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Poucos calculam os custos da vida na aposentadoria

Resultado de imagem para custos velhiceA aposentadoria é uma dor de cabeça para o brasileiro não apenas porque talvez tenha que trabalhar mais para ganhar menos com as mudanças da Previdência Social, mas também porque o cálculo para garantir a complementação de renda no plano privado pode dar um nó. Nem sempre a
conta fecha.

Parte dos poupadores corre o risco de passar à aposentadoria sem o mesmo padrão de vida da ativa. A matemática mais simples ensina que ele precisa chegar lá com uma renda acumulada equivalente a nove vezes o ganho anual. Não é só. A complementação depende da expectativa em relação à previdência oficial.

Nem todos os planos privados passaram por revisão sobre o aumento da expectativa de vida do brasileiro. Por fim, pouca gente faz um cálculo
estruturado de quanto vai precisar para viver levando em conta que os custos médicos são maiores na velhice e aumentam mais que a inflação.
“As pessoas ainda não enxergam a previdência como geradora de renda futura, mas como investimento de curto prazo”, diz Marcelo Picanço, diretor geral de negócios financeiros e investimentos, vida e previdência e relações com investidores da Porto Seguro. “Muita gente só começa a poupar tarde.

Quem começou cedo, mas não está na linha correta, tem que reprogramar contas”, afirma Cláudio Sanches, diretor de produtos de investimentos e
previdência do Itaú Unibanco. “Há carência de formação previdenciária”, diz Soraia Fidalgo, superintendente de clientes da Brasilprev.
O Itaú Unibanco criou uma regra simples. Chama­se “1­3­6­9”. Aos 35 anos, a poupança deveria corresponder a uma vez o ganho anual. Aos 45 anos, o ideal é que o cliente já tivesse poupado três vezes a renda de um ano. Aos 55 anos, seis vezes. Aos 65, nove vezes. Com isso, manteria o padrão de vida até os 80 anos.

Outro exercício é quanto a pessoa deveria economizar do salário para chegar à aposentadoria sem perder renda. Se começar o plano aos 25 anos, precisa guardar 10% da renda mensal. Aos 40 anos já precisa poupar 25% do salário todo o mês. Já depois dos 55 anos, a poupança deveria absorver 55% da renda.

“Decisões sobre futuro são carregadas de emoção. Parte do trabalho do conselheiro é lidar com a ansiedade do cliente e a expectativa realista do
mercado”, diz Marcelo Picanço. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos apontou que 96% dos americanos deveriam trabalhar mais tempo antes de se aposentar ­ ou então ter poupado mais. No Brasil há o agravante de que a pessoa aposta no que vai receber da Previdência Social.

Na BrasilPrev, com uma carteira com 1,9 milhão de clientes, o cuidado com a educação financeira, que já formou 60 mil jovens de escolas públicas pelo Projetos de Vida na Ponta do Lápis, é o primeiro passo para estimular a poupança.

Fonte: Valor Econômico

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