Nós brasileiros e latinos temos o que eu chamo de cultura do Iceberg: a ponta seria o que é mostrado pra sociedade: roupa de marca, carro do ano, viagens, casa própria. Bens adquiridos para impressionar os outros.
O que fica invisível desse iceberg é a base financeira dessas aquisições. O extrato bancário, as reservas, que muitas vezes não existem, talvez dívidas, financiamentos a perde de vista, com cheque especial, com o cartão de crédito.
Lembro que meu avô foi comerciante e as aquisições que ele fazia eram sempre em dinheiro. Comprava um caminhãozinho novo, um terreno e levava dinheiro vivo pra fechar o negócio.
Ele tinha que ter uma base sólida, reservas pra poder dar cada passo. Só aparecia o que ele realmente podia pagar.
Hoje, com tantas opções de crédito, vemos 77% dos brasileiros endividados; fica claro que o que é mostrado pros outros é uma ilusão, é somente a ponta desse iceberg; e muitas vezes a o que está escondido é tenebroso e leva gente à depressão e ao desespero.
Então o grande segredo das finanças pessoais é fazer a construção de baixo pra cima: formar uma reserva, ter investimentos rendendo dinheiro em seu iceberg, pra que com eles possa adquirir bens que sejam realmente necessários, sem se preocupar em impressionar os outros.
Na dúvida, estude suas finanças e tenha sempre próximo o profissional de confiança, que geralmente é seu contador.
Autor: Daniel Campos