Uma frase da poetisa Adélia Prado sempre me chamou a atenção. Quando uma jornalista perguntou se ela era muito rigorosa com a edição dos textos ou com os itens que levam à publicação dos seus livros, Adélia respondeu dessa forma: “O meu rigor é de outra ordem; é de não trair o que eu estou sentindo”.
Se olharmos essa fidelidade dela para consigo mesma podemos tirar lições valiosíssimas, tanto na vida pessoal quanto na profissional – afinal, fazemos o que gostamos ou não?
A resposta a essa pergunta pode fazer toda a diferença para medir o grau de satisfação que estamos tendo diante da nossa vida e carreira, e ainda nos leva a refletir sobre os nossos planos e sonhos.
Qual o preço para alcançar um sonho?
Estudar para passar no vestibular, alcançar a almejada promoção, fazer intercâmbio ou comprar um carro… Qualquer um desses itens precisa fazer parte de um foco, de um planejamento, mas essa jornada, que exige de nós uma entrega, precisa da nossa satisfação e do respeito aos nossos gostos e sentimentos.
Nada adiantará estudar dia e noite para fazer um curso que não tem nada a ver com o meu perfil! A dificuldade que já existe na jornada de qualquer vestibulando se tornará um fardo difícil demais de ser carregado. Diferentemente, uma carreira sonhada será muito mais viável se a satisfação e o desejo daquela conquista permear o nosso interior – cruzar essa linha de chegada gerará um sentimento indescritível, que só alcança quem realmente respeita os seus sentimentos e tem aquele sonho como parte de si mesmo.
É claro que nem sempre o inicio da carreira profissional é um mar de rosas, e já vi muita pessoa bem sucedida fazer trabalhos no inicio que não eram o seu sonho, no entanto, era o ideal que permanecia vivo dentro deles e todos os caminhos pelos quais trilharam eram vistos como degraus que os ajudaria a alcançar os planos mais altos.
5 ítens que vão te ajudar a pensar seu grau de satisfação com o que faz.
Tire um tempinho hoje para fazer uma auto avaliação! Pense nesses itens:
– Quais as tarefas que tenho mais facilidade para fazer?
– O que fazem as pessoas que mais me inspiram?
– O que faço hoje me dá realmente prazer?
– Se eu não estiver satisfeito com o que estou fazendo, posso tirar algo de bom desse momento para ser um degrau para meu sonho? (conhecer pessoas, fundos para fazer cursos, pagar a faculdade)
– Quais caminhos devo trilhar para alcançar meu sonho?
E se, no fim de tudo você ainda não estiver satisfeito, mesmo fazendo aquilo que gosta, talvez seja realmente hora de fazer uma auto avaliação mais demorada, afinal, muitas vezes o problema está em nós mesmos, nos nossos conflitos internos que acabam fazendo com que olhemos ao nosso redor com um olhar pessimista e conflituoso, e que pode nos impedir de olhar as grandes possibilidades que nos permeiam!
Sonhos são possíveis, mas somente pessoas focadas e inteiras é que tem maior possibilidade de alcançá-los. Fazer o que gosta, ou ver sentido naquilo que faz, já é um começo
Fonte: Administradores