
Quem nunca sentiu medo na vida? Se olharmos para trás, toda pessoa vai relatar algum momento de sua história em que vivenciou o sentimento do medo. Quando criança, nossos medos são mais voltados para as fantasias que se vê ou que são colocadas na cabeça. Depois de crescidas o que ocorre é que: se antes o medo vinha de fatores externos, agora prevalece a criação de medos internos, ou seja, aquele criado dentro de si mesma.
Lembro-me de uma executiva que conheci há alguns anos. Ela sempre fascinada em aprender coisas novas, vivia participando de cursos e treinamentos. Certa vez, a encontrei num elevador e percebi que ela estava com um livro nas mãos. Para puxar conversa perguntei sobre o que se tratava a tal obra. Não me recordo exatamente o nome, nem o autor, mas lembro vagamente que falava sobre o medo. Baseada no contexto fiz a seguinte pergunta: Qual é o seu maior medo profissional?
Imediatamente, percebi que ela apertou um pouco os lábios, como se eu tivesse feito uma pergunta proibida. E depois daquele gesto, ainda meio envergonhada me respondeu: “tenho medo de me acomodar”! Imediatamente pensei: Como assim acomodar? Aquela mulher não parava nunca! Pra mim isso soou como um clássico medo imaginário, desses que as pessoas criam, sem nenhum fundamento. Ao sair do elevador, não pude deixar de lhe dizer alguma coisa. Senti que precisava falar a ela que o medo, às vezes, nos impede de ver as coisas como elas realmente são. Então, antes de sair, segurei delicadamente em seu ombro e disse: “você é maior do que esse medo, seu conhecimento é prova disso”!
Depois daquele dia, comecei a observar mais as mulheres e seus medos profissionais os resultados aqui apresentados, foram frutos de muita observação e uma breve pesquisa que realizei recentemente.
Descobri que muitas mulheres tem medos que parecem absurdos, mas que, ao serem falados, trazem uma angústia verdadeira. Sei que não é fácil afastar esse tipo de sentimento dos nossos pensamentos. Eu mesma também cultivo alguns em minha cabeça. Mas ao contrário da minha amiga executiva que mencionei acima, procuro não tratar isto como um assunto proibido. Acredito que devemos encarar nossos medos abertamente, de maneira racional, madura e verdadeira.
Entenda que como disse antes, é normal sentir medo, o que não pode é deixar que isto te impeça de conquistar aquilo que deseja ou que isso te trave e te faça sentir menor do que você realmente é.
Há várias maneiras de reagir contra esse medo, desde fazer de conta que ele não existe até encarar isto corajosamente. Cada saída trará um resultado e uma consequência para a sua vida, portanto, pense bem antes de lidar com seu próprio medo. Seja forte e, acima de tudo, sincera consigo mesma. Não vale a pena deixar que o medo te impeça de mostrar ao mundo o que realmente é capaz!
Confira agora os 10 principais medos femininos no ambiente de trabalho elencado por mulheres de diversas áreas:
Não agradar e ser odiada pelas pessoas – O medo de não agradar ainda é muito presente no universo feminino, especialmente, dentro do ambiente profissional. Desde pequenas somos condicionadas a isso, crescemos com a ideia de que devemos ser sempre queridas e isto também acaba se estendendo para o contexto empresarial. Grande parte das mulheres procura agradar colegas de trabalho não somente por vontade própria, mas principalmente pelo medo de ser odiada pelas pessoas.
É preciso saber que não podemos agradar a todos sempre, e é justamente isso que nos torna única. Ser amável, educada e cordial são características universais e que devem ser utilizadas diariamente. Mas tentar agradar todo mundo vai fazer com que se sinta insatisfeita e possivelmente infeliz em sua carreira pois gera insegurança e afeta diretamente sua autoestima.
Medo de errar – Parece um pouco perfeccionista ter este tipo de pensamento, afinal, todas as pessoas erram! Mas só o fato de pensar em fazer algo errado já deixa muitas mulheres arrepiadas. Isso acontce porque elas acreditam que o erro pode mostrar que são menos competentes. Não aprendemos somente com aquilo que fazemos certo, mas também com as falhas. Ter medo de errar, dependendo do caso, acaba sendo ainda pior do que errar, pois paralisa e não permite que se evolua através das experiências vividas.
Não ser uma boa profissional – Este medo está diretamente ligado com a autoestima. A partir do momento em que se questiona a própria competência profissional, você também está intimamente questionando quem você é. Ter medo de olhar para si mesma acaba levando a uma distorção da realidade e isto pode trazer insegurança para a sua carreira.
Normalmente, as mulheres que não se acham boas profissionais são aquelas que contraditoriamente mais se destacam. Não acreditar ser boa naquilo que faz está muito relacionado com você olhar para o que não tem, em vez de focar naquilo que conquistou.
Então, mude a perspectiva e você vai modificar também a forma como se vê.
Não chegar lá – Este é outro medo que está diretamente ligado à autoestima da mulher e que pode impedir que se veja o mundo tal qual ele realmente é. O receio de não conseguir está relacionado ao imaginário, pois se trata de trabalhar com hipóteses incertas.
Nem mesmo as pessoas que pensam o contrário [acreditam que vão conseguir] têm tanta certeza assim. A diferença é que o medo de não chegar onde se quer, gera insegurança. E entre uma mulher insegura achando que não vai conseguir e outra segura, pensando que pode conseguir, a segunda tem mais chances de conquistar o que deseja.
Ser demitida – Hoje, com um mundo cada vez mais competitivo, ser demitido não deveria mais ser motivo de temores. Isso porque, assim como existe a possibilidade de um dia estar empregada e no outro fazer parte das estatísticas do desemprego, há também a hipótese de se receber uma proposta de emprego da qual jamais se imaginava.
Quando falamos em trabalho, não existe garantias de estabilidade. O que vai fazer você permanecer no lugar onde está são seus resultados e a vontade de estar lá. Caso isto não seja suficiente para seu empregador, só resta procurar novas oportunidades e seguir adiante.
Não alcançar os próprios objetivos – Este é um medo característico de mulheres mais novas. Normalmente são aquelas que sonham em alcançar o topo de suas carreiras e, por isso, acreditam que seus resultados devem ser extraordinários, que o tempo precisa ser um aliado e as coisas vão acontecer num ritmo frenético. Quando isso não ocorre, elas concluem que fracassaram. E não percebem que há coisas que não dependem só da vontade, mas também de um tempo próprio para acontecer.
É importante, sim, se preocupar em alcançar os seus objetivos, mas isto é diferente de ter medo de não alcançá-los. É preciso entender que nem sempre podemos ter tudo na vida e é neste momento que devemos ser felizes por aquilo que já conquistamos. Não se trata de acomodação e conformismo, mas de gratidão pelo que se tem.
Se acomodar – Normalmente, as pessoas que têm esse tipo de medo são as mais ativas. Elas vivem lendo, se informam e procuram constantemente por coisas novas. Então, este receio é um tanto descabido, mas não deve ser tratado como uma bobagem. O medo de se acomodar diz respeito ao futuro e ao questionamento daquilo que se sabe. Portanto, na hora em que você se deparar com este tipo de sentimento, converse com outras pessoas, faça uma retrospectiva de sua vida. Talvez você perceba o quanto sempre foi uma pessoa ativa e, provavelmente, manterá este hábito durante toda a sua vida.
Ser valorizada pela aparência e não pelo profissionalismo – Quando o assunto é beleza dentro do ambiente profissional, as mulheres costumam se sentir mais desconfortáveis com este tipo de conversa. Ser elogiada pela beleza e não pela competência pode fazer com que se sintam desmerecidas, e até mesmo uma profissional medíocre. Com isso, muitas delas se questionam, inclusive, se estão realmente desenvolvendo um bom trabalho ou se chegou aonde chegou por causa da aparência.
Não tem jeito, mulheres muito belas, em algum momento de suas vidas, vão se questionar sobre a própria beleza. Algumas sentem-se ofendidas quando elogiadas no ambiente de trabalho. No entanto, saber usar a beleza a seu favor não tem nada de errado. O que não pode é deixar de ser a pessoa que você é, afinal, qual é a culpa que se tem de ser uma pessoa bonita? O que você faz com isto é o que realmente importa.
Beleza e competência podem, sim, caminhar juntas, não se importe com isto. Use o que você tem de melhor, mas acima de tudo aceite o que é. Anular a beleza em detrimento da competência é sufocar um pouco de você mesma e esta é uma das piores saídas.
Ser reconhecida pela simpatia e não pela competência – Este é outro medo que está relacionado ao tentar agradar sempre. Se por um lado existem mulheres que têm medo de não agradar, por outro, há aquelas que morrem de medo de serem vistas como simpáticas demais. O que, em tese, prejudicaria a possibilidade de serem reconhecidas pela competência. Acredito que de todos os medos este é o que pode ser o mais realista, pois depende muito mais da percepção do outro do que de esforços internos.
Claro, uma boa dose de simpatia pode abrir portas, mas quando este for o principal quesito de uma mulher no quesito profissional, dificilmente sua real competência será reconhecida. A dica, portanto, é procurar o equilíbrio. Compreenda que simpatia é bom, mas quando você a utiliza de maneira adequada. Achar que ser simpática é mais importante que a própria competência é uma grande armadilha, pois em vez de abrir portas, pode levar você a ser condicionada. Além de te fazer permanecer onde os outros esperam que você esteja, e não aonde realmente pode chegar.
Não inspirar confiança – Inspirar confiança é um fator primordial para o ser humano, as pessoas confiáveis são aquelas que queremos ter sempre por perto. Ter medo de não ser alguém de confiança mostra justamente o quão confiável esta pessoa pode ser, mas também pode demonstrar um medo em querer agradar excessivamente.
Geralmente, mulheres com pouca experiência de trabalho e com um currículo ainda modesto são as que mais têm este tipo de medo. Por isso, vale lembrar que por mais que a experiência e o tempo possam inspirar confiança, a maneira como você se posiciona diante das situações também é um fator determinante.
De nada adianta ser uma super profissional no papel se na vida real você é totalmente insegura. Confiança se conquista com atitudes e não somente com um belo currículo.
Fonte: Administradores