.C., na tradu\u00e7\u00e3o de Trajano Vieira lan\u00e7ada em 2009. \u201cMe parece um bom momento para algu\u00e9m descobrir a desobediente \u2018Ant\u00edgone\u2019\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pe\u00e7a conta a hist\u00f3ria de Ant\u00edgone, uma das filhas de \u00c9dipo, condenada \u00e0 morte ap\u00f3s desejar um enterro digno para um de seus irm\u00e3os. A trag\u00e9dia fecha a hist\u00f3ria do ciclo tebano de S\u00f3focles, que tem as pe\u00e7as \u201c\u00c9dipo Rei\u201d e \u201c\u00c9dipo em Colono\u201d como as outras partes da saga.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela tamb\u00e9m indicou a leitura de \u201cA educa\u00e7\u00e3o sentimental\u201d, escrita pelo franc\u00eas Gustave Flaubert em 1869, na tradu\u00e7\u00e3o de Rosa Freire d\u2019Aguiar lan\u00e7ada em 2017. \u201cPode se revelar uma leitura interessante\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O livro conta a hist\u00f3ria de Fr\u00e9d\u00e9ric Moreau, um jovem franc\u00eas do s\u00e9culo 19, que se v\u00ea apaixonado por uma mulher mais velha. \u201cA educa\u00e7\u00e3o sentimental\u201d \u00e9 considerado uma das principais obras de Flaubert, ao lado de \u201cMadame Bovary\u201d (1857) e \u201cSalamb\u00f4\u201d (1862).<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Nexo Jornal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio ao isolamento social, leitores do mundo todo decidem enfrentar hist\u00f3rias cl\u00e1ssicas, que seguem relevantes mesmo d\u00e9cadas ou s\u00e9culos ap\u00f3s suas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5763,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"iawp_total_views":2,"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-8272","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-campal"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8272","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8272"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8272\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5763"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8272"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8272"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.campal.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8272"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}