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Golpe aplicado contra empresas avança no Vale do Sinos

Um golpe aplicado em todo o País avança silenciosamente no Vale do Sinos. As vítimas são empresas dos mais diferentes ramos. A quadrilha se passa por cliente, faz uma encomenda e, com comprovante de depósito frio, diz que pagou a mais. Pelo menos duas companhias de Novo Hamburgo caíram na conversa e fizeram o estorno nos últimos três meses. Uma foi lesada em R$ 15 mil e a outra, em R$ 12 mil. Na semana passada, houve uma tentativa de R$ 21,8 mil.
O delegado da 1a DP, Tarcísio Kaltbach, acredita que haja mais casos pela região. “É provável a existência de vítimas que não registraram ocorrência”, afirma. Para ele, a solução é prevenir, pois chegar aos estelionatários e reaver o dinheiro é praticamente impossível. “Numa situação dessas, não se pode ter pressa. Antes de estornar, é preciso conferir com o banco se o dinheiro realmente entrou na conta. Nunca deve-se deixar levar pela urgência solicitada pelo reclamante, pois pode ser uma cilada.”
Os estelionatários têm ligado do Mato Grosso, Ceará e São Paulo. Tarcísio observa que o golpista não se expõe. O máximo é na voz, durante a negociação por telefone, característica que dificilmente ajudará na investigação.
Esquema com laranjas
“Além de mudar com frequência os números de telefones, os estelionatários podem estar usando chips roubados. E as contas bancárias em que recebem os depósitos estão em nome de laranjas, geralmente moradores de ruas, criminosos e até residentes do exterior, que não teriam como ressarcir as vítimas e geralmente não estão sabendo de nada”, expõe Tarcísio. Ele lembra que já prendeu golpistas em Novo Hamburgo com identidade de andarilho de Venâncio Aires e de morador de Londres, na Inglaterra.
Estelionatários apelam para comoção
Uma instituição do setor de saúde foi vitimada pela quadrilha. “Os golpistas se valeram da comoção que provoca uma doença. Conseguiram os dados de um paciente, inclusive do valor do débito, que era de R$ 18 mil, e um deles ligou como parente. Disse que foram depositados R$ 30 mil e que precisava logo do estorno, pois o dinheiro era urgente para a continuidade do tratamento”, revela o delegado. Ao ver a cópia do depósito, a instituição estornou R$ 12 mil.
Para produzir o crédito fictício, a quadrilha usou um cheque furtado. Segundo Tarcísio, ainda não foi descoberto como os estelionatários chegaram às informações do paciente, que não teria envolvimento no esquema.

Fonte: Jornal NH

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Escritório de contabilidade, desde 1988 no mercado, atendendo pequenas, médias e grandes empresas em Novo Hamburgo, no Vale dos Sinos e na Grande Porto Alegre.​

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