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Morar no exterior e continuar declarando no Brasil: faz sentido?

Nos últimos anos, tornou-se cada vez mais comum encontrar brasileiros que passaram a viver no exterior, mas continuam sendo considerados residentes fiscais no Brasil.

Em muitos casos, essa situação ocorre por falta de orientação. No entanto, ela pode gerar impactos relevantes, especialmente no atual cenário, em que o governo brasileiro tem sinalizado maior atenção à tributação de rendas no exterior.

O que acontece se você continua como residente fiscal no Brasil?

Ao manter a condição de residente fiscal, o contribuinte fica sujeito à tributação sobre sua renda global, incluindo:

  • rendimentos obtidos no Brasil; 
  • rendimentos obtidos no exterior; 
  • aplicações financeiras fora do país; 
  • outras fontes de renda internacionais. 

Dependendo do país de residência, isso pode gerar bitributação ou, ao menos, a necessidade de controles e compensações mais complexas.

A saída definitiva do país

Para quem deixa o Brasil com intenção de residir no exterior, existe um procedimento específico: a saída definitiva do país.

Ao formalizar esse processo, o contribuinte:

  • deixa de ser considerado residente fiscal no Brasil; 
  • passa a tributar, em regra, apenas no país onde efetivamente reside; 
  • evita a tributação no Brasil sobre rendimentos obtidos no exterior; 
  • reduz riscos futuros com a Receita Federal. 

Mas atenção: não é automático

A saída definitiva exige alguns cuidados importantes:

  • envio da Comunicação de Saída Definitiva; 
  • entrega da Declaração de Saída Definitiva; 
  • correta definição da data de saída; 
  • análise de eventuais vínculos mantidos no Brasil. 

Cada caso deve ser avaliado individualmente, especialmente quando o contribuinte ainda possui bens, investimentos, rendimentos ou vínculos societários no Brasil.

Vale a pena fazer?

De forma geral, para quem mora no exterior, possui renda fora do Brasil e não depende de rendimentos brasileiros, a saída definitiva costuma ser uma alternativa mais eficiente e segura do ponto de vista tributário.

Por outro lado, quando ainda existem vínculos relevantes com o Brasil, a decisão precisa ser analisada com mais cuidado.

Conclusão

A manutenção indevida da residência fiscal no Brasil pode gerar custos tributários desnecessários e maior exposição a riscos fiscais.

Com o aumento do controle sobre rendas internacionais, esse tema ganha ainda mais relevância.

Se você mora no exterior ou possui rendimentos fora do país, vale revisar sua situação fiscal e avaliar se a saída definitiva já deveria ter sido realizada.

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